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Aquela que o Don não pôde deixar partir romance Capítulo 173

Capítulo 173

Narrado por Safira

O vento entrava pela janela aberta, bagunçando meus cabelos e me fazendo rir como há muito tempo eu não ria. Amir estava ao volante, uma das mãos firmes, a outra entrelaçada na minha. O rádio tocava uma música qualquer, mas naquele momento tudo parecia uma trilha sonora perfeita.

Estávamos dirigindo sem rumo certo, só por dirigir. Só por estarmos juntos.

Era estranho como a liberdade tinha gosto de novidade, mesmo pra quem já tinha provado dela antes. Mas depois do que vivi nas mãos do Sidnei... depois de todas as mentiras, da prisão camuflada de proteção para quem via de fora, das ameaças escondidas nos olhares dele, os abusos... tudo parecia diferente agora.

Eu olhava para Amir e via verdade. Não a perfeição, mas a verdade.

— Tô feliz — confessei, encostando a cabeça no ombro dele. — De verdade.

Ele sorriu, e aquele sorriso valia tudo.

— Também estou. Mais do que consigo explicar. É ótimo saber que aquele verme nunca mais vai incomodar.

Fizemos planos. De viagem, de casa, de futuro.

Nada grandioso, só... nosso.

Amir falou sobre voltarmos àquela casa onde eu fiquei presa. Não para morar, mas sim encarar. Eu entender que não era mais prisioneira daquilo. Concordei. Talvez fosse importante ver com outros olhos. Com os olhos de quem agora é livre.

Quando chegamos, o portão estava meio torto, ainda com os sinais da invasão que Ezequiel e os outros fizeram. Eu desci devagar, e Amir ficou ao meu lado o tempo todo.

— Você não precisa morar aqui — ele disse com firmeza. — Não quero que esse lugar continue fazendo parte da sua vida. Vamos escolher uma casa nova.

— Uma casa nossa? — perguntei, olhando pra ele.

— É. Tenho dinheiro, Safira. Posso te dar isso. A gente pode construir um lugar de verdade, longe de toda essa merda.

— Mas perto das meninas, né?

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