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Caminho traçado: Resgatada pelo inimigo romance Capítulo 101

Após o almoço com Mark, Hector retorna ao escritório sentindo uma leve dor de cabeça. Durante todo o trajeto, permaneceu em silêncio consigo mesmo, remoendo o passado e tentando imaginar uma forma de resolver tudo antes que a bomba explodisse de vez. Não queria perder Ava… mas também não sabia se ainda tinha tempo para consertar tudo.

Assim que o elevador chega ao seu andar, ele caminha pelo corredor até sua sala. Ao empurrar a porta, percebe que sua secretária o segue, silenciosa, como se o escoltasse.

— Hector, podemos conversar por um momento? — ela pergunta com a voz baixa, quase hesitante.

— Claro — ele responde, tirando o paletó e o deixando cair despreocupadamente sobre uma das cadeiras. Em seguida, senta-se em sua poltrona e começa a desabotoar os punhos da camisa, tentando aliviar a pressão no corpo.

Antes de continuar, Priscila se aproxima da cadeira onde o paletó foi deixado. Com um gesto sereno, pega-o e o ajeita com cuidado. Depois, caminha até o canto da sala, onde uma arara com cabides está posicionada discretamente. Antes de pendurá-lo, porém, leva o tecido até o nariz, inalando discretamente o perfume marcante e envolvente que ela já conhecia tão bem.

Ela fecha os olhos por um segundo, como se aquele aroma lhe causasse algo que não podia admitir em voz alta.

— Pode falar — Hector diz, sem erguer os olhos, ainda ocupado com os botões da camisa.

Se recompondo rapidamente, Priscila pendura o paletó e volta-se para ele, hesitando por um instante antes de abrir a boca.

— Queria te pedir desculpas pelo que aconteceu mais cedo — diz ela, com a voz baixa, parando diante da mesa dele.

Levantando o olhar sério, Hector comenta:

— Sobre isso, eu já ia conversar com você mesmo. Não gosto que entrem na minha sala sem bater — fala com firmeza, endireitando-se na cadeira.

— Eu sei — ela murmura, abaixando levemente o olhar.

— Você nunca fez isso antes… por que resolveu fazer justo no dia em que a minha esposa estava aqui? — ele pergunta, cruzando os braços, com o olhar afiado.

Hesitando por um instante, Priscila engole em seco. A palavra “esposa” parece pesar no ar mais do que deveria.

— Foi impulso… não pensei direito — tenta justificar.

— Pois deveria ter pensado — ele rebate, sem elevar a voz, mas deixando claro que não está disposto a fingir que nada aconteceu. — Eu não gostei, e a Ava, muito menos.

Priscila fica em silêncio por alguns segundos. Depois, respira fundo, tentando encontrar o tom certo para continuar.

— Essa história de casamento é mesmo real? — ela pergunta, com um leve receio misturado a algo mais. — Quero dizer… você sempre foi tão avesso a esse tipo de compromisso. Nunca imaginei que você se casaria, assim, tão de repente.

Hector a encara com seriedade.

— É real, sim — responde, sem hesitar. — Muito real.

Como se estivesse à vontade, Priscila dá alguns passos pela sala. Seus dedos tocam suavemente a borda da mesa enquanto ela se aproxima.

— Engraçado… — diz, baixando o tom da voz — pensei que você não fosse do tipo que prende o coração em alianças. Ou será que ela é tão especial assim?

Em silêncio, Hector mantém o olhar firme nela, sem desviar.

— Claro que ela é. A Ava é uma empresária de sucesso, CEO de uma das imobiliárias mais importantes do país — explica, mesmo sabendo que Priscila já sabia sobre aquilo.

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