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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 161

A Encomenda.

Do lado de fora do prédio antigo, a sirene cortava a madrugada como uma lâmina. As luzes vermelhas e azuis refletiam nas janelas sujas, espalhando o alerta por todo o quarteirão.

No último andar, o homem que guardava a caixa acordou sobressaltado. O coração disparou como tambor.

Ainda meio atordoado, correu até a janela, afastando a cortina com brutalidade.

Do alto, viu as viaturas cercando o prédio, os faróis acesos, os homens saindo rápido dos carros, armas já em mãos.

— Merda… — sussurrou, a respiração descompassada.

Correu até a mesa onde a caixa repousava intacta. O suor escorria pela testa. Pegou o celular com mãos trêmulas e discou o número gravado apenas como Privado.

A chamada foi atendida em segundos.

— Tem polícia. — disse ofegante. — Eles estão entrando aqui, estão subindo!

Do outro lado, a voz veio fria, calculada, como se não fosse surpresa alguma:

— Você sabe o que fazer. Você sabe o que falar… Louvre.

O homem engoliu seco, os olhos fixos na caixa.

— Eu não posso. Não dá mais. Eu não consigo.

A resposta foi um veneno derramado pelo telefone:

— Lembre-se… na cadeia você vai precisar de ajuda. E eu sou a sua chave.

A linha caiu de repente, o silêncio cortante como um tiro.

— Filho da… — o homem murmurou, mas não teve tempo de completar.

Do corredor, passos pesados se aproximavam. Um estalo metálico ecoou: aríetes sendo preparados.

Ele deu dois passos para trás, os olhos arregalados, quando a porta explodiu para dentro com um estrondo. A madeira se partiu em lascas.

Thomas foi o primeiro a entrar, a arma erguida, os olhos de predador fixos no alvo. Atrás dele, os homens da equipe invadiram como uma onda, gritos firmes enchendo o ar:

— Polícia! Mãos na cabeça! Agora!

O homem congelou, pálido, os braços meio erguidos, o olhar correndo desesperado entre a caixa, o celular ainda quente em sua mão e os fuzis apontados para ele.

A ratoeira havia se fechado.

O apartamento estava tomado pelo cheiro de madeira queimada e pólvora. A porta destruída jazia no chão, as luzes das lanternas cortando a penumbra.

O homem estava algemado, encostado contra a parede, suando frio. O olhar corria para o notebook sobre a mesa como se ainda tivesse chance de salvá-lo.

Thomas aproximou-se, frio como aço.

— A festa acabou.

Dois agentes se moveram até a mesa. Luvas, cautela. Levantaram notebook e celular, colocaram dentro de um recipiente de transporte lacrado. A caixa sobre a mesa, o rastreador ainda ativo, apitando no monitor portátil.

— Preservem como prova. — ordenou Thomas. — Esse material vai direto para a central, sem desvios.

O homem tentou falar, balbuciando desculpas, mas Thomas apenas o encarou com desprezo.

— Na delegacia, você vai ter tempo de sobra pra explicar.

O rádio chiou.

— Thomas, aqui é a base. O alvo está sob custódia?

Foi então que o celular sobre a mesa vibrou. Ele atendeu sem hesitar.

Um riso amargo escapou de Augusto. O som cortou a sala como uma lâmina.

Ele desligou devagar, guardou o celular no bolso do paletó e ergueu o olhar para os presentes, que já tremiam.

— O chefe está chegando . — disse, seco.

___

Thomas deixou o prédio antigo com a sirene ainda piscando atrás dele. A viatura avançava em silêncio, diferente da pressa com que fora chamada. No banco de trás, algemado, o homem capturado respirava ofegante, o rosto coberto por um saco preto, como um prisioneiro que já não tinha identidade.

Quando chegaram à Monteiro Corp, o silêncio no saguão foi rompido apenas pelo eco das botas contra o mármore. Funcionários pararam discretamente para olhar, mas não ousaram perguntar nada.

Thomas atravessou o corredor sem perder tempo, o corpo ereto, o semblante duro. Atrás dele, dois policiais arrastavam o homem encapuzado.

As portas da sala de reunião se abriram com força.

Todos já estavam lá reunidos, vários funcionários. Melissa — esta última pálida, suando frio.

Thomas avançou até o centro da sala.

— Aqui está. — disse, a voz baixa, quase um trovão. — A peça final.

Em seguida, fez sinal para os homens da polícia jogarem o prisioneiro de joelhos.

O corpo tombou contra o chão, o saco preto cobrindo-lhe o rosto. O silêncio que se seguiu foi pesado, como se cada respiração na sala fosse contada.

Thomas ergueu o queixo, olhando diretamente para Augusto.

— Sua encomenda.

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