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Aquela que o Don não pôde deixar partir romance Capítulo 154

Capítulo 154

Sara

Ele estava diferente.

Não era só o olhar. Era o jeito como ele andava, como se o mundo todo tivesse que se curvar. Como se ele soubesse exatamente o que queria… e fosse pegar. Com ou sem a minha permissão.

E, Deus me perdoe… isso me deixava ainda mais molhada.

Aaron não era mais só o homem que eu queria. Ele era o dono do quarto, dono da situação. E — naquele momento — o dono de mim.

Eu fiquei de pé na cama, como ele mandou, e deixei a lingerie cair aos meus pés. Cada gesto meu era milimetricamente calculado pra provocar, principalmente o olhar, mas ele não reagia com desejo escancarado. Ele reagia com controle. Um tipo de poder que nunca vi em homem nenhum. Nem mesmo em Ezequiel.

— Agora — ele disse, com a voz mais grave e fria do que qualquer outra vez — de quatro, exatamente onde eu mandei.

Engoli seco, com o coração batendo forte. Me ajoelhei, virei, posicionei o corpo devagar, sabendo que ele me olhava.

— Mais arqueada — ordenou. — Quero ver cada centímetro da sua bunda.

Eu obedeci, sem hesitar. Um estalo no ar me fez sobressaltar. A palma da mão dele desceu firme na minha pele, e o som ecoou pelo quarto. Um tapa.

— Essa é pela invasão — ele disse, ríspido. — Entrar no meu quarto como se fosse dona. Quem pensa que é?

Outro tapa.

— Essa é por tentar me seduzir como se fosse fácil me comprar com um pedaço de pano, transparente. — soltou um som abafado — E que pedaço de pano...

Eu ofegava, mas meu corpo queimava de desejo. Era punição, mas era prazeroso. Era vingança, mas era o tipo de posse que eu queria. Talvez seja por isso que sempre quis Ezequiel, porque era frio, autoritário comigo, e ao mesmo tempo... Quente.

— Agora você vai me pedir. — Ele falou, aproximando o rosto do meu ouvido. — Uma por uma. Todas as coisas que você quer. Como uma boa garota, mansa, submissa.

Mordi o lábio com força. Meu orgulho gritava, mas o calor entre as pernas engolia tudo. Respirei fundo e cedi.

— Me toca, Aaron…

— Não, não me excitou o suficiente. Melhor. Me implora.

Fechei os olhos, gemi, perdida na humilhação deliciosa.

— Por favor… me toca… eu preciso de você…

As mãos dele seguraram firme meus quadris, e o calor do seu corpo me fez tremer.

— Continue — ele rosnou. — Diga mais. Tudo o que quer. Quero te ouvir repetindo que me deseja.

A vergonha e o tesão se misturaram. Eu queria fugir… mas queria mais ainda ser dele daquele jeito.

— Me beija… me lambe… me fode como se eu fosse sua. Só sua. Por favor…

Outro tapa na bunda, mais forte. Meu gemido saiu arrastado, quase um soluço de prazer.

— Está gostando, vadia? — ele cuspiu a palavra com raiva contida, mas seus dedos já deslizavam pelo meu centro, molhado e quente. — É isso que você queria, né? Ser usada. Ser marcada.

— Sim… — gemi, sem pudor. — Mas só por você, Aaron.

— Boa garota — ele murmurou, agora com um pouco mais de ternura na voz, mas ainda sem aliviar. — Hoje você vai aprender quem é que manda.

As mãos dele vieram firmes sobre minha cintura, ajustando minha posição com precisão. Ele deslizava os dedos lentamente, só pra me provocar. Descia até meu clitóris inchado e depois tirava, o filho da puta sabe que quero gozar, está me provocando.

— Mais arqueada. Quero ver cada maldito centímetro da sua boceta pronta pra mim.

O estalo de outro tapa veio em seguida, quente e firme na minha bunda.

— Aah! — ofeguei, surpresa. Pensei que tinha parado.

— Não geme assim sem permissão. Precisa pedir pra gemer — ele rosnou contra meu ouvido. — Vai ganhar outro. Pede.

— Me b**e de novo, Aaron... por favor me deixa gemer?

Outro tapa.

— Melhor. Vai aprendendo, Sara.

Ele me puxou pelos cabelos, forçando meu rosto a virar para o lado.

— Me olha. Agora diz: quem é que você quer?

— Você… — sussurrei, entre gemidos.

— Errado. — Outro tapa, mais forte. — Fala do jeito certo. Porque mais cedo queria ser fodida por qualquer soldado. Então quero saber quem você quer.

— Eu quero você, Aaron... Só você. Me usa, me toma. Faz o que quiser comigo...

— Não quer outro soldado?

— Não, eu juro!

Ele riu, um som rouco e cruel no fundo da garganta, antes de morder meu pescoço com força.

— Assim que eu gosto.

Os dedos dele exploravam cada parte do meu corpo como se estivessem me marcando de dentro pra fora.

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