O fim da tarde já deixava o apartamento mergulhado naquela luz dourada e preguiçosa quando a campainha tocou.
Laís, que estava sentada no sofá ao lado de Laila terminando o café da tarde, levantou devagar, apoiando a mão na barriga antes de caminhar até a porta.
— Se for o Henrique, eu vou falar que você não está — murmurou enquanto caminhava.
Laila riu da cozinha.
— Você não seria capaz.
Laís abriu a porta ainda distraída.
E travou.
Heitor estava parado do outro lado segurando um enorme buquê de rosas em uma mão… e uma sacola da padaria favorita dela na outra.
O cheiro dos pães de queijo quentinhos invadiu o corredor imediatamente.
O coração dela apertou na mesma hora.
Porque aquilo era muito ele.
Muito deles.
Muito cuidado.
Muito amor.
Os olhos de Laís encheram de lágrimas tão rápido que nem ela conseguiu disfarçar.
— Amor… — a voz saiu falhando.
Heitor arregalou os olhos na mesma hora, assustado.
— Ei, ei… o que foi?
Entrou rapidamente no apartamento, claramente perdido ao ver ela começando a chorar daquele jeito.
— Amor, aconteceu alguma coisa?
Laís balançou a cabeça negando, já rindo e chorando ao mesmo tempo.
— Eu tava julgando você agora há pouco…
Heitor piscou confuso.
— O quê?
Ela limpou as lágrimas rapidamente.
— Você estranho, chegando tarde… dormindo fora… aí eu comecei a pensar besteira…
O olhar dela caiu para as flores.
Depois para os pães de queijo.
E voltou para ele outra vez.
— E agora você chega aqui com flores… pão de queijo quentinho só pra me agradar…
A voz falhou de novo.
— E eu me sinto horrível.
Por dois segundos Heitor apenas encarou ela.
E então começou a rir.
Não debochando.
Mas completamente rendido.
Apaixonado.
Encantado.
Ele colocou as flores sobre o sofá e segurou o rosto dela com cuidado.
— Meu amor… olha pra mim.
Esperou ela levantar os olhos.
— Não fica assim, tá?
Acariciou o rosto dela devagar, enxugando uma lágrima com o polegar.
— Tá tudo bem. É só os hormônios deixando você meio maluca.
Laís bateu no braço dele imediatamente.
— Heitor!
Ele riu mais ainda.
— Amor, você tá chorando por pão de queijo.
— Porque você foi fofo!
— Eu sempre sou fofo.
— Mentira.
— Quase sempre então.
Ela acabou rindo no meio do choro.
E aquilo pareceu aliviar Heitor imediatamente.
— Agora vem aqui — ele falou puxando ela pela cintura. — Vamos comer antes que o pão de queijo esfrie, porque aí sim eu vou começar a chorar também.
Da cozinha, Laila praticamente se acabou de rir.
— Meu Deus… vocês dois são completamente surtados.
Heitor apontou para ela sem nem olhar direito.
— Você fica quieta porque eu trouxe pão de queijo suficiente pra comprar seu silêncio.
Laila apareceu na sala imediatamente.
— Então eu apoio totalmente esse relacionamento.
As risadas preencheram o apartamento quase no mesmo instante, espontâneas, gostosas, daquele jeito simples que fazia tudo parecer normal outra vez.
Laís sentiu paz, sentiu que estava exatamente onde deveria estar.
Os dias seguintes passaram de forma tranquila.
Leves. Como se o caos finalmente tivesse dado uma trégua.
Até que o fim de semana finalmente chegou.
E, com ele…
O fim da obra.
A mansão estava silenciosa naquela tarde, tomada apenas pelo cheiro leve de tinta nova, móveis recém-montados e produtos de limpeza espalhados pelos ambientes. Os últimos detalhes estavam sendo finalizados, e a funcionária caminhava de um lado para o outro recolhendo panos e organizando os retoques finais.
Heitor saiu devagar do quarto que tinha preparado para Sebastian.
E, por alguns segundos, apenas ficou parado na porta observando.
O pequeno berço.
A poltrona próxima à janela.
Os tons claros.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Impossível de ler, vários capítulo não abrem só aparece o anúncio. Vou nem gastar dinheiro pq vou me arrepender...
Caraca vários capítulos não abrem. Muito ruim assim. mailto:[email protected]...
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...