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Caminho traçado: Resgatada pelo inimigo romance Capítulo 120

Diante do espelho do closet, vestindo um elegante vestido preto justo, Ava tenta, com certa pressa, alcançar o zíper nas costas, sem sucesso.

— Precisa de ajuda? — A voz de Hector soa baixa, quase ao pé do ouvido.

Ela ergue o olhar pelo espelho e o vê parado na porta, sem camisa, os cabelos ainda molhados e um sorriso discreto no rosto. Ela hesita por um segundo… mas então vira o rosto levemente e sussurra:

— Por favor…

Devagar, ele se aproxima por trás. Suas mãos firmes tocam suavemente o tecido do vestido, ajustando-o com cuidado, como se aquele gesto tivesse mais intenção do que a simples tarefa de ajudá-la.

Ele começa a subir o zíper, devagar… como se prolongar o contato fosse parte do prazer. Ava observa tudo pelo espelho, seu olhar era firme, mas seu peito continuava acelerado.

Antes de fechar o zíper por completo, ele se inclina e deposita um beijo suave na curva do pescoço dela.

— Você é linda — sussurra, com a voz rouca e baixa.

O elogio à pega desprevenida. Um arrepio percorre sua pele, dos ombros à base da coluna. Ela tenta disfarçar a reação, mas o corpo a trai.

Por um instante, Ava se esquece do vestido. Do zíper. Do espelho. Sente apenas ele… tão perto, tão presente.

Percebendo o quanto aquilo a desestabilizou, ele desliza lentamente as mãos pela lateral do vestido, até as firmar na cintura dela. Ele a vira com um único movimento, fazendo com que os corpos fiquem frente a frente, quase colados.

Os olhos dos dois se encontram, intensos, como se naquele instante não existisse mais nada ao redor. Ava sente a respiração dele contra sua pele, enquanto o seu olhar a queimava.

Ele abre a boca, pronto para dizer algo que parece vir de um lugar mais profundo do que o desejo. Mas então, um som os interrompe.

Uma batida na porta do quarto faz com que voltem para si.

Como se despertasse de um transe, Ava pisca, enquanto Hector fecha os olhos por um segundo, como se amaldiçoasse o momento perdido.

— Hector? — a voz de Doris ecoa do outro lado, hesitante. — Desculpa… mas o Mark acabou de chegar.

Sem jeito, Ava se afasta e volta a se virar para o espelho, fingindo arrumar o cabelo.

— Já vou — responde ele, com a voz mais grave do que pretendia.

Como se o encanto tivesse se rompido com aquela batida na porta, Hector solta um suspiro discreto, desviando o olhar de Ava. O momento… se foi.

Em silêncio, caminha até sua parte do closet, abre a porta do armário e escolhe uma camisa escura. Abotoa um botão de cada vez, sem pressa. Depois, diante do espelho, penteia os cabelos ainda úmidos para trás com os dedos e borrifa um pouco do perfume que ela conhecia bem.

Ava continua ali, sem dizer nada.

Hector também não diz. Apenas caminha até a porta e, antes de sair, lança um último olhar por sobre o ombro, mas não fala nada, apenas fecha a porta e vai.

Assim que desce para a sala, já encontra Mark acomodado em uma das poltronas, com um copo na mão e um sorriso educado no rosto. À sua frente, Margot fala sem parar, gesticulando com exagero, como se estivesse se esforçando demais para impressionar.

Ele observa a cena por alguns segundos, em silêncio. Percebe que Mark apenas acena com a cabeça, tentando acompanhar o ritmo dela, mas claramente entediado. A conversa está desequilibrada e sufocante.

No canto do sofá, Estelle permanece encolhida, com os ombros retraídos e a cabeça baixa. Os dedos entrelaçados no colo denunciam o nervosismo. Ela sequer levanta os olhos, como se quisesse desaparecer.

Franzindo levemente a testa, já sabe que aquela recepção não era o que ele havia planejado para apresentar Estelle a Mark.

Ele se aproxima.

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