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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 164

Revelação ou Não.

A sala de reuniões da Monteiro Corp estava sufocante. O ar parecia mais pesado do que nunca, as paredes de vidro refletindo os rostos tensos e suados.

Os seguranças de Thomas arrastaram o homem até o centro, forçando-o a ajoelhar diante da mesa. O saco preto ainda cobria-lhe a cabeça, transformando-o em uma figura anônima, ameaçadora apenas pelo silêncio.

Augusto, de pé na cabeceira, caminhou devagar. O som dos passos ecoava como marteladas, cada batida anunciando o momento que todos temiam.

Seus olhos verdes faiscavam, carregados de fúria e frieza.

Ele parou diante do prisioneiro, a respiração firme, a mão cerrada.

Por um instante, o silêncio reinou, até que a voz de Augusto cortou o ar:

— Chega de máscaras.

Com um único puxão, ele arrancou o saco preto.

Um murmúrio de choque percorreu a sala como uma onda.

Melissa levou a mão à boca. Outros recuaram nas cadeiras, incrédulos.

Thiago foi o primeiro a quebrar o silêncio, a voz embargada pela incredulidade:

— Daniel? — ele piscou, como se não acreditasse nos próprios olhos. — Daniel… o chefe de segurança ? Como? Por quê?

Daniel ergueu o rosto, o cabelo desgrenhado colado pela transpiração. Os olhos queimavam de raiva, o peito arfava como de um animal encurralado.

— Hipócritas… todos vocês! — cuspiu, a voz carregada de ódio. — Fingem que não sabiam de nada, mas cada um aqui se lambuzou no dinheiro sujo dessa empresa!

O som de sua voz fez a sala estremecer.

Alguns funcionários começaram a balbuciar justificativas, outros se calaram de vez, dominados pelo medo.

Augusto, imóvel, encarava-o como se quisesse atravessá-lo com o olhar.

— Você trabalhou comigo por anos. — disse baixo, cada palavra cortante. — Tinha minha confiança.

Daniel soltou uma risada amarga, carregada de veneno.

— Confiança? Você nunca viu nada além do próprio reflexo. O seu trono de vidro sempre foi sustentado por gente como eu. E sabe o que aprendi, Monteiro? Que no fim… o rei é só um homem.

A fúria latejou nos olhos de Augusto, mas ele se manteve imóvel, firme.

Thomas avançou um passo, a voz dura, policial.

— Está preso e tem vários crimes nas suas costas. — e completou com firmeza: — O que você fez vai custar caro.

Daniel riu de novo, cuspindo no chão.

— Vocês acham que ganhar? Estão mais cegos do que nunca.

O silêncio tomou a sala. O veneno em suas palavras parecia mais forte do que qualquer prova.

Melissa tremia, os olhos arregalados.

Thiago cerrou os punhos, o peito subindo e descendo em raiva e incredulidade.

Augusto se aproximou devagar, o silêncio da sala inteiro acompanhando cada passo. Parou diante de Daniel e inclinou-se até ficar a poucos centímetros dele.

Os olhos verdes faiscavam, duros como lâminas prestes a cortar.

A voz saiu baixa, grave, mas tão carregada de fúria que parecia vibrar no ar:

— Então vamos fazer do jeito mais rápido, Daniel. — Augusto avançou um passo, a voz um fio cortante. — Quem é o maldito Louvre?

Daniel sustentou o olhar, a respiração ofegante, e surgiu um meio sorriso de ódio. Mas se manteve em silêncio.

— Você vai pagar pelo que fez, pagar pelo pecado do seu pai também. E eu vou estar lá pra ver.

Um silêncio cortante caiu sobre todos.

Foi então que Thomas, com a frieza de quem sabia a hora certa de agir, pegou o rádio preso ao ombro.

— Equipe, agora. — disse firme.

A porta da escada de emergência se abriu com um estrondo. Homens fardados, armas em punho, invadiram a sala em formação tática. Os passos ecoaram, o peso das botas encheu o ambiente.

— Polícia! — a voz de um deles ecoou.

Thomas ergueu o distintivo, a postura firme, imponente.

— Estão todos presos. — declarou, o tom gélido. — Lavagem de dinheiro, fraude, formação de quadrilha e associação criminosa. Todos.

O pânico tomou os presentes. Alguns se levantaram desesperados, outros tentaram protestar.

— Isso é um engano! — gritou um.

— Eu tenho filhos! Me perdoa, Senhor Augusto! — implorou outro.

Mas as algemas já tilintavam, frias, se fechando nos pulsos de cada um.

E não eram apenas correntes de ferro: eram o símbolo da queda de um império sujo que, por anos, havia se escondido dentro da Monteiro Corp.

O som metálico ecoava como sinos de um funeral. Não apenas o fim de criminosos expostos… mas o fim de uma era de corrupção enraizada.

Augusto permaneceu de pé, imóvel, ainda olhando Daniel.

As palavras dele ainda ecoavam, como uma maldição.

“É só o começo da vingança.”

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