O Plano em Ação
O sábado amanheceu sob um sol tímido e agradável.
O vento soprava leve, carregando o perfume das flores recém-abertas e o som distante da cidade acordando devagar.
Para Augusto Monteiro, aquele seria um dia importante — e tudo precisava sair perfeito.
Já havia passado instruções detalhadas para Nathalia, Emma e Sofia na noite anterior.
Elas sabiam exatamente qual era o papel de cada uma e o momento certo de agir.
No grupo das meninas, o plano começou a ganhar vida.
Emma:
> Meninas, estão livres hoje?
Sofia:
> Sim! Dormi bem e tô precisando sair um pouco 😍
Nathalia:
> Eu e a Elô estamos prontas pra qualquer coisa 😏
Emma:
> Então perfeito. Pensei em dar um pulo no shopping. Faz tempo que não temos um sábado só nosso 💅
Sofia:
> Ai, tô dentro!
Nathalia:
> Bora, 10h tá ótimo. Vou arrastar a Eloise. Ela tá precisando se distrair 😉
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Às dez em ponto, as quatro se encontraram no estacionamento do shopping.
O abraço coletivo foi inevitável — risadas, beijos no ar e o caos doce de vozes femininas falando ao mesmo tempo.
— Finalmente um dia sem planilhas, contratos ou reuniões! — exclamou Eloise, rindo.
— É o mínimo que você merece depois de tudo. Eloise está dando um show meninas. — respondeu Nathalia, puxando-a pela mão. — Vamos aproveitar!
Entraram no shopping com aquela energia contagiante que só um grupo de amigas de verdade tem.
Loja após loja, experimentaram roupas, sapatos e perfumes — rindo, tirando fotos e zombando umas das outras.
Foi então que, em uma das vitrines, Eloise parou.
Do outro lado do vidro, um vestido azul celeste, leve e fluido, parecia feito sob medida para ela.
O tecido cintilava discretamente à luz do shopping, e o corte em “V” valorizava os ombros e a cintura.
— Meu Deus… — murmurou Sofia. — Elô, esse vestido foi costurado por anjos e destinado pra você.
— Experimenta logo! — ordenou Nathalia, empurrando-a em direção ao provador.
Minutos depois, Eloise saiu e o silêncio foi imediato.
Até as vendedoras pararam o que faziam.
O vestido abraçava o corpo dela como se o próprio tecido tivesse se apaixonado.
— Você tá deslumbrante. — disse Emma, de olhos marejados. — Parece cena de filme.
Eloise sorriu, sem graça.
— É lindo, mas está fora do meu orçamento.
— Orçamento nada. — Emma cruzou os braços. — Hoje é por minha conta.
— Emma, não… eu não posso aceitar.
— Pode sim. — cortou ela, firme. — E vai aceitar. Considera um presente da amiga que quer te ver brilhar.
As outras duas aplaudiram a decisão, e Eloise, rindo, acabou cedendo.
Saíram da loja com sacolas nas mãos e o coração leve.
— Agora, uma passadinha rápida — disse Nathalia com um olhar que ninguém percebeu, trocando uma mensagem discreta no celular.
Entraram em uma joalheria de vitrine minimalista, onde o brilho das peças refletia em paredes espelhadas.
A vendedora — elegantemente vestida, como se esperasse por elas — as recebeu com um sorriso caloroso.
— Bom dia, senhoritas. A gerência reservou o atendimento para vocês.
Eloise piscou, confusa. — Reservou?
— Deve ser coincidência. — disfarçou Nathalia, puxando Sofia pelo braço. — Vamos ver colares, meninas.
As quatro caminharam entre os expositores, rindo e experimentando.
Mas foi Emma quem apontou para a vitrine principal.
— Augusto Monteiro. — disse com suavidade. — Ele mesmo vai acertar os detalhes.
A vendedora levantou o olhar, reconhecendo o nome de imediato, e apenas respondeu com um sorriso:
— Entendido.
Nathalia agradeceu e saiu da loja com o coração leve, escondendo um sorriso. O plano estava em movimento — e Eloise não fazia ideia do que a esperava.
Ao sair, enviou uma última mensagem:
> “Anel reservado. Agora é com você.”
Ela guardou o celular e inspirou fundo, o coração leve de cumplicidade.
Naquele sábado ensolarado, enquanto Eloise ria distraída com as amigas sem imaginar o que estava por vir, o destino já estava em movimento — e o amor de Augusto Monteiro começava a florescer em segredo, como um jardim prestes a nascer.
A tarde seguia leve, e o clima entre as meninas era de pura alegria.
Risos, fotos, lembranças antigas — tudo parecia em perfeita harmonia.
Na praça de alimentação, Eloise terminava o café enquanto Emma folheava o celular, distraída.
De repente, o aparelho vibrou e o sorriso dela se abriu de imediato.
— Gente, vocês não vão acreditar! — exclamou, levantando os olhos. — É a Joyce, a corretora! Aquela superconcorrida, que sempre acha a casa dos sonhos!
Sofia arregalou os olhos. — A que trabalha só com imóveis de luxo?
— Essa mesmo. — confirmou Emma, empolgada. — Ela disse que acabou de receber três casas disponíveis num condomínio aqui perto, e que só tem horário hoje, às duas da tarde.
Nathalia inclinou-se na mesa, curiosa. — E a gente vai junto, óbvio.
Eloise franziu o cenho, rindo. — Emma, você está pensando em se mudar? com o Thiago ?
— Talvez. Não sabemos ainda. — respondeu ela, misteriosa. — Mas me acompanhem, vai ser divertido. Quem sabe vocês me ajudam a escolher.
Entre risadas e curiosidade, as quatro concordaram.
Pagaram o almoço e seguiram animadas para o estacionamento.
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O condomínio ficava a vinte minutos dali, cercado por árvores altas e portões de ferro forjado.
Logo na entrada, um segurança uniformizado verificou os nomes e abriu passagem.
O carro de Emma avançou pela estrada interna ladeada por jardins e casas de fachada imponente.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...