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Caminho traçado: Resgatada pelo inimigo romance Capítulo 98

Por quê?

Por que, justo naquele momento em que ele disse aquela maldita frase, as pernas dela estremeceram?

Que tipo de poder aquele homem tinha sobre ela, que bastava abrir a boca para bagunçar tudo?

Era como se ele soubesse exatamente qual corda tocar, qual brecha alcançar, e, pior… como fazê-la perder completamente o controle.

Enquanto continua processando as palavras dele, sente a pressão suave dos dedos de Hector apertando um pouco mais sua mão. O olhar dele continua firme, mas agora há algo mais ali… uma urgência contida, um desejo cru, misturado com algo que não sabe nomear, mas sente.

Ela abre a boca para responder, mas ele não dá espaço. Em um impulso cheio de certeza, Hector se inclina e a beija.

Dessa vez, ferozmente. Como se o tempo perdido e os sentimentos sufocados estivessem todos ali, empurrando um contra o outro. Ava, por um segundo, resiste. Mas então sente o corpo ceder, a respiração acelerar, e as mãos, por conta própria, se enroscarem no colarinho da camisa dele.

Ela estava se entregando. De novo. E sabia disso.

Percebendo a resposta dela, Hector não hesita. Rompe o espaço entre o querer e o fazer. Segura-a pela cintura com firmeza, como se ela fosse leve como o ar que ele respira, e a ergue sem esforço.

— Hector… — ela murmura contra a boca dele, mas é tarde.

Ele a carrega até a mesa com passos decididos, sem soltar seu olhar por um segundo sequer.

Com cuidado, a acomoda sobre a superfície fria da madeira.

Ela o encara, ofegante, sentada sobre a mesa, sentindo o vestido um pouco desalinhado e os cabelos caindo pelos ombros. Hector se aproxima mais, ficando entre suas pernas, mantendo as mãos firmes em sua cintura.

— Me diz para parar… — ele sussurra, com a voz rouca.

Mas ela não diz nada.

Ele se aproxima ainda mais, com os olhos fixos nos dela e aquele sorriso torto que Ava já estava começando a se acostumar.

— Sabia que você fala muito… — ele murmura, com a voz rouca, enquanto seus dedos deslizam lentamente pela lateral da coxa dela. — Mas na hora que importa… fica muda.

Sem conter, ela solta uma risada baixa, tentando manter o sarcasmo mesmo ofegante.

— Eu só não gosto de dar respostas quando o outro já acha que sabe tudo.

— Mas eu sei — ele rebate, inclinando-se até o rosto dela. — Eu sei exatamente o que você quer, Ava.

— Arrogante — ela murmura, mordendo levemente o lábio, com o olhar desafiador.

— E você é teimosa… — ele responde, deslizando a mão pela curva da cintura dela. — Mas tem um detalhe: seu corpo te entrega bem antes da sua boca.

— Você fala como se me conhecesse por inteiro — ela provoca.

— Ainda não — ele sussurra, encostando a testa na dela — mas estou quase lá.

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