Percebendo que Ava fica nervosa com a proximidade, Hector decide provocá-la mais ainda.
— Não acho que você tenha algo que me interesse — diz ele, notando a surpresa no olhar dela, assim que ouve a sua resposta.
— Como assim? — questiona incrédula. — Se esqueceu de que sou uma pessoa muito influente? Vamos, seja sincero! — insiste.
— Eu não estou nem aí para a sua influência — rebate.
— Mas… — O rosto atordoado de Ava mostra um certo descontentamento, pois achava que Hector cederia.
Hector se afasta e vira-se sorrindo por perceber que a deixou confusa. Enquanto a notava sem palavras, ele pensava sobre o que poderia pedi-la em troca por ajudá-la. Se não tivesse comprado as ações da empresa dela, poderia negociá-las naquele momento, o que seria um ótimo acordo, mas ele não precisava mais disso, já que as detinha em sua mão.
O que mais ele poderia querer de Ava?
Ela realmente era uma mulher bem-sucedida, com um futuro e carreira promissoras, também tinha muita influência no mundo corporativo, graças à sua família. Qualquer um que estivesse ao seu lado se daria bem. Mas ele já estaria ao lado dela na empresa, não haveria outro modo para fazerem negócios, haveria?
— Pense bem, Hector, com certeza existe algo que posso fazer por você — ela insiste após um tempo.
De repente, uma ideia genial vem à mente de Hector.
— Talvez tenha — comenta, caminhando até o seu frigobar para pegar outra bebida. — Mas não sei se você estaria disposta a aceitar.
Enquanto fala, seu semblante parece bem sério, mas Ava sente que ele estava pensando em algo muito mais profundo.
— Me diga o que é, que irei analisar a sua proposta.
Hector abre outra garrafa de cerveja, a leva à boca lentamente e encara Ava, que o encara com o olhar cheio de expectativas. Ele faz tudo aquilo com paciência, sabendo que estava testando os limites dela. Após engolir o líquido, ele passa a língua lentamente pelo lábio inferior e termina com uma leve mordida nos lábios. Ava observa o gesto e desvia o olhar, percebendo a clara intenção dele de provocá-la.
“Desgraçado”, pensa, indignada por achá-lo atraente.
— Case-se comigo — declara Hector, de um modo simples, como se estivesse falando uma frase comum do dia a dia.
— O quê? — Ava questiona com o olhar surpreso. — Você está louco?
— Talvez eu esteja — responde, apoiando-se na mesa. — Mas é uma boa ideia, você não pode negar — comenta com um riso sarcástico.
— Boa ideia? — repete, sem acreditar no que acaba de ouvir. — Por que eu me casaria com um homem como você?
— Ah, não seja tão exigente em relação a homens! — zomba. — Comparado com quem iria se casar, precisa admitir que sou um bom partido.
Suas bochechas coram de vergonha por sentir a ironia em cada palavra que saía da boca dele.

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