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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 159

O Início da Caçada.

A madrugada avançava e, na sala de reuniões da casa de Augusto, o tabuleiro da guerra estava quase completo.

Cláudia projetou no telão o organograma que vinha montando havia dias. Os nomes e cargos se conectavam em linhas vermelhas e setas que desciam, formando uma pirâmide de corrupção e infiltração.

— Aqui estão todos os envolvidos. — disse, firme, apontando com a caneta. — Funcionários internos, fornecedores terceirizados, até membros do setor de auditoria antiga. Mas… — fez uma pausa, o olhar frio. — Não temos o rei.

O silêncio caiu pesado.

Thiago se inclinou para frente.

— Se não temos o rei… como chegamos nele?

Cláudia respirou fundo, mostrando a base do gráfico.

— Todos esses usam o mesmo código de identificação em transações e mensagens cifradas: “Louvre”. É de lá que eles recebem ordens. Alguém com poder e acesso suficiente para manipular tudo de cima.

Augusto fechou as mãos sobre a mesa, os olhos verdes faiscando.

— Então Louvre é quem precisamos pegar.

Thomas abriu a pasta preta diante de si. Dentro, pilhas de documentos já organizados.

— As provas que conseguimos já estão todas aqui. Transferências simuladas, registros de acessos, até o pen drive que rastreia os IPs. — disse ele, firme. — Já estão protocoladas comigo, na delegacia. Agora é oficial: se alguém tentar mexer nas caixas, vai estar preso pelas próprias mãos.

Cláudia assentiu.

— Eles vão morder. Já sentimos a movimentação. A ansiedade é maior que a cautela.

Thiago bateu a palma contra a mesa, animado mas contido:

— Então falta pouco. Quando o rei se mexer, será o xeque-mate.

Augusto não respondeu. Ficou em silêncio, observando o diagrama na tela. Cada seta, cada nome, cada traição. Tudo apontava para cima. Para um fantasma que se escondia atrás de um único nome: Louvre.

Ele inspirou fundo, a raiva latejando sob a pele.

— Vamos tirar Louvre da sombra.

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Cláudia estava de pé diante de sua equipe reduzida, voz firme como sempre, mas cada palavra medida.

— Esta caixa, especificamente, não pode sair daqui. — disse, olhando nos olhos de Eduarda, sua funcionária de confiança. — Guarde no estoque do segundo andar. É importante demais.

Eduarda assentiu com seriedade, segurando a caixa com cuidado. Não percebeu, porém, o pequeno detalhe: a escuta escondida atrás do ventilador da sala captava cada sílaba.

Era isso que Cláudia queria.

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No mesmo instante, em outro andar da Monteiro Corp, Augusto estava reunido com Thiago, Emma e Nathalia. O ambiente parecia uma reunião qualquer, mas na verdade não passava de um teatro cuidadosamente armado.

Augusto mantinha o rosto sério, folheando relatórios falsos. Thiago, sempre espirituoso, fazia comentários sobre o "novo projeto" enquanto Nathalia e Emma trocavam observações sobre planilhas.

Do lado de fora, Melissa observava a movimentação pela fresta da porta entreaberta. Ao lado dela, dois funcionários suspeitos trocavam olhares, atentos. Cada detalhe estava sendo registrado.

Era a peça final da encenação: deixar os inimigos acreditarem que a caixa tinha algo precioso, enquanto Augusto aparentava descuido.

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O dia correu sem sobressaltos. Funcionários entrando e saindo, Cláudia circulando pelo prédio com sua postura implacável. Mas tudo era parte da isca.

Quando a noite caiu e as luzes da Monteiro Corp se apagaram, o prédio mergulhou em silêncio. Apenas a iluminação de emergência e a câmera vermelha piscando denunciavam que ali ainda havia olhos atentos.

Foi então que a sombra se moveu.

— Thomas, mande-me a localização exata. — ordenou, seco.

— Você disse que confia em mim. Então eu assumo essa parte. Foque em destruir a pirâmide dentro do seu império.

Augusto não respondeu. A ligação terminou com o silêncio pesado da madrugada.

Com os olhos faiscando, ele discou outro número.

Do outro lado, Cláudia atendeu no primeiro toque, a voz firme, mesmo àquela hora:

— Oi, Augusto.

— Eles morderam. — Augusto respondeu, um tom de frieza vibrando em cada sílaba. — A caixa está em movimento.

Do outro lado da linha, silêncio por um segundo. Então Cláudia murmurou, quase como se fosse um código:

— Pela manhã… os ratos entram na ratoeira.

Augusto fechou os olhos, absorvendo aquelas palavras como um juramento.

— Então vamos caçar. — respondeu.

Desligou o telefone, o olhar faiscando na escuridão do escritório.

A jogada estava feita.

Agora, restava apenas esperar o amanhecer para que a armadilha se fechasse de vez.

O jogo não tinha acabado. Mas a caçada já tinha começado.

Os olhos verdes faiscavam na escuridão. Se aquela madrugada fosse o início do fim… que fosse para eles, não para ele.

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