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Aquela que o Don não pôde deixar partir romance Capítulo 58

Capítulo 58

Yulssef

Liguei o celular assim que saí da mansão, ainda sentindo o ardor no pescoço onde Ezequiel me encostou na parede. O moleque está fora de controle, perdido entre as pernas daquela mulher. Achando que pode mudar o curso das coisas só porque tem uma puta qualquer em sua cama. Quem sabe achando que tem um pouco de sangue do velho correndo nas veias, não volte a seguir o fluxo de antes.

O carro preto já me esperava. Entrei, bati a porta com força e peguei o celular. Disquei o número que decorei em poucas horas, porque tenho algo realmente sujo em mente. Ele atendeu no segundo toque.

— Yulssef. — A voz do outro lado era calma, fria como gelo. — Está feito?

— Está. A reunião será no Bela 2, amanhã à noite. Ezequiel está confiando em mim para organizar tudo. Ele não desconfia de nada.

Ouvi o som de um isqueiro sendo aceso. Provavelmente um maldito cigarro que ele fumava porque estava prestes a derramar sangue.

Eu só queria voltar a ganhar dinheiro, mas esse idiota do Ezequiel não me ouve. Agora precisei jogar sujo, me vender aos japoneses pra não morrer. Mas é claro que vou mudar o jogo, os japoneses são mais forte que Ezequiel, ainda vou conseguir recuperar todo o dinheiro que esse moleque me impediu de ganhar.

— Bom. O Donzinho está mesmo caindo direitinho. Você garantiu a segurança?

— Sim. Estou no controle de tudo. Ele acha que vai surpreender vocês... — sorri de canto — Mas é ele quem será surpreendido. Assim que Ezequiel pisar lá, vocês cercam o clube. Quero aquele lugar sob o controle da Yakuza antes que ele entenda o que aconteceu.

— Vamos tomar mais do que o clube. Ele não sabe com quem está lidando. — o japonês falou com um sotaque pesado, mas cada sílaba pingava ameaça. — E você... Yulssef. Vai ter sua parte. Mas se nos enganar... morre junto com ele.

— Eu não erro. Não quando se trata de destruir um garoto mimado que acha que virou rei. Só quero o que me prometeram, e quem sabe podemos renegociar depois? O Bela 2, e o que restar das garotas.

— Vamos ver.

Desliguei o telefone e olhei para frente. O motorista me esperava com paciência. Murmurei, mais para mim mesmo:

— Agora vamos ver, Ezequiel, o que sobra de você quando tudo aquilo que herdou virar fumaça. Vamos ver se o "filho do grande Don" ainda tem onde sentar quando tirarem o trono. Poderia estar reinando, mas mudou de lado. Olha aí no que deu.

Enquanto o carro cortava a estrada de volta para a cidade, um sorriso traiçoeiro brotou nos meus lábios.

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Na noite seguinte:

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A noite estava perfeita. O clube Bela 2 parecia um templo antes do sacrifício. Me certifiquei de que cada saída estivesse liberada, cada guarda comprado estivesse no seu devido lugar, e as câmeras... desligadas. Tudo no ponto. Os japoneses estavam animados — não falavam muito, mas bastava olhar nos olhos deles pra entender que estavam famintos.

Fui até o bar privado no segundo andar, pedi um uísque e fiquei de frente pro salão, onde tudo aconteceria. Peguei o celular e disquei o número já decorado.

— Tudo certo. Ele tá vindo — disse em voz baixa, direto ao chefe da Yakuza. — O Don vai entrar pela frente, como sempre. Só esperem meu sinal. Assim que o carro parar, podem cercar. E lembrem-se: nada de matar ele. Ainda.

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