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Caminho traçado: Resgatada pelo inimigo romance Capítulo 108

Um pequeno raio de luz atravessa a janela e reflete bem no rosto de Ava, que está deitada sobre o peito de Hector. Ela estende a mão e cobre os olhos, só então se dando conta de que, mais uma vez, está no quarto dele.

— Droga — murmura, afastando-se devagar do corpo maravilhoso daquele homem.

Mesmo tentando se levantar com cuidado, acaba acordando Hector, que, ao notar que ela vai sair, a agarra pela cintura e a puxa de volta para mais perto.

— Para onde vai? — pergunta com a voz rouca e sonolenta.

— Para o meu quarto — responde baixinho.

— Não vai, não — ele diz, ainda com os olhos semicerrados. — Fica aqui comigo… só mais um pouco.

— Não posso, tenho um compromisso.

Ele abre os olhos por completo e a observa por alguns segundos antes de perguntar:

— Onde vai?

Ela sorri de canto e responde com naturalidade:

— Acho que deixamos claro no nosso acordo que não precisaríamos dar explicações sobre onde iríamos ou deixaríamos de ir.

Ele sorri também, mas não a solta.

— Também deixamos claro que não teríamos contato físico… mas olha só para nós: pelados e juntinhos — ironiza, beijando a bochecha dela.

— Ai, Hector… tem coisas que você não precisa dizer em voz alta — ela resmunga, envergonhada, escondendo o rosto no travesseiro.

— Mas é verdade — ele sussurra com um sorriso provocador. — E eu adoro ver você corar.

Sorrindo com o tom carinhoso que ele usava, ela se aproxima mais, o abraçando.

— Eu queria ficar mais um pouco, confesso… mas tenho um compromisso e não posso faltar.

— Então eu te levo — ele se voluntaria.

— Não precisa — responde de imediato, como se tentasse escapar.

— Tem certeza? Não quero que corra o risco de se assustar com algum idiota atrás de você.

— Eu vou ficar bem — garante, se levantando um pouco. — Dessa vez, vou pegar um dos seus carros, se não se importar.

— Claro que não me importo — responde, segurando o queixo dela com delicadeza e levantando seu rosto para encará-la. — Que tal almoçarmos juntos?

— Não sei…

— Por favor — insiste, num tom mais leve, quase como um pedido.

Ela hesita, mas acaba cedendo:

— Tudo bem — diz, se afastando e levantando da cama. — Nos encontramos aqui no almoço.

— Não iremos comer aqui — Hector revela. — Quero te levar para comer fora.

A ideia lhe parece boa, então Ava concorda com um leve aceno.

— Tudo bem. Passo no seu escritório.

— Vou estar te esperando — ele diz, puxando-a suavemente para um beijo antes de vê-la se afastar por completo.

Assim que Ava veste o robe e sai do quarto em silêncio, Hector apoia a mão na cabeça e fica observando o teto, deixando que seus pensamentos viajem.

Havia acabado de viver uma noite maravilhosa com Ava, a melhor até aquele momento. Depois da piscina, ele a levou para seu quarto, tomaram banho juntos e, em seguida, continuaram na cama tudo aquilo que a vontade reprimida exigia.

— Ah… ela é maravilhosa — sussurra, sorrindo sozinho.

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