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Caminho traçado: Resgatada pelo inimigo romance Capítulo 110

Sentindo uma terrível falta de ar, Ava caminha apressada pelo corredor, com os olhos embaçados pelas lágrimas e o coração parecendo esmagado dentro do peito. Cada passo doía. Sabia que não tinha forças para sair dali, muito menos para dirigir. Tudo que queria era desaparecer, se encolher em algum canto do mundo onde a dor não a encontrasse.

Ao chegar ao fim do corredor, seus olhos encontram uma pequena capela. Um lugar silencioso, quase esquecido, onde as luzes eram baixas e o ar parecia mais leve. Sem pensar duas vezes, entra ali. Não havia ninguém, apenas os bancos enfileirados, um altar simples com uma cruz e o sutil cheiro de madeira envelhecida misturado a flores murchas.

Ela se senta no último banco, como se não quisesse incomodar a presença invisível de Deus, e finalmente se permite desmoronar em soluços abafados pelas mãos.

Abraçando a si mesma, balança o corpo levemente, como se procurasse o mínimo de consolo. Tudo parecia tão injusto. Por que com ela? Por que, mesmo depois de tanto sofrimento, o destino ainda lhe tirava a chance de ser mãe?

— Eu só queria… — murmura, entre um soluço e outro, com a voz fraca. — Só queria segurar o meu filho nos braços… só isso.

As palavras se perdem no silêncio da capela. E embora parecesse que ninguém a ouvia, era como se o próprio céu estivesse testemunhando sua dor.

Com os olhos fechados e o rosto ainda molhado pelas lágrimas, continua ali, tentando silenciar a dor dentro do peito. Os soluços já não saem altos, mas a angústia permanece, profunda e pesada.

É quando sente uma mão pousar suavemente sobre o seu ombro.

Seu corpo inteiro se arrepia no mesmo instante. O toque é quente… mas inesperado. Por um segundo, ela pensa que poderia estar tendo algum tipo de experiência sobrenatural. Uma presença invisível? Um sinal divino?

Assustada, abre os olhos de repente e vira o rosto devagar.

Hector está ali.

Em pé ao seu lado, com o semblante sério e os olhos fixos nela. Não diz nada de imediato, apenas a encara, como se sentisse toda a dor que ela estava tentando esconder. O peito dele sobe e desce devagar, como se estivesse controlando a própria emoção. Havia preocupação em seu olhar. Mas também havia algo mais…

O que era?

Surpresa, ela engole em seco. Parte sua queria fugir, esconder o rosto, sair dali correndo, mas seus músculos não obedecem. Ela apenas permanece, imóvel, tentando entender como ele a encontrou ali.

— Me desculpa… — ele diz enfim, com a voz baixa. — Eu não queria te assustar. — Ele diz, quando vê a expressão surpresa nos olhos dela.

Ela desvia o olhar e volta a encarar o altar à frente. Não queria que ele a visse daquele jeito. Frágil. Despedaçada.

— Você não devia estar aqui — Ava murmura, tentando soar indiferente, mas sua voz falha no final.

— Mas estou — diz ele.

— Deixa eu adivinhar? Foi o Mark quem te disse que eu estava aqui?

— Não importa quem disse, só quero saber se está tudo bem.

— Minha expressão é de alguém que está bem? — questiona, com a voz mais alterada.

— Me desculpa… — ele pede sem jeito. — Não era isso que queria dizer. Posso fazer algo por você?

— Não, você não pode — sussurra. — Acho que nesse momento ninguém pode fazer nada.

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