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Caminho traçado: Resgatada pelo inimigo romance Capítulo 149

— Ah, cara… sobre a Ava… — Hector suspira, passando a toalha na nuca suada enquanto pensa na mulher que, além de dominar sua cama, dominava completamente seus pensamentos.

— Minha nossa… — Mark solta uma risada ao notar a expressão do amigo. — Vê você com essa expressão, dá até vontade de vomitar — zomba. — Está todo derretido.

— Ah, vá se ferrar — Hector rebate, percebendo o papel ridículo que estava fazendo. — E para de enrolar. Até agora, não explicou direito por que a Estelle dormiu na sua casa.

— Tudo bem, senhor apaixonado — ironiza. — Como eu disse, minha mãe e o namorado estavam lá em casa também. Conversamos tanto que nem percebemos a hora passar. Quando vi, já era mais de uma da manhã. Aí convidei a Estelle para dormir lá mesmo.

— E ela aceitou numa boa?

— Mais ou menos. Eu vi o quanto ela parecia estar com receio, então expliquei que ela dormiria no quarto de hóspedes. Como te disse antes, eu respeitei sua prima.

— É bom mesmo — murmura.

— Além disso, ela me fez prometer que eu a traria para casa antes mesmo de você acordar.

— Bom, isso não deu muito certo, né? — zomba.

— É... não deu. Hoje, você resolveu acordar mais cedo do que o normal.

— Foi a Ava que me acordou. Ela voltou a trabalhar hoje.

— Sério? — Mark ergue as sobrancelhas.

— Sim — responde, com um olhar visivelmente preocupado.

— E vocês já conversaram sobre… aquilo?

Hector balança a cabeça negativamente.

— Ainda não. Depois de tudo o que aconteceu, não tive coragem nem oportunidade de puxar esse assunto.

— Hector… não quero te pressionar, mas agora que ela voltou à empresa, é só uma questão de tempo até descobrir que foi você quem comprou as ações. Que está praticamente comandando tudo ali, mesmo em silêncio.

— Eu sei — dispara, visivelmente tenso, largando o peso que segurava com força no chão.

O barulho metálico ecoa alto pelo ambiente da academia, como se refletisse exatamente o que ele sente por dentro: o peso da culpa e o medo do inevitável.

— Mas vocês estão bem agora, não estão? — Mark insiste. — Só precisa contar para ela que fez isso porque era um babaca naquela época.

— Você acha mesmo que só isso basta? — retruca, franzindo a testa.

— Sei lá… por que não vende as ações de volta para ela?

Hector o encara com um olhar atravessado e irônico.

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