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Caminho traçado: Resgatada pelo inimigo romance Capítulo 141

Deitada sobre o peito de Hector pela segunda vez naquele dia, Ava percebe o quanto resistir àquele homem era mais difícil do que imaginava. Por mais que tentasse fugir, por mais que jurasse manter a distância, bastava estar perto dele para tudo desmoronar.

Hector era exatamente o tipo de homem que ela sempre disse que não queria, mas, no fundo… era tudo o que sempre precisou. E, mesmo sem admitir, gostava dele, daquele jeitinho meio bruto, meio carinhoso, que bagunçava tudo dentro de si.

Queria aproveitar aquele silêncio gostoso, aquela paz rara entre os dois… mas o som do seu estômago roncando alto quebra o clima em segundos.

Ela congela. Fecha os olhos, envergonhada. Se pudesse, se enterraria debaixo das cobertas e só sairia no mês seguinte.

Mas Hector ri baixo, passando a mão nos cabelos dela.

— Está com fome?

— Parece que o meu estômago já respondeu por mim — ela resmunga, com um sorriso sem graça, escondendo o rosto no peito dele.

— Que tal sairmos para comer em algum lugar? — sugere ele, se levantando devagar e puxando-a pela mão.

— E a Estelle? — ela pergunta, já calçando os chinelos.

Parando por um segundo, ele processa a quantidade de pessoas naquela equação. Depois se recompõe, estreita os olhos e solta, com um meio sorriso:

— Estou falando de um jantar intimista.

— Só estou sendo educada — ela responde, cruzando os braços. — Vai que ela se sente excluída…

— Ava — ele se aproxima —, eu quero você. Sozinha. Num jantar que termine só conosco. De preferência, com pouca roupa envolvida.

Ela finge pensar, mordendo o lábio. Mas decide que deveria terminar aquela noite da melhor forma, por isso, decide entrar no jogo dele.

— Hum… Tudo bem. Posso aceitar, desde que você me prometa uma sobremesa decente.

— Vai ter — ele garante, com um sorriso malicioso. — Será uma sobremesa que nem vem no cardápio.

Ela solta uma risada e dá um leve empurrão nele, se virando para pegar a roupa.

— Está bem, seu convencido. Mas eu escolho o restaurante.

— Fechado. Só não escolhe nada muito cheio… não quero dividir sua atenção com ninguém.

Os dois se vestem como podem, rindo discretamente das roupas meio tortas e dos cabelos bagunçados. Quando entram no quarto do casal e veem as roupas dela, dobradas em cima da poltrona, o clima muda por um instante. Hector fecha a expressão, mas tenta manter a calma.

— Você não vai tirar as suas coisas daqui — diz, sério, mas com a voz controlada.

— Hector, podemos não falar sobre isso agora? — ela responde, desviando o olhar.

Respirando fundo, Hector sabia que insistir naquele momento só traria mais conflito.

— Tudo bem — cede. — Vai se arrumar, então.

— Só depois do banho — ela responde, já se dirigindo ao banheiro.

— Posso ir com você? — provoca, com um sorriso no canto da boca.

Ela revira os olhos, mas o sorriso denuncia que não está realmente contrariada.

— Mesmo com fome, acho que sim — responde, meio rindo.

— Prometo ser rápido… ou tentar — ele rebate, seguindo atrás dela.

Os dois somem no banheiro e, lá dentro, entregam-se mais uma vez àquilo que, de um jeito bagunçado, ainda era o único ponto de entendimento entre eles. Na água quente e entre toques intensos, esquecem-se do mundo por mais uma rodada.

[…]

Já prontos para sair, os dois descem as escadas. Na sala, dão de cara com Doris, que os observa com um olhar curioso, mas discreto. Apesar de tudo o que aconteceu, ela não diz nada, somente sorri de leve, percebendo que, de algum jeito, eles haviam se resolvido.

— A Estelle pediu para avisar que saiu para jantar com o Mark — anuncia, como quem não quer se meter, mas deixando o recado dado.

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