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Beijada pelo Chefe no Baile de Máscaras romance Capítulo 14

O som abafado de uma playlist animada tocava ao fundo, enquanto roupas estavam espalhadas por toda parte — em cima da cama, da cadeira, do encosto da janela.

Francine experimentava peças e se olhava no espelho com ar crítico.

Malu estava sentada no chão, de pernas cruzadas, com um pão de queijo numa mão e o celular na outra, observando tudo como uma juíza de desfile de moda.

— Malu, tô precisando comprar umas roupas e uma bolsa nova, bora bater perna?

— Ah, não sei não… você sempre prova tudo e nunca leva nada! — respondeu, sem tirar os olhos do celular.

Francine virou para ela, colocando as mãos na cintura.

— O que posso fazer se meu gosto não é convencional?

— Com um corpo desses você devia vestir qualquer coisa e se sentir maravilhosa! — disse Malu, apontando teatralmente com o pão de queijo como se fosse um microfone.

Francine deu uma risadinha presunçosa e jogou o cabelo para trás com um exagero proposital.

— E eu me sinto. — piscou. — Só não quer dizer que eu vá comprar.

Malu bufou, rindo também.

— Eu devia cobrar cachê pra te acompanhar nesses rolês, sabia?

— Cobrar com o quê? Com mais pão de queijo?

As duas riram alto.

Francine pegou uma última peça do cabide e caminhou para o banheiro:

— Se veste também. Dez minutos e a gente sai.

Malu gritou do quarto:

— Já vi esse filme antes! Dez minutos da Francine são quarenta reais no parquímetro!

Francine só respondeu com um riso abafado, a porta do banheiro se fechando atrás dela.

O sol estava alto, mas uma brisa suave deixava o clima agradável.

As ruas do centro fervilhavam com gente indo e vindo, vitrines coloridas e ambulantes vendendo de tudo um pouco.

Francine e Malu caminhavam lado a lado pela calçada de pedras portuguesas, cada uma com um sorvete na mão.

Malu se lambuzava com o de chocolate enquanto tentava manter a dignidade, e Francine andava como se estivesse desfilando numa passarela — mesmo com um sorvete de morango na outra mão.

— Por que eu sempre fico toda melecada e você parece ter nascido com sorvete na mão, hein? — reclamou Malu, limpando a boca com um guardanapo amassado.

Francine deu uma risadinha, toda confiante.

— Dom natural. Ou melhor, treinamento de anos em eventos e editoriais. Sorvete sem dignidade era motivo de bronca da coordenadora de casting.

14 - Passeio 1

14 - Passeio 2

14 - Passeio 3

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