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Aquela que o Don não pôde deixar partir romance Capítulo 49

Capítulo 49

Yulssef

— Levem-no! — entrei em desespero quando percebi que tinha dado errado.

— Não! Por favor!

Fui puxado pelos braços, sem calças, tropeçando de dor e desespero. Riam de mim enquanto me arrastavam como um verme derrotado. Um dos soldados me cobriu com um pano imundo — não por pena, mas para que eu não atraísse atenção até o destino final.

Eu, Yulssef, o Consigliere do Don... agora era só mais uma peça no tabuleiro de outro império.

Me jogaram em um cômodo escuro, úmido, sem janelas. O pano sujo ainda estava amarrado ao meu corpo como um lembrete da humilhação. Me deixaram lá por horas. O tempo passava lentamente, como se o próprio ar estivesse coagulado. O corte na minha bunda ardia como se tivessem deixado fogo preso sob a pele.

Até que finalmente, a porta abriu.

Entraram três homens. O líder era o mesmo de antes. Os outros dois pareciam mais jovens, mas tinham a mesma frieza nos olhos. Eu poderia ser estuprado.

— É hora de mostrar que suas palavras não foram apenas o desespero de um fraco — disse o líder, sentando-se à minha frente. — Quem você é, o que sabe... vamos descobrir.

— Pergunte — respondi, tentando manter a voz firme.

Eles começaram com questões simples: nomes, horários, estruturas. Queriam confirmar se eu estava mesmo por dentro das operações de Ezequiel ou se era só um verme tentando sobreviver. Falei. Falei tudo o que podia sem entregar informações que poderiam ser rastreadas imediatamente. Eu precisava parecer útil, mas não desesperado. Um traidor eficiente, não um idiota.

— Quem é o elo mais fraco do círculo interno? — perguntou um dos soldados.

— Domingos. O contador. Odeia trabalhar com dinheiro sujo. Vive com medo de ser preso. Com um pouco de pressão, ele cede.

Eles se entreolharam.

— Onde está o contrato com os políticos do porto? — indagou o outro.

— Trancado na pasta preta de Ezequiel, cofre embutido na parede do escritório. Atrás da estante. Códigos: o nome da maldita que ele ama. Mariana Bazzi.

Houve uma pausa.

O líder levantou. Deu alguns passos pelo quarto. Depois, se virou para mim.

— Você fala como quem quer viver. Mas para viver sob nossas ordens, vai precisar de mais do que palavras.

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