Capítulo 150
Sara
Eu saí de perto da Mariana e vi de novo. Encostado na parede, perto da entrada, como quem não tem pressa de nada — e ainda assim, com os olhos sempre atentos a porta, ou a vadia da Luciana. A maneira como ela falava com ele, como sorria… me fazia arder por dentro. Que ódio. Se ela descobrir como Aaron faz sexo, vai tomar ele de mim. Não posso permitir.
Respirei fundo, mas foi inútil. Quando se tratava de Aaron, o autocontrole não durava muito.
Cruzei o corredor decidida. Salto firme no chão, que ecoava minha irritação. Ele me viu se aproximando e ergueu uma sobrancelha, como se já soubesse o motivo da minha chegada.
— Mariana está recepcionando as visitas — eu disse, me aproximando o suficiente para que mais ninguém pudesse ouvir. — O que acha de ir para o meu quarto?
Aaron sorriu de canto. Aquele maldito sorriso que ele usava quando queria me provocar.
— Está com calor, Sara? — murmurou, inclinando o rosto para mais perto do meu.
— Estou — respondi com firmeza, sentindo meu corpo responder só à proximidade dele.
Ele passou o braço pela minha cintura, puxando-me para perto com força e controle. Meu corpo colidiu contra o dele como se fosse feito pra isso.
— Mas estamos em horário de trabalho — ele disse com um falso tom de censura, o hálito quente quase tocando minha pele. — Por que não vem você pro meu quarto mais tarde? Passa a noite comigo... A noite inteira, agarrada ao meu corpo?
— No seu? — ergui uma sobrancelha. — Não. Você vem pro meu. É mais limpo, com certeza. E não quero a noite toda, não.
Ele riu baixo, e deslizou a mão pelas minhas costas, provocando calafrios onde nem devia.
— Aqui tem câmeras, sabia? — olhei para os lados.
— Foda-se. Não dá pra ver nada desse ângulo que te prendi. Conheço muito bem as câmeras. Só não se mexa.
Aaron inclinou a cabeça como se fosse me beijar, mas parou a milímetros da minha boca. Seus dedos começaram a explorar os contornos da minha cintura, do quadril, do limite onde minha pele reagia.
— O que está fazendo? — murmurei, já sabendo a resposta.
— Diminuindo um pouco do seu calor.
O toque dele era perigoso — lento, firme, e completamente calculado. O mundo poderia acabar lá fora, e ainda assim meu corpo estaria respondendo a ele como se não existisse mais nada.
— Você está brincando com fogo — sussurrei, roçando os lábios perto do ouvido dele, sem dar o gosto de um beijo.

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