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Caminho traçado: Resgatada pelo inimigo romance Capítulo 154

Ao chegar na casa onde morava com Hector, Ava desce do carro com tanta pressa que nem espera por Estelle, que corre atrás, tentando alcançá-la.

— Ava, espera! — chama, ofegante. — Tenta esfriar a cabeça antes de conversar com o Hector. Nesse estado, você pode acabar dizendo algo de que se arrependa depois.

— Eu não quero me acalmar! — rebate, girando nos calcanhares. — E é bom que ele me ouça exatamente assim, porque só desse jeito vou conseguir ser sincera. Hoje, ele vai ouvir tudo o que está entalado aqui dentro!

— Ava, por favor… — Estelle a segura pelo braço. — O Hector mudou. Ele não é mais o homem que você conheceu no começo. Dá uma chance para ele se explicar, pelo menos uma…

Com rancor, se solta do toque com força.

— Isso não é problema seu, Estelle! — diz entre os dentes, revelando a voz trêmula de raiva. — Fica fora disso ou eu vou acabar te odiando também.

Estelle recua, chocada com a dureza daquelas palavras. Ava não olha para trás. Sobe os degraus da entrada como um furacão prestes a explodir. Com mãos trêmulas, empurra a porta e entra.

Assim que empurra a porta da casa, ainda tomada pela raiva, é recebida por Doris, que aparece no corredor com um sorriso acolhedor.

— Boa noite, querida. Como foi o seu primeiro dia de volta ao trabalho?

Respirando fundo, tira a bolsa e coloca sobre o aparador.

— Foi o pior dia da minha vida — dispara, com a voz amarga. — O pior porque eu finalmente consegui enxergar quem o Hector é de verdade.

Alarmada com aquela revelação, Doris se aproxima mais.

— O que aconteceu, Ava? — pergunta, já preocupada. — Por que está dizendo isso?

Ela se vira bruscamente, revelando os olhos ardendo como fogo.

— Porque o Hector é o pior homem que conheci em toda a minha vida! — diz com dureza. — Me desculpa por falar isso, Doris, eu sei que você é mãe dele… mas eu não posso mais fingir que está tudo bem.

Mesmo sentindo o coração apertar, Doris tenta manter a calma.

— O Hector pode ter sido assim antes, eu sei disso… mas ele mudou, Ava. Eu vi com os meus próprios olhos. Ele mudou ao longo dos dias em que você esteve aqui com a gente.

— Não, Doris, ele não mudou! — rebate, indignada. — Ele fingiu mudar. Fingiu ser alguém melhor para me manipular. Você sabe o que ele fez? Ele se aproveitou da minha vulnerabilidade… enquanto todos achavam que eu estava morta, ele comprou ações da minha empresa pelas costas e assumiu o controle de tudo!

Doris empalidece.

— Não… não pode ser…

— Claro que é. Você mesma está provando da insensibilidade dele — continua, com a voz trêmula — ele ainda tem a coragem de ignorar quem você é. Mesmo sabendo que você é a mãe dele, ele te trata como se fosse uma empregada qualquer! Como você consegue defendê-lo?

Sentindo os olhos marejarem, Doris comenta:

— Sei disso, e não me importo, mas… Quanto a você, Ava, eu sei que ele está mudando graças a você.

Respirando fundo para conter o choro, Ava dispara.

— Nada muda um homem que não quer ser mudado, Doris. Nunca.

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