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Caminho traçado: Resgatada pelo inimigo romance Capítulo 123

Na sala, Ava conversa com Mark perto da janela, em tom leve e descontraído. Hector, por outro lado, permanece mais afastado, de pé, com as mãos nos bolsos e os olhos fixos na escada. Está inquieto.

— Como está a sua mãe? — pergunta Ava, quebrando o silêncio, enquanto segura uma xícara de chá entre os dedos.

— Ela está bem — responde Mark com um sorriso calmo. — Arrumou um novo emprego há algumas semanas. Está cuidando de uma senhora de idade, daquelas bem tradicionais, sabe? Mas parece que está gostando. Diz que a rotina a mantém em movimento.

— Fico feliz em saber — comenta Ava. — A Charlotte é uma pessoa maravilhosa.

— Ela pensa o mesmo de você — ele responde, com sinceridade.

— Vou me organizar direitinho para visitá-la qualquer dia.

— Aposto que ela irá amar — comenta.

De repente, a conversa entre eles se desfaz no ar. Ambos olham na direção da escada quando ouvem os sons de passos.

Estelle está descendo com calma, segurando o corrimão.

— Demorei demais? — pergunta ela, se direcionando ao primo, assim que chega ao último degrau.

— Claro que não — responde Hector com um sorriso gentil, aliviado por vê-la ali.

— A mamãe ficou conversando tanto… que por um instante achei que o remédio nem faria efeito — comenta, com um sorriso nervoso.

Satisfeito com o retorno da moça, Mark se aproxima. Seus olhos se iluminam de forma sutil, sincera, e um sorriso discreto surge em seus lábios.

— Que bom que voltou — diz, olhando diretamente para ela, com uma doçura que a faz desviar o olhar por um breve instante.

— Eu também estou feliz… — ela responde, tímida, mas sincera, enquanto seus olhos encontram os dele por apenas alguns segundos, antes de se refugiarem no chão.

Ao lado, Ava sorri baixinho, como quem observa o início de algo que ainda nem ambos perceberam completamente.

— Agora que estamos aqui, acredito que podemos sair para dar uma volta.

— Mas… e se minha mãe acordar? — pergunta preocupada.

— Não se preocupe com nada. Ela só deve acordar amanhã.

Mesmo com certo medo, Estelle assente. Queria aproveitar a presença de Mark, e principalmente, a leveza de não estar sob a sombra sufocante da mãe. Sentia-se, pela primeira vez em muito tempo, um pouco mais… livre.

Os dois casais saem da casa e entram em um dos veículos de Hector. Ele dirige com tranquilidade pela costa.

— Para onde querem ir? — pergunta ele, lançando um olhar rápido pelo retrovisor.

— Que tal ficarmos aqui por perto mesmo? — sugere Estelle, num tom baixo, mas audível.

— Podemos nos sentar um pouco na beira do mar, observar as ondas… — completa Ava, sorrindo.

Mark concorda com um aceno.

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