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Caminho traçado: Resgatada pelo inimigo romance Capítulo 140

No jardim da casa do primo, Estelle olha para o céu estrelado e respira fundo. A brisa leve toca seu rosto enquanto ela tenta organizar os pensamentos sobre o que fazer dali para frente. Toda a sua vida foi vivida à sombra da mãe, uma sombra pesada, cheia de exigências e cobranças. Margot sempre deixou claro, em palavras e olhares, que Estelle nunca seria nada sem ela.

— Será mesmo? — sussurra, fechando os olhos por um instante.

Sabia que, para provar o contrário, precisaria tomar uma atitude. E a primeira delas era sair da casa do primo. Por mais generoso que ele fosse com ela, e por mais acolhedora que Ava se mostrasse, compreendia que não podia continuar ali. Hector era um recém-casado e, por mais que ele nunca dissesse nada, ela sabia que aquele espaço precisava ser só deles.

Mas, antes de qualquer coisa, precisava de independência. De um trabalho. Um novo começo. Então pensou: talvez fosse a hora de conversar com Hector sobre a proposta de emprego que ele havia mencionado. Se ainda estivesse de pé… poderia ser o primeiro passo.

Mas… se aceitasse o trabalho na empresa do primo, sabia que não seria visto como um mérito, e sim como um favor. Uma porta aberta por gentileza, não por competência.

Sua mãe não pensaria duas vezes antes de acusá-la de estar se aproveitando, chamaria de nepotismo com aquele tom venenoso e superior de sempre.

Enquanto divaga sobre suas possibilidades, um som de passos sobre a grama a desperta de seus pensamentos. Ela se vira e, assim que vê quem se aproxima, o coração dispara antes mesmo que possa controlar.

Era Mark.

Ele vinha devagar, com as mãos nos bolsos e um sorriso meio torto, meio tímido, que a deixava mais nervosa do que gostaria de admitir. Ela se esforça para manter a postura, mas por dentro, um sentimento confuso começa a crescer no peito.

— Esperava te encontrar aqui — ele diz, parando a poucos passos dela.

Estelle força um sorriso, mas os olhos, sem querer, já brilham diferentes.

— Olá, Mark — ela o cumprimenta, tentando soar casual, mas sua voz falha levemente.

— Como você está? — ele pergunta, com o olhar atento que parece ler além das palavras.

— Eu… não sei — responde, um pouco tímida, olhando para o céu como se fosse encontrar a resposta ali.

— Como assim?

— Estou Possivelmente com um conflito interior — diz, com um leve suspiro. — Talvez procurando um rumo para minha vida.

Mark solta um sorriso curto, sincero.

— Uau… profundo. — Ele faz um gesto com a cabeça em direção ao banco ao lado dela. — Posso ficar aqui com você?

— Pode sim — responde rápido demais, se arrependendo da pressa no mesmo instante. Mas Mark apenas sorri de canto e se senta.

— Você viu o Hector depois da confusão no almoço?

— Não. Mas a Doris comentou que ele chegou e que está conversando com a Ava.

— Conversando, é? — repete, com uma leve ironia no tom.

Na mesma hora, Estelle sente o rosto esquentar, então desvia o olhar, apertando as mãos no colo, sem saber onde enfiar a cara. Ela sabia que, com o tempo que o primo e Ava estavam trancados no quarto, era bem provável que estivessem fazendo muito mais do que “conversando”.

Percebendo o constrangimento dela, Mark não insiste. Mas o sorriso no canto da boca denuncia que ele se divertiu com a reação.

— Em que estava pensando quando cheguei?

Estelle solta uma risadinha nervosa.

— É só que… eu me sinto um pouco intrusa aqui — diz ela, olhando para as próprias mãos. — Fico pensando se já não passei do tempo de ir embora.

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