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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 167

Pausa no Jogo.

A sala de Thomas estava mergulhada em semiescuridão, iluminada apenas pela luz fria do monitor ligado sobre a mesa. O vídeo rodava em silêncio, as imagens granulosas da câmera de segurança expostas diante deles.

Thomas pausou a gravação no exato momento em que o homem pegou a pasta.

— Está aqui. — disse, a voz grave. — Prova direta. Melissa entregou o projeto, e não há margem para dúvida. Pode ser vazado.

O silêncio na sala se prolongou.

Thiago foi o primeiro a se mover, ajeitando o paletó, a mente já trabalhando como engrenagem de guerra:

— É isso que precisamos. — disse, firme. — Precisamos expor. Se esse vídeo for divulgado, o foco da imprensa muda de imediato. A narrativa deixa de ser sobre fragilidade da MonteiroCorp… e passa a ser sobre traição, espionagem e corrupção de concorrência.

Ele olhou diretamente para Augusto, os olhos carregados de urgência.

— Augusto, podemos transformar esse escândalo em cortina de fumaça. Enquanto o mercado discute a queda da rival, você se reposiciona como vítima de um golpe e ganha tempo para reerguer o império.

Augusto se manteve imóvel por alguns segundos, analisando cada detalhe congelado na tela. Os olhos verdes faiscavam de fúria contida, mas também de cálculo. Ele então respirou fundo, virou-se lentamente para Thiago e assentiu:

— Está certo. Marque uma coletiva de imprensa para amanhã cedo. — disse olhando o relógio.

Thomas cruzou os braços, observando em silêncio, mas atento ao peso daquela decisão.

Augusto voltou a encarar o vídeo, a mandíbula rígida.

— Isso será crucial. — disse, a voz grave. — Mostramos a verdade sem perder credibilidade. O mercado não pode ver fraqueza em mim… e não verá.

Thiago abriu um sorriso curto, satisfeito.

— Vou organizar tudo. Quando a bomba estourar, não vai sobrar pedra sobre pedra para eles se esconderem.

O silêncio ainda pesava na sala depois da decisão. O vídeo congelado de Melissa na tela parecia observar os três como um fantasma que não seria facilmente apagado.

Thiago foi quem quebrou o clima, abrindo um sorriso cansado, mas cheio de malícia:

— Alguém aceita beber alguma coisa?

Thomas soltou um riso breve, quase seco.

— Quando tudo isso terminar, vou precisar de uma garrafa inteira. — comentou, voltando o olhar para o monitor. — Até lá… só café.

Thiago girou a xícara vazia entre os dedos e lançou um olhar direto a Augusto, buscando quebrar o peso da sala.

— Então fechamos assim: quando os trabalhos acabar, nos encontramos no clube. Nada de negócios, só um gole para relaxar.

Augusto sustentou o olhar dele por alguns segundos, os olhos verdes ainda faiscando de tensão, mas assentiu devagar.

— Combinado.

Todos concordaram com um aceno breve.

Thomas voltou a se sentar diante do notebook, já digitando relatórios e anotando pontos para os próximos interrogatórios. A disciplina nele era quase militar.

— Os interrogatório ainda não acabou. Atualizo se tiver alguma notícia.

Augusto e Thiago deixaram a sala em silêncio. O corredor da delegacia ainda fervilhava de vozes, passos e o tilintar de algemas, mas eles seguiram firmes, lado a lado.

Quando alcançaram a saída, foram engolidos por uma multidão de repórteres e cinegrafistas. Os flashes estouraram como relâmpagos, microfones avançaram em direção a eles, e as perguntas se atropelavam:

— Senhor Monteiro, é verdade que um de seus seguranças confessou rouba por anos você?

— Há risco de falência para a MonteiroCorp?

— Quem mais está envolvido no esquema?

O segurança levantou a mão, bloqueando a aproximação, a postura firme. Augusto, de terno escuro e olhar glacial, não respondeu nada. Apenas atravessou o mar de vozes como se fossem ruídos distantes, a mandíbula travada, os olhos fixos no carro à frente.

Do lado de fora, os flashes seguiam iluminando seu rosto, capturando a imagem de um homem que parecia intocável — mas cujo silêncio gritava mais do que qualquer declaração.

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Na MonteiroCorp, o clima já era outro. Thiago e Nathalia estavam no andar da presidência, cercados de telefones, papéis e uma lista interminável de contatos.

Nathalia falava rápido ao telefone, o tom firme e profissional:

Cláudia sorriu de leve, com aquele ar de quem o conhecia melhor do que ninguém.

— Então que ela volte, Augusto. — disse com suavidade. — Eloise pode tentar negar, mas eu enxergo o que há nos olhos de vocês dois. Mesmo com erros e feridas, ainda existe amor entre vocês. E quando existe amor de verdade… vale a pena lutar.

Augusto não respondeu. Apenas permaneceu em silêncio, mas os olhos verdes faiscaram — uma certeza silenciosa, impossível de esconder.

___

Era final do dia quando Eloise deixou o escritório. O céu já tingia tons alaranjados, mas a cabeça dela estava longe de qualquer beleza no horizonte. Assim que entrou no carro, pegou o celular e escreveu, os dedos nervosos na tela:

> " Nathalia, eu vi na internet… não se fala de outra coisa. Como o Augusto está? "

A resposta veio rápida, quase seca:

> " Faz horas que não vejo ele. Amanhã tem a coletiva de imprensa. "

Eloise mordeu o lábio, hesitante. Por um instante pensou em apagar, mas acabou digitando de novo:

> " Amiga, sei que não é sua função. Mas se eu conheço aquele ogro, provavelmente não comeu nada. Leva algo. Por favor, melhor amiga do mundo."

Do outro lado, o celular vibrou de volta.

> " Eloise, nãoooo. — Nathalia respondeu com um emoji de indignação. — O que você me pedir sorrindo eu não faço chorando… mas esse pedido, já entendi. "

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Mais tarde, Nathalia apareceu no andar da presidência com uma sacola de comida. Bateu de leve na porta e entrou sem cerimônia.

— Trouxe algo pra você comer. — disse, colocando sobre a mesa. — Mas não se acostume, eu não sou sua babá.

Augusto ergueu os olhos do notebook, arqueando uma sobrancelha diante da ousadia. O silêncio se prolongou alguns segundos, até que ele perguntou, direto:

— Não foi ideia sua, foi?

Nathalia parou, o sorriso atrevido congelando por um instante. Não respondeu. Apenas ajeitou a bolsa no ombro e, com um meio sorriso enigmático, saiu da sala sem olhar para trás.

Augusto ficou encarando a porta fechada, os olhos verdes faiscando. Ele já desconfiava da verdadeira origem daquele gesto.

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