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Aquela que o Don não pôde deixar partir romance Capítulo 174

Capítulo 174

Mariana Bazzi

Dois dias se passaram. Até o ar parece mais limpo. Ezequiel já conseguiu todas as assinaturas com Sidnei, até poderia matá-lo, mas o deixou como diversão pra mafiosos da Zion. Não sei exatamente o que acontece lá dentro, mas imagino que ele queira morrer pela feição de Ezequiel ao me contar.

Soraya está recebendo o mesmo tratamento que Raquel recebeu com Aaron quando chegou aqui. Ezequiel me contou tudo. Raquel não soube aproveitar e morreu, mas Aaron teve sua segunda chance. Agora tem um futuro promissor. Não vou me envolver nisso.

Passei ao lado de Sara e dei um leve cutucão quando lembrei:

— Parabéns, Sara. Soube que está num relacionamento sério. Aaron parece legal. — Ela se manteve séria, do seu jeito normal de ser.

— Aquele filho da mãe me pegou de jeito — dei uma olhada arregalando os olhos — Ah! Não é o que está pensando. Ele tem um coração enorme...

— Entendi... — o olhar dela não parecia de quem estava falando desse tipo de sentimento, mas fingi que sim.

— Vou andando na frente. Preciso verificar a mesa.

— Tá bom.

Sara saiu apressada. Mesmo durona, agora sinto que está se encontrando. Isso é ótimo. Até porque não daria certo se ainda estivesse de olho em Ezequiel. Agora Luciana... Eu não confio nela o suficiente. Estou com os olhos atentos. Um deslize e a coloco pra fora.

Cheguei no grande corredor.

O cheiro da comida quente se misturava ao som ritmado dos passos no galpão. Eu observava tudo com atenção, conferindo os últimos detalhes do banquete que montei para minhas visitas mais cedo.

Era o mínimo que eu podia fazer. A maioria já estava de partida, cada uma voltando pra sua vida, suas rotinas, seus compromissos. Mas antes disso, eu queria marcar esse momento. Juntas.

Malu chegou com Sofia — aquela menina agora tagarelava como uma profissional, conversando até com as paredes. Neide vinha logo atrás, com o olhar sempre atento e aquele sorriso de quem já tinha visto de tudo.

— Hoje, Nazar e Don Alexei ficaram com os gêmeos... — disse.

— Que bom, assim você fica mais a vontade — falei e Neide sorriu.

— Tia Neide está louca para provar os doces — Sofia gargalhou ao dizer.

— Porque será que sabe disso, não é? Será que Sofia gosta tanto quanto a tia Neide?

— Sim... — falou animada.

Fabiana chegou com aquele ar sereno, mas determinada como sempre. Laura, Débora e Katy vieram juntas, uma rindo da outra, como velhas amigas.

Sara, Iris… Todas ali. Mulheres que tinham passado por lutas diferentes, mas que agora estavam unidas por algo em comum: comer e treinar.

Depois do café, era hora do treino. Não deixaria que ninguém saísse sem se lembrar de quem são.

— Em duplas! — anunciei, enquanto puxava meu cabelo pra um coque firme. — Vamos testar reflexo, precisão e resistência. Nada de moleza.

Organizei os pares:

Iris com Katy.

Sara com Débora.

Fabiana com Malu (sim, ela quis treinar mesmo de jeans e com uma garra impressionante).

E Laura… comigo.

Nos posicionamos no centro do galpão, de costas uma pra outra. Neide levou Sofia pra fora.

Iris foi com a Katy, mas acertou longe do alvo, enquanto Katy passou perto.

Depois foram Sara e Débora. Elas chegaram bem perto, ambas são boas.

Fabiana e Malu também. O fato de estarem em dupla dificultou alcançar o alvo, mas chegaram ainda mais perto que as outras.

Então chegou a minha vez com Laura.

O alvo à frente, a tensão entre nós duas quase tangível.

Eu com minha 357 prateada — pesada, firme, velha conhecida.

Laura com sua faca favorita — aquela que ela mantinha afiada como um bisturi.

Contamos juntas:

— Um...

— Dois...

— Três!

Viramos ao mesmo tempo.

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