Capítulo 54
Ezequiel Costa Júnior
Ela já estava quente sob minhas mãos, eu queria mais, só que precisei me concentrar. Mariana não é como as outras, eu não poderia agir como se fosse.
Queria cada suspiro trêmulo, cada arrepio involuntário, cada parte dela entregue porque queria — não porque devia.
— Vou começar aqui... — sussurrei, tocando de leve a lateral do pescoço dela com os lábios. — Beijar devagar até sua pele pedir por mais.
Desci até o ombro nu, saboreando cada pedaço.
— Depois, meus dedos vão escorregar entre suas pernas, mas só o suficiente pra te fazer gemer baixinho... — minha mão roçou o lençol próximo à coxa dela, como uma ameaça deliciosa.
Ela arqueou de leve, os olhos semicerrados, as mãos agarrando os lençóis.
— E quando você tentar me puxar pra ti, eu ainda não vou deixar... — murmurei no ouvido dela. — Porque quero que me peça, com a voz rouca, com o corpo tremendo.
Ela soltou um som fraco, um suspiro preso entre os dentes.
— Vou te deixar molhada só com palavras... — disse, minha voz mais grave agora. — Depois com a língua... até te fazer esquecer seu nome.
— Ezequiel... Que loucura.
Minha mão, firme, entrou por baixo da camisola e finalmente tocou sua pele nua, deslizando da barriga para baixo, lenta, paciente.
— Aí sim, quando você estiver implorando... — meus dedos se aproximaram perigosamente do centro do prazer dela, sem tocar. — Eu vou entrar devagar, gemendo no seu ouvido o quanto é gostosa.
— Ezequiel... — ela sussurrou meu nome como quem perde o fôlego.
Inclinei a cabeça e beijei sua boca com fome. Ela já tremia sob mim, o corpo quente, as pernas se abrindo sem que eu precisasse pedir.
Mas eu ainda queria mais.
— Eu vou te fazer gozar sem encostar direito... — prometi entre beijos. — E depois vou me unir a sua alma, bem devagar... pra ter certeza de que nunca mais vai esquecer como é querer um homem assim. Você vai me querer com loucura, meu anjo.
Ela gemeu contra minha boca, puxando meu quadril com urgência.
— Então vem... — murmurou. — Me mostra, Ezequiel.
— Eu vou abrir sua perna assim... — sussurrei, afastando com calma uma coxa dela com a minha mão quente. — Sentir o calor entre elas antes mesmo de entrar.

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