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Caminho traçado: Resgatada pelo inimigo romance Capítulo 122

Não foi preciso mais nenhuma palavra sair da boca de Margot para pesar o clima. Assim que ela reclama, todos se calam, mergulhados em seus próprios pensamentos. O jantar segue em silêncio até o fim, e quando termina, Margot leva a mão à testa com uma pequena careta.

— Vou subir. Estelle, me leve para o quarto — ordena, não se importando com os outros.

Sem jeito, Estelle apenas se levanta e acompanha a mãe. No entanto, Hector percebe quando ela lança um olhar rápido para Mark, como se quisesse dizer algo, mas não tivesse coragem.

Assim que as duas desaparecem no corredor, Hector fecha os punhos e pragueja baixinho:

— Ela sempre foi assim…

Mark e Ava o encaram em silêncio.

— Mas vou dar um jeito nisso… pelo menos hoje — diz ele, determinado, levantando-se da cadeira e saindo em direção à cozinha.

Ao chegar, encontra uma funcionária guardando os pratos, enquanto Doris limpa o balcão. Sem dizer nada, ele caminha até um armário, pega um copo e o enche de água. Em seguida, segue para o próprio quarto. Lá, entra no banheiro, abre um armário e procura um frasco específico entre os remédios. Assim que encontra, o segura firme e sai rumo ao quarto da tia.

B**e na porta. Estelle abre, surpresa.

— Hector? O que foi?

— Como ela está?

— Queixando-se de dor, mas se recusa a tomar qualquer coisa.

Sem esperar convite, ele entra no quarto. Margot está deitada na cama, com expressão de aborrecimento. Ao vê-lo, ergue uma sobrancelha.

— Ah, é você?

— Trouxe algo para a senhora — diz ele, aproximando-se. — É um dos meus remédios preferidos. Sempre funciona quando estou com enxaqueca forte.

Satisfeita com a atenção, Margot sorri.

— Que cavalheiro você ainda é... obrigada, meu querido.

Ela toma o comprimido com a água e se recosta no travesseiro, fechando os olhos devagar.

— Se o seu pai estivesse vivo, ele diria para você me dar mais atenção. — Ela comenta com os olhos fechados.

— Aposto que ele diria isso mesmo — ironiza, sem sequer olhar para ela.

— Você devia ter me consultado antes de querer se casar. Eu teria te arrumado uma pessoa mais qualificada.

— Qualificada segundo os seus critérios, claro — rebate. — Alguém submisso, moldável… que suportasse ouvir você o dia inteiro sem abrir a boca.

Ela abre os olhos e o encara, ofendida.

— Não seja ingrato comigo, Hector. Eu só penso no seu bem.

— Não, tia… tudo no que você pensa é em você. Sempre foi. E agora que não pode controlar minhas escolhas, tenta desqualificar quem eu escolhi.

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