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Caminho traçado: Resgatada pelo inimigo romance Capítulo 143

Após ser medicada, o médico recomendou que Ava permanecesse no hospital por mais algum tempo, até que o calmante fizesse efeito. Sentada na cama, com uma manta leve sobre os ombros, ela ainda exibia os olhos vermelhos e inchados, mas o pior já havia passado. Hector estava ao seu lado, envolvendo-a com todo o cuidado do mundo, como se ela fosse feita de vidro.

— Vai ficar tudo bem — ele sussurra, com a voz baixa, como se estivesse tentando convencer a si mesmo tanto quanto a ela.

— Obrigada por pensar rápido e nos tirar de lá — ela sussurra, agarrada a ele, como se aquele abraço fosse o único lugar seguro no mundo. — Você foi maravilhoso e mais uma vez salvou a minha vida.

— Ava… enquanto eu respirar, quero proteger você — dispara.

Aquela confissão aquece o coração dela, que o abraça mais forte.

Mas o momento é bruscamente interrompido pelo barulho de passos apressados e vozes aflitas se aproximando pelo corredor. Os pais dela surgem na porta, ofegantes, com os rostos tomados pelo desespero.

— Ava! — grita Ethan, disparando em direção à filha.

Hector mal tem tempo de reagir. O sogro se aproxima rápido e, num impulso quase selvagem, o empurra para o lado, tomando o lugar que era dele e abraçando a filha com força.

— Querida, meu Deus, você está bem? — pergunta, apertando-a como se quisesse ter certeza de que ela ainda estava viva.

Ainda frágil, Ava apenas assente com a cabeça, se deixando acolher.

Com os punhos cerrados, Hector sente o sangue ferver nas veias, mas ele se contém. O instinto de proteger a esposa ainda é maior que o de reagir àquele gesto impulsivo. Mesmo assim, o olhar que lança para Ethan é tão intenso que poderia incendiar o hospital inteiro.

Se não fosse pelo estado de Ava, ele teria partido para cima dele ali mesmo, sem pensar duas vezes. Mas se limita a respirar fundo, mantendo o controle com dificuldade. Ele sabia que aquele tipo de atitude do sogro não seria o último obstáculo a enfrentar.

Mas agora, tudo o que importava… era ela.

Enquanto Ava se mantém em silêncio, aninhada nos braços do pai, Rafaela também se aproxima com os olhos marejados, como se quisesse conter o próprio desespero.

— Minha filha… — murmura, com a voz trêmula. — Eu sabia… eu sabia que isso ainda não tinha acabado.

Se aproximando da cama, toca com delicadeza a mão da filha, que levanta o olhar devagar, visivelmente cansada, mas emocionada com a presença da mãe.

— Mãe… eu estou bem — diz com dificuldade, tentando passar segurança.

A mulher balança a cabeça negativamente, limpando uma lágrima que escorre pela bochecha.

— Você não está bem, meu amor. Ninguém estaria. — Ela respira fundo. — E o pior é que… enquanto todos os desgraçados envolvidos nesse atentado não forem presos, eu sei que você não vai estar segura. Nenhum de nós vai.

Observando a conversa em silêncio, Hector percebe que a sogra apenas reforçava tudo o que ele já vinha sentindo desde o momento dos tiros.

— Eu prometo — ele começa, recebendo o olhar de todos —, que isso não vai ficar assim. Vou descobrir quem mandou fazer isso. E vou garantir que nunca mais vejam a luz do dia.

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