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Caminho traçado: Resgatada pelo inimigo romance Capítulo 125

Já era madrugada, e todos haviam voltado para a mansão Moreau. Estelle se despediu de Mark com um sorriso que parecia impossível de conter, ainda mais após ouvi-lo dizer, diretamente, que queria vê-la novamente. Aquilo fez seu coração disparar.

Já Ava, por outro lado, subiu as escadas com passos calmos, controlados… Sabia exatamente o que a aguardava assim que Hector se despedisse do amigo e cruzasse a porta do quarto.

No bar discreto que havia em um dos cômodos da casa, Hector serve uma dose generosa de sua bebida preferida e oferece outra ao amigo, que aceita com um sorriso animado no rosto.

— Pelo jeito, parece que a minha prima te agradou — comenta Hector, erguendo a sobrancelha enquanto se encosta no balcão.

Soltando uma risada leve, Mark percebe que é impossível disfarçar a verdade.

— Agradou muito — confessa. — A Estelle é doce, delicada, tímida… nem parece que é parente sua — provoca, com um olhar malicioso.

Sentindo a provocação, Hector rebate:

— Está querendo dizer que sou o quê? Um ogro?

— Eu diria… intenso demais para ela — responde, dando um gole na bebida. — Mas funcionou. Ela me encantou de um jeito que eu não esperava.

— Isso eu percebi — diz Hector, sorrindo de lado. — Só não magoa a garota. A Estelle é sensível, e por mais que a mãe dela seja um espinho, a filha é uma flor.

— Eu jamais faria isso. É justamente essa doçura que me prende.

Sentindo firmeza na voz do amigo, Hector ergue o copo e declara:

— Então que seja o começo de algo bom… e que Margot não os atrapalhe de modo algum.

Eles brindam, rindo, como se compartilhassem um segredo prestes a virar problema.

— Eu não me importo com a sua tia — rebate Mark, com segurança. — Se a sua prima estiver mesmo disposta, ela vai saber se impor. Às vezes, basta uma única decisão para mudar tudo.

— A Estelle é muito na dela… — comenta, pensativo. — Não sei se ela teria coragem de bater de frente com a mãe.

— Espero que tenha — diz Mark. — Porque, sendo bem sincero, eu quero que isso funcione.

Um pouco surpreso com a convicção do amigo, Hector o encara.

— Já está assim?

— Eu sou bem direto quanto ao que me agrada. Você devia ser assim também.

Dando um gole na bebida, Hector sorri.

— Eu estou tentando, tudo bem?

Mais sério, Mark inclina levemente a cabeça.

— Eu vi… — confessa. — Embora a conversa com a Estelle estivesse me prendendo, não pude deixar de notar que você e a sua esposa pareciam se entender muito bem.

Hector não responde de imediato. Apenas observa o fundo do copo, como se ali houvesse a resposta.

— Sim, estamos. E quero fazer de tudo para nada estragar esse momento.

— Então faça direito — aconselha Mark, com a sinceridade de quem conhece o amigo há tempo demais. — Por que, sinceramente? Não é todo dia que alguém como a Ava se deixa conquistar de novo.

Meio nervoso, Hector sorri.

— Eu sei. E dessa vez… eu não vou deixar escapar.

— E vai começar por onde? — Mark pergunta, cruzando os braços. — Porque, sinceramente, você precisa correr contra o tempo. Tem muita coisa mal resolvida… muita mentira no caminho.

Desviando o olhar por um momento, Hector suspira.

— Eu sei… — admite, mexendo no copo em mãos. — Mas… será que a gente pode não falar disso agora?

Entendendo o desconforto, Mark o encara com um meio sorriso.

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