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Caminho traçado: Resgatada pelo inimigo romance Capítulo 165

Ethan hesita por um instante, encarando a filha como se ponderasse o peso do que ela estava prestes a ouvir. Mas, diante da expressão firme dela, ele suspira e cede.

— Tudo bem… vamos conversar — diz, gesticulando para um dos bancos do jardim.

Ele se senta com calma e, mesmo inquieta, Ava o acompanha, acomodando-se ao seu lado, com o coração disparado.

— Como te disse naquele dia por telefone… o Hector apareceu aqui, te procurando. Estava com a roupa manchada de sangue. Na hora, eu achei que tinha acontecido algo muito grave com você por culpa dele. Fiquei nervoso. Você sabe que nunca aceitei muito bem esse casamento repentino.

— Eu sei, pai — responde, tensa.

— Então eu… bati nele.

— Isso o senhor já me contou. O que eu quero saber é o que aconteceu depois.

Abaixando o olhar, Ethan sente os ombros pesados pela culpa.

— Ele cambaleou. Pareceu tonto… e caiu no chão, batendo a cabeça com força.

— Pai… — ela tenta interromper, chocada, mas ele continua.

— Eu sei que agi como um animal. Mas foi mais forte que eu, filha. Ele apareceu daquele jeito, coberto de sangue… Pensei que ele tinha feito algo horrível com você. Foi impulso, um surto… Mas quando ele caiu desacordado, entramos em desespero. Tentamos acordá-lo de todas as formas, mas o ferimento na cabeça começou a sangrar ainda mais. Sua mãe ligou para a ambulância e o levaram para o hospital.

Em choque, Ava leva a mão à boca.

— E ele ficou desacordado por quanto tempo?

— Alguns dias — revela.

— Dias?! — ela pergunta, alarmada.

— Sim. O médico nos explicou que a pancada foi em uma área sensível. Por isso, ele ficou em coma por alguns dias. Mas eu permaneci no hospital o quanto pude. Estava pronto para assumir a responsabilidade. Mas o amigo dele… um tal de Mark… pediu que eu me afastasse. Disse que era melhor assim.

— E mesmo assim, o senhor não me contou nada? — questiona, ferida. — Como conseguiu esconder algo tão grave?

— Você mesma pediu, Ava — rebate, com dor no olhar. — Você disse, com todas as letras, que não queria ouvir nada sobre ele.

— Mas isso é diferente! Isso era sério demais!

— Eu sei, filha. E me arrependo diariamente.

Ela o encara, com os olhos marejados.

— Como o senhor teve coragem de fazer isso?

Ethan respira fundo, mas a culpa o consome.

— Eu não sei! — explode, levantando-se do banco. — Talvez…, talvez se você tivesse nos procurado, se tivesse nos contado o que realmente aconteceu entre vocês dois, eu teria conseguido me controlar! — ele dispara. — Mas você encara tudo sozinha, Ava! Não confia em ninguém. Eu sou o seu pai… eu teria ficado ao seu lado, acontecesse o que fosse. Mas você não confia em mim, que droga!

Levando a mão à testa, Ethan a massageia com força, como se quisesse expulsar os próprios pensamentos. As lágrimas começam a escorrer, sem que ele tente contê-las.

— Quando descobri que seria pai… um misto de ondas me dominou. Eu não queria um filho, Ava. Eu não queria uma criança. Eu estava ferido demais, cheio de medo, cheio de traumas… Mas aí, você chegou.

Ele faz uma pausa, engole em seco, tentando organizar as lembranças.

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