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Caminho traçado: Resgatada pelo inimigo romance Capítulo 131

Ao sair do quarto do primo, Estelle dá de cara com a mãe no corredor. A mulher, ainda com o semblante abatido de quem passou a noite se sentindo mal, arregala os olhos assim que vê a filha.

— O que está fazendo? — pergunta, com a voz cortante, aproximando-se com passos lentos.

Estelle congela por um instante, levando instintivamente a mão ao rosto.

— Eu… estava me maquiando — responde com a voz trêmula, como se soubesse que tinha cometido um erro imperdoável.

— Maquiando? — Margot repete com desdém, como se a palavra tivesse gosto amargo. — E por que estava fazendo isso?

— Foi só um momento com a Ava. A gente estava se distraindo… — tenta explicar, encolhendo os ombros.

— Distraindo? — Margot dá uma risada seca. — Acho que ela estava brincando com a sua cara, porque você está parecendo uma palhaça!

A agressividade da mãe faz Estelle dar um pequeno passo para trás. Os olhos marejam, mas ela respira fundo para segurar as lágrimas.

— Vá tirar isso do rosto agora — ordena Margot, com um olhar severo. — Não quero você andando por aí com essa aparência ridícula. Você não é esse tipo de garota.

— O Hector disse que está muito bonito — ela tenta se defender.

— Bonito? Ah, quanta ignorância da parte dele dizer isso.

Como se quisesse arrancar a maquiagem do rosto da filha com as próprias mãos, Margot se aproxima ainda mais.

— Você acha mesmo que pode brincar de se arrumar e sair por aí achando que alguém vai te olhar diferente? — pergunta com desprezo. — Pode até chamar atenção, Estelle… mas só para rirem da sua cara.

Estelle tenta desviar o olhar, mas Margot a segura pelo queixo, obrigando-a a encará-la.

— Está ouvindo? — insiste, firme. — Você não nasceu para isso. Nunca foi bonita o suficiente, nem esperta o suficiente. Se fizer papel de mulher feita, vão perceber o quão ridícula você é.

Os olhos da moça se enchem de lágrimas, mas ainda assim se mantém firme, mesmo que por dentro sinta tudo se despedaçar.

— Eu só queria me sentir um pouco bem comigo mesma… — murmura, quase inaudível.

— Pois esqueça essa ideia absurda — rebate com frieza. — Você só tem um propósito: cuidar de mim. Isso, sim, é o seu lugar.

— Eu não acho que sirvo apenas para isso, mãe — Estelle diz, com um fio de coragem rompendo a superfície da sua voz. — Mesmo que você não acredite, eu posso ser mais útil do que imagina.

Margot arregala os olhos, sentindo o controle escorregar por entre os dedos. Estelle, por outro lado, respira fundo e continua:

— O Hector me propôs trabalhar com ele… e, para ser sincera, estou pensando seriamente na ideia.

Os olhos de Margot se estreitam, ficando vermelhos de fúria. Por um instante, parece que vai avançar sobre a filha, tomada por um ímpeto que beira o descontrole.

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