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Beijada pelo Chefe no Baile de Máscaras romance Capítulo 15

Francine entrou na loja puxando Malu pelo braço, ainda rindo de alguma piada que só as duas tinham achado graça.

— Essa vitrine tá gritando meu nome — disse, sem nem disfarçar o entusiasmo.

Malu tropeçou num tapete mal esticado logo na entrada.

— Tá gritando seu nome, mas seu cartão vai chorar, Francine!

Elas mal haviam dado dez passos para dentro da loja quando Francine parou abruptamente.

O sorriso sumiu do rosto.

Os olhos fixaram em um ponto fora da vitrine.

Dorian.

Ele estava ali. Na calçada. Exatamente no lugar onde ela tinha passado.

Francine congelou por um segundo.

Depois, agarrou Malu pelos ombros e praticamente a jogou entre duas araras lotadas de vestidos longos.

— Malu, se abaixa pelo amor de Deus!

— Que isso?! Tá louca?!

— É ele!

— Quem?

— O ele, Malu. O chefão. O dono da mansão. O... Dorian Villeneuve em carne, osso e linho italiano!

Malu arregalou os olhos, já se enfiando entre os cabides.

Francine espiou por uma fresta entre os vestidos de paetê e viu Dorian parado na calçada, olhando ao redor com o cenho franzido.

Procurando algo. Procurando ela.

— Ele viu a gente? — cochichou Malu.

— Acho que não... ainda. Mas se ele entrar aqui, eu vou fingir ser um manequim.

Malu segurou o riso com a mão.

Francine a cutucou:

— Isso não é hora de rir! Esse homem é mais perspicaz que qualquer detetive de filme americano.

Dorian deu mais alguns passos.

A vitrine da loja, iluminada pela luz do sol, refletia a rua, o céu, as pessoas — mas não mostrava quem estava lá dentro.

Dorian permaneceu parado por mais alguns segundos, olhando em volta para tentar encontrar ela entre as centenas de pessoas andando naquela calçada.

A única certeza que ele tinha era a mais irritante de todas: ela tinha desaparecido de novo.

Ele franziu o cenho, o maxilar travado, o terno impecável começando a colar levemente nas costas com o calor da calçada.

Soltou um suspiro seco, irritado com tudo — com a cidade movimentada, com a vitrine sem transparência, com o próprio instinto que o tinha feito saltar de um carro em movimento como um adolescente obcecado.

Pegou o celular no bolso, discou rapidamente.

— Você tem noção que se ele tivesse te visto, você ia desmaiar em posição fetal, né?

Francine tirou os óculos escuros da cabeça, colocou no rosto com classe e respondeu:

— Por isso que a gente anda sempre bem vestida. Se for pra cair, que seja com glamour.

As duas riram — alívio, adrenalina e um pouco de loucura.

Ainda se recuperando do quase-infarto, Francine tirou o casaco leve que usava e passou a mão pela testa, tentando parecer só uma cliente comum que teve uma leve queda de pressão e não uma fugitiva em plena luz do dia.

Foi então que uma vendedora de blazer rosa chiclete e sorriso treinado se aproximou com um salto apressado:

— Moças, tá tudo bem por aqui?

Francine ergueu os olhos com o melhor sorriso que conseguiu forçar, ainda semiagachada entre os cabides.

— Tudo ótimo! Só… só tava procurando um tamanho menor desse vestido aqui. — levantou uma peça qualquer que tinha caído junto com ela.

A vendedora olhou para Malu, depois para Francine, depois para o vestido amassado.

— Ah, claro… Posso ajudar vocês a encontrar. Temos o provador livre, se quiserem experimentar.

— Obrigada, querida. A gente só tá dando uma olhadinha ainda. — disse Malu, puxando Francine pelas mãos e tentando encerrar a situação o mais rápido possível.

Francine sorriu e, antes de sair dali, sussurrou para Malu:

— Se eu sobreviver a essa compra, nunca mais falo mal de filme de ação com fuga improvável.

— Anda logo, Miss 007, antes que ele volte com reforço e um drone.

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