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Aquela que o Don não pôde deixar partir romance Capítulo 189

Capítulo 189

Ezequiel Costa Júnior

A escuridão ainda dominava o entorno, exceto pelas luzes amareladas vindas das janelas daquele galpão reformado no meio do nada. Estavam escondendo a Íris ali, como se ela fosse um segredo qualquer. Mal sabiam que acabaram de transformar esse lugar no próprio inferno.

Desci primeiro, arma em punho. A vegetação baixa abafava nossos passos. Aaron desceu com Sara da Limusine sorrindo, mas não ousaram comentar nada.

Vini e Rafael seguiram pela lateral. Eu iria pela frente. Cada entrada coberta. Cada ângulo visado. Havia silêncio, só ouvíamos algumas frases em japonês.

Três. Dois. Um.

— AGORA! — gritei, chutando a porta com força.

O barulho do metal se estilhaçando no impacto foi seguido por um caos de vozes e tiros. A surpresa foi completa. Os japoneses estavam relaxados, em trajes comuns, conversando, jogando cartas… um deles até comendo algo direto do pote. Idiotas.

Não deu tempo de reação.

— Abaixem as armas! — Berrei enquanto atingia o primeiro com um disparo no ombro.

Mauro derrubou dois com precisão. Mariana veio quase atrás de mim, porque fui cobrindo ela.

Eu segui direto. Passos firmes, sangue fervendo. Nenhum deles era o que eu queria. Até que vi o filho da puta que armou aquilo com Yulssef na boate outra vez.

Encostado na parede oposta, a katana enferrujada pendurada no cinto, e aquele olhar presunçoso, como se a própria morte não tivesse coragem de se aproximar dele.

Meus olhos afiaram.

— Você? — murmurei, sentindo a adrenalina me tomar com o mesmo gosto metálico de sangue na boca. — Eu conheço você.

Ele sorriu com desprezo, mesmo com o cano da minha pistola apontado direto pra testa dele.

— Deveria ter me matado quando teve a oportunidade… — respondeu o japonês, calmamente, mesmo com os gritos ao redor e os corpos caindo. Eu voltei pra casa, me recuperei, e agora trouxe coisas suas pra cá.

— Não tenho pressa — sussurrei, andando até ele com calma, enquanto o silêncio começava a dominar o ambiente. Meus homens já haviam rendido a maioria. — Você vai saber como eu gosto… porque vai morrer bem devagar.

Ele não respondeu. Estava pronto. Mas não entendeu ainda o que ia acontecer.

— Nenhum maldito vai receber algum recado seu dessa vez — continuei, encostando o cano da arma entre os olhos dele. — Você vai gritar. Você vai implorar. E eu… não vou sentir absolutamente nada.

— Hikato! — uma putinha mostrando os seios chamou.

— Então esse é seu nome... — afirmei.

Antes que ele reagisse, o desarmei com um golpe na garganta e o joelho na barriga. Ele caiu de joelhos, arfando. Eu o chutei de lado, fazendo-o bater contra as caixas empilhadas.

— AMARRA ele — mandei a Mauro, que já vinha com as braçadeiras. — Esse aqui é meu.

Me aproximei, mais uma vez.

— Agora me diz… onde elas estão?

Ele cuspiu sangue no chão, mas permaneceu em silêncio. Eu sorri de lado.

— Ótimo. Começa assim mesmo. Vamos ver até onde aguenta.

Só que Mariana gritou:

— Iris está no chão! Eu vou atrás dela! — disse e correu para a parte dos fundos. — Eu estava indo atrás, mas antes de continuar, ouvi uma porta sendo destrancada lá no fundo.

Um barulho leve. Correria.

— ACHEI ELA! — gritou Mariana.

Virei na hora, o peito apertando, e comecei a correr quando Soraya saiu de trás de uma porta.

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