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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 191

Jardim de Amor

A manhã na VisionLab começou com uma energia diferente.

O clima era de expectativa — a assinatura do contrato entre as duas maiores empresas da Cidade Norte marcava não apenas um acordo de negócios, mas também um novo começo.

Eloise entrou na sala de reuniões com o coração acelerado.

Na mesa, documentos perfeitamente alinhados, xícaras de café ainda soltando fumaça e o logotipo da MonteiroCorp refletido na tela ao fundo.

Heitor já estava lá, trocando flertes com Nathalia, Thiago e André achava graça, enquanto Augusto observava tudo em silêncio, de pé junto à janela.

A luz do sol atravessava o vidro e caía sobre ele, destacando o terno cinza e o olhar sereno — o tipo de presença que tornava o ar mais denso, mais vivo.

Mesmo com todos ali, ela só conseguia sentir o peso do olhar dele — e o coração respondeu com um tropeço discreto.

— Tudo pronto? — perguntou Heitor, com um sorriso.

— Tudo pronto — respondeu Augusto, desviando o olhar para Eloise. — Faltava apenas a peça principal.

Ela corou de leve.

Heitor se aproximou da mesa e pegou a caneta.

As assinaturas foram feitas, e o som da caneta riscando o papel pareceu selar não só um contrato… mas uma parceira de vida.

Heitor foi o primeiro a aplaudir. — Parabéns à equipe.

Thiago acrescentou, rindo: — Agora sim, o império está completo.

Mas Augusto não disse nada — apenas caminhou até Eloise e estendeu um lindo buquê de flores delicadas, envoltas em fita branca.

Eloise piscou, surpresa.

— Augusto… o que é isso?

Ele manteve o olhar firme, a voz mais baixa e quente que o habitual.

— Um lembrete. — fez uma breve pausa. — Eu quero regar o que a gente tem como se fosse um jardim. Todos os dias. Com cuidado, paciência… e amor.

Eloise ficou em silêncio, o coração apertado, o buquê tremendo em suas mãos.

O perfume das flores se misturava ao café, criando uma atmosfera suave, quase mágica.

— Você está falando de amor como quem fala de rotina. — brincou ela, tentando esconder a emoção.

— Porque amor também é rotina, Eloise. — respondeu ele, sorrindo. — É acordar e escolher a mesma pessoa de novo, todos os dias.

Heitor tossiu, quebrando o clima. — Acho que alguém aqui está se declarando em horário de expediente.

Thiago riu, e até Nathalia, que acompanhava, soltou baixinho um “eu shippo!”.

Eloise balançou a cabeça, rindo.

— Você é impossível, Augusto Monteiro.

Ele se aproximou um pouco mais, baixo o suficiente para que apenas ela ouvisse:

— Não. Eu sou insistente. E dessa vez, não vou deixar o nosso jardim morrer.

Ela não respondeu — apenas segurou as flores contra o peito, como quem guarda algo precioso.

Do lado de fora, o vento do outono balançava as árvores, espalhando pétalas douradas pela rua.

Eloise olhou pela janela, sentindo-se leve, como se pela primeira vez tudo estivesse no lugar certo.

O amor, pensou Eloise, não precisava de promessas grandiosas.

Bastava um gesto simples — e alguém disposto a regar todos os dias.

___

O relógio marcava quase meio-dia quando Eloise saiu do escritório.

O sol de outubro estava ameno, e o vento leve fazia o cabelo solto dançar sobre os ombros.

Ela seguiu rumo ao hospital.

A cada passo, sentia o coração mais calmo — e, ao mesmo tempo, ansioso.

Queria ver o pai, mas havia algo mais que precisava fazer naquele dia: acertar as contas com o próprio orgulho.

Ao atravessar o corredor principal, avistou Cláudia saindo do quarto do seu pai.

A mulher carregava uma pasta contra o peito, o blazer dobrado sobre o braço e o mesmo sorriso sereno de sempre.

Cláudia estendeu a mão sobre a dela, apertando-a com ternura.

— Eloise, nós erramos. É parte do que somos. — disse, com a voz calma. — O importante é reconhecer e ter coragem de voltar atrás.

Nem todo mundo consegue pedir perdão. Você conseguiu — e isso é uma dádiva.

Eloise sorriu entre as lágrimas. — Obrigada por ser tão paciente.

Cláudia balançou a cabeça, emocionada. — Eu gosto muito do seu pai. Ele é um homem bom… e você é o maior reflexo disso.

— Ele também gosta muito de você. — disse Eloise, rindo leve. — Aliás, já combinei com ele: você tem que ir jantar lá em casa.

Você tem que provar o famoso strogonoff do Carlão.

Cláudia riu alto dessa vez, enxugando os olhos.

— Ah, esse eu conheço bem! Ele faz desde a época em que trabalhávamos juntos. Pode deixar, vou cobrar esse jantar.

As duas se levantaram, e Eloise, num gesto espontâneo, a abraçou.

Foi um abraço sincero — daqueles que encerram o passado e abrem espaço para o que vem depois.

— Obrigada por me ouvir, Cláudia.

— Obrigada por me procurar, Eloise.

Ficaram assim por alguns segundos, até que Cláudia se afastou e ajeitou a bolsa.

— Preciso ir, tenho um compromisso importante agora à tarde.

— Tudo bem. — respondeu Eloise, sorrindo.

— E você… — Cláudia fez uma pausa, tocando o braço dela — não se culpe por amadurecer. Às vezes, perdoar é a forma mais bonita de amar.

Eloise apenas assentiu, o coração leve.

Viu Cláudia se afastar pelo corredor e, por um instante, percebeu que aquele simples café tinha significado mais do que qualquer conversa anterior.

Era o recomeço — silencioso, sincero e cheio de paz.

O amor florescia — simples, paciente, e finalmente livre.

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