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Caminho traçado: Resgatada pelo inimigo romance Capítulo 142

O barulho dos disparos explode no ar e assusta Ava, que começa a gritar em completo desespero. Hector a encara por um segundo e vê o pavor estampado nos olhos dela, ela está em choque. Tudo acontece tão rápido que ele não tem tempo de lembrá-la de que o veículo é blindado.

Sem pensar duas vezes, ele pisa fundo no acelerador e j**a o veículo com tudo contra os homens armados.

O impacto é brutal. Os dois encapuzados caem para o lado enquanto o carro avança sobre eles. Um deles rola no asfalto e o outro se arrasta tentando levantar, mas Hector já passou por cima e segue em disparada pela avenida.

— Ava, fica calma! — ele diz, tentando manter a voz firme enquanto dirige em alta velocidade.

Ela respira de forma irregular, quase sem conseguir conter as lágrimas.

— A gente vai ficar bem, tá? Confia em mim — diz ele, pegando o celular com uma das mãos enquanto continua acelerando.

— Alô? Polícia? Dois homens armados tentaram nos interceptar na Avenida Central! Estavam com submetralhadoras! Meu carro foi atingido, mas consegui fugir. Estou em movimento com minha esposa, preciso de apoio agora! — fala rápido, ofegante.

Do outro lado, a atendente pergunta detalhes e ele responde brevemente antes de encerrar:

— Sim, estou indo sentido zona sul… Está bem, vou manter a linha aberta.

Ele finaliza a chamada e respira fundo.

— Já estão vindo — murmura, enquanto continua acelerando, atento a cada cruzamento, cada sinal.

O silêncio no carro é cortado apenas pelo som do motor acelerado e pela respiração ofegante de Ava, que continua encolhida no banco, abraçando os próprios joelhos. O rosto dela está molhado de lágrimas, e as mãos tremem sem controle.

Esticando uma das mãos, ele toca o braço dela com delicadeza, sem tirar os olhos da estrada.

— Ei… está tudo bem agora. A gente está longe, já passou. — A voz dele sai mais suave, embora o coração ainda bata acelerado.

Ava apenas balança a cabeça, mas continua em silêncio. Seus olhos continuam vidrados, como se não acreditasse no que acabou de acontecer.

— Eu juro que nunca vou deixar nada acontecer com você — ele diz, quase num sussurro. — Nunca.

Ela vira o rosto devagar, finalmente o encarando. A expressão ainda é de susto, mas há um pequeno alívio quando percebe que, mesmo com o vidro trincado e os estalos dos tiros ainda ecoando na memória, eles estão vivos. Eles conseguiram escapar.

De repente, um som distante rompe àquele nervosismo: sirenes.

— Graças a Deus… — Hector murmura, olhando pelo retrovisor.

Luzes azuis e vermelhas começam a surgir atrás deles. Dois veículos da polícia se aproximam com rapidez, encostando nas laterais e sinalizando para que ele pare.

Reduzindo a velocidade, finalmente estaciona no acostamento. Assim que o carro para, ele solta o volante, como se o peso de tudo só agora o alcançasse.

Ainda trêmula, Ava desliza a mão até a dele e aperta com força. Eles se olham, sem palavras, mas com um entendimento de que algo mudou ali.

Do lado de fora, os policiais já se aproximam com armas baixas e lanternas nas mãos.

— Fica aqui — diz ele, apertando a mão dela mais uma vez. — Eu resolvo isso.

Mas antes de sair, ele volta o rosto, olha profundamente nos olhos dela e completa:

— Você é a única coisa que faz tudo isso valer a pena. E eu… eu não vou deixar nada te machucar.

E então abre a porta, saindo para encarar a confusão, enquanto, no carro, Ava fecha os olhos e finalmente permite que o choro venha de verdade.

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