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Caminho traçado: Resgatada pelo inimigo romance Capítulo 173

— Por que será que a doutora Hills me enganou por tanto tempo? — Ava pergunta, com os olhos pesados de angústia.

— Eu tenho minhas suspeitas — ele responde, sério, olhando em seus olhos.

— Me diz, Hector… por favor — ela insiste.

— Eu acho que ela queria acobertar o seu ex. Tenho quase certeza de que quem tinha problemas de infertilidade era ele.

A revelação a pega de surpresa, tanto que ela recua alguns passos, tentando processar o que acaba de ouvir. Tudo fazia sentido. Tão claro, tão óbvio e, ainda assim, ela nunca havia enxergado.

— Foi o James quem me apresentou a Helena Hills… — sussurra, quase sem voz. — E ele sempre insistia para que eu me consultasse só com ela, dizendo que era a melhor… a mais confiável.

— Como fui tão cega? — diz, sentindo raiva de si mesma. — Quantas vezes me senti inútil, quebrada, culpando meu próprio corpo por não conseguir gerar uma vida?

Vendo o quanto aquilo a abala, Hector se aproxima por trás e a envolve em um abraço terno.

— Não se martirize mais, meu amor. O passado não pode ser mudado. Mas agora você está vivendo um milagre. Duas vidas crescem dentro de você. Foque nisso. Foque nas bênçãos que estão a caminho.

— Mas… — ela hesita, ainda inquieta. — Qual é a ligação dela com o James, afinal?

Ele a encara com calma e responde:

— Ainda não sei. Mas pedi para que investigassem. Só que… depois do que aconteceu comigo, fiquei um tempo incomunicável. Agora que estou me recuperando, vou solicitar atualizações imediatamente.

Emocionada, respira fundo.

— Obrigada por fazer isso.

Hector esboça um sorriso, mas há um traço de arrependimento nos olhos.

— Eu não sei se mereço agradecimento… porque, mesmo querendo te ajudar, fiz tudo do jeito errado. Fui desonesto. Eu soube que você podia engravidar e, mesmo assim, escolhi me deitar com você sem proteção, torcendo por essa gravidez.

Tocada por sua sinceridade, Ava o observa com atenção.

— Naquela primeira vez, na piscina… você já sabia?

Ele reflete um instante.

— Não… naquela vez, eu ainda não sabia. Descobri depois.

Ela dá um leve sorriso, com os olhos úmidos.

— Então, quem agiu de má-fé naquela noite fui eu, porque foi naquele dia em que nossos bebês foram concebidos — brinca. — E, toda vez que ficamos juntos sem proteção… no fundo, eu torcia por um milagre.

— Ava… — ele diz, surpreso, com os olhos marejando.

— Acho que fui eu quem te deu o golpe da barriga, Hector.

Eles riem juntos, deixando o peso das revelações se dissolver por um instante.

— Nesse caso, possivelmente você se deu muito bem — ele provoca. — Porque agora tudo o que é meu… é seu.

Ela então se vira, ficando séria de novo.

— Quanto a isso… — começa, determinada. — Quero que saiba que vou devolver tudo o que você me deu.

— Você não precisa — ele responde, com sinceridade. — Não me importo com mais nada. Se o meu bem mais precioso está aqui agora, diante de mim.

— Mas eu preciso fazer isso — rebate, pegando o celular e começando a digitar uma mensagem. — Quando vinha para cá, queria ter mandado essa mensagem à Frida, mas estava tão nervosa que minhas mãos tremiam.

Ela termina de digitar, guarda o celular e o encara com um sorriso discreto.

— Pronto. Quando assinei os papéis, achei que teria alguma pegadinha nas entrelinhas… talvez eu esperasse que você aparecesse e me provocasse de novo. Mas, quando os seus advogados saíram, entendi a sua real intenção. — Confessa. — Seus advogados logo vão receber a confirmação de que estou devolvendo tudo.

Ele a envolve pela cintura com os braços e murmura:

— Ava, entende que nada disso importa mais? Eu só quero você. Toda para mim.

— Eu sou sua, Hector, e esses bebês aqui também são.

Então, recosta a cabeça em seu peito, em silêncio por alguns instantes.

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