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Caminho traçado: Resgatada pelo inimigo romance Capítulo 115

Quando o almoço termina, Ava pede licença e retorna ao seu quarto. Assim que abre a porta, leva um susto, tudo o que era seu havia sumido. Nenhuma peça de roupa, nenhum acessório, nada!

— Ah, ele não perdeu tempo… — murmura, irritada, saindo rapidamente e seguindo para o quarto de Hector.

Ao empurrar a porta, dá de cara com Doris, que terminava de organizar suas roupas no armário dele.

— Não precisava trazer tudo, Doris — diz, visivelmente incomodada.

— Foi o Hector quem pediu — responde, tentando ser discreta.

— Ele deve estar radiante com isso — comenta entre os dentes, antes de se deixar cair em uma cadeira perto da escrivaninha.

Seu olhar vagueia pelo quarto, e um peso se instala em seu peito. Tudo parecia fora do lugar, inclusive ela mesma.

— Será que essa mulher vai ficar aqui por muito tempo? — Ava pergunta, jogando a cabeça para trás com um suspiro. — Mal a conheço e já estou odiando cada segundo da presença dela.

— Tente se acalmar — aconselha Doris, com a voz serena. — Se ela perceber que as provocações estão te afetando, vai fazer questão de te esmagar lentamente…

— Eu estava planejando descansar o resto da semana… — suspira, irritada. — Mas com essa mulher aqui, vou ter que mudar os planos e voltar ao trabalho antes do tempo.

— Não se dê a esse trabalho, Ava — Doris responde com carinho. — Pode descansar. Lembre-se: enquanto estiver casada com o Hector, essa casa é sua também. Não deixe que ninguém te faça esquecer disso.

A porta do quarto se abre e Hector entra com uma expressão fechada. O olhar percorre o ambiente, parando em Ava, que está estirada na cadeira com um ar de cansaço e irritação. Em seguida, ele desvia os olhos para Doris.

— Pode nos dar um minuto, Doris? — pede com educação.

A funcionária assente e sai sem questionar, fechando a porta com cuidado.

Hector se aproxima, puxa a cadeira ao lado e se senta, observando a esposa por alguns segundos em silêncio.

— Me desculpa por isso — diz, constrangido. — Eu não sabia que elas viriam. Juro.

— Tudo bem — Ava responde, cruzando os braços com desdém. — Ela não é muito diferente de você.

— O que isso quer dizer? — ele pergunta, franzindo o cenho.

— Nada…

— Ava… — diz, agora com a voz mais suave, quase num sussurro. — Podemos conversar sobre nós?

— Não tem “nós”, Hector.

— Tem sim — insiste, com um leve desconcerto no rosto. — Hoje de manhã… tudo estava perfeito. A gente estava bem, rindo, juntos… até você sair daqui e ir para aquele hospital.

Ela solta um suspiro profundo, desviando o olhar.

— Eu só recebi uma má notícia — responde, secamente.

— Pode me dizer o que foi? — ele pergunta, com cuidado.

— Não vou te falar sobre os meus assuntos pessoais — rebate, séria.

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