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Caminho traçado: Resgatada pelo inimigo romance Capítulo 147

Alguns dias depois…

Ava se levanta com cuidado, tentando não acordar o marido, que dorme ao seu lado com o braço enlaçado em sua cintura. Devagar, desliza para fora da cama, pega uma toalha e segue para o banheiro, onde toma um banho rápido. Ao sair, vai até o closet. Escolhendo uma roupa formal, sorri sozinha ao lembrar das discussões recentes.

Por mais que tivesse ameaçado voltar para o seu antigo quarto, nunca conseguiu sair do de Hector. Ele havia sido firme: se ela saísse, ele também sairia, mas para ocupar o quarto dela. Cansada de tanto debate e emocionalmente abalada depois do atentado, acabou cedendo. E, no fundo, sabia que queria estar perto dele.

De certa forma, o que viveram nos últimos dias os aproximou ainda mais. E, pela primeira vez em muito tempo, tudo parecia entrar nos eixos… inclusive os sentimentos que ela vinha tentando esconder.

Após vestir o blazer, pentear o cabelo e se maquiar discretamente, encara seu reflexo no espelho. A imagem que vê é da mulher forte que sempre foi, antes mesmo do acidente, antes das dores, das ameaças, das dúvidas.

— Hora de encarar a realidade — sussurra, pegando a bolsa.

Quando está prestes a sair do quarto, percebe Hector se remexendo na cama. Ele apoia o corpo sobre um dos cotovelos e a observa, ainda sonolento, mas atento.

— Aonde você vai toda arrumada assim?

— Trabalhar — responde com naturalidade.

A resposta o desperta por completo.

— Trabalhar? Eu não sabia que você começaria hoje.

— Acho que adiei demais — diz, aproximando-se. — Fiquei meses longe da minha empresa. Tenho certeza de que ela está um caos. Preciso colocar tudo em ordem… antes que você consiga ultrapassar meu faturamento — provoca com um sorriso divertido.

— Por que não me acordou? Eu vou te levar.

— Não precisa. Ainda está cedo, fui eu que me adiantei. Pode descansar.

— Nem pensar — rebate, jogando o lençol para o lado, revelando seu corpo perfeitamente nu. — Me espera um minuto, eu vou com você.

No entanto, ela diz mais firme:

— Hector, eu já disse… vou dirigindo. Está tudo sob controle.

— É perigoso.

— Eu sei, mas você mesmo contratou seguranças para me escoltar. Vai dar tudo certo. Só quero que descanse mais um pouco, você também precisa disso.

Ela se inclina para dar um beijo de despedida, mas ele a segura pela cintura e a puxa para o colo, fazendo com que ela caia suavemente sobre ele.

— Não vai agora… — sussurra contra seu pescoço. — Ainda é cedo. Fica mais um pouco.

— Eu não posso — responde, arrepiada com o toque dele.

— Só mais um pouco, por favor — murmura, segurando a mão dela e a levando até seu membro. — Olha como estou.

Arregalando os olhos, ela o encara por um instante, dividida entre o dever e o desejo. Ele era o seu ponto fraco e ambos sabiam disso.

Percebendo a hesitação no olhar dela, Hector não espera mais. Toma seus lábios em um beijo firme, intenso, quase exigente, deixando claro o quanto ela o desestabilizava. Seus dedos percorrem a cintura dela, descendo lentamente pela curva do quadril até encontrar a barra da saia que ela acabara de vestir.

— Você me provoca desse jeito e ainda acha que vai sair por aquela porta como se nada tivesse acontecido? — murmura contra a boca dela, com a respiração já acelerada.

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