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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 194

A Casa dos Recomeços

A corretora Joyce as aguardava sorridente em frente à primeira casa — uma mulher elegante, de cabelo preso e prancheta nas mãos.

— Meninas, que prazer. — disse ela, apertando a mão de cada uma. — Preparem-se, o condomínio é um sonho.

A primeira casa era bonita, moderna, mas comum.

Ambientes claros, boa estrutura — ainda assim, nada que despertasse encantamento.

A segunda, porém…

Assim que o portão se abriu, todas ficaram em silêncio.

O jardim se estendia como um tapete verde pontuado por roseiras e caminhos de pedra.

Mais ao fundo, uma piscina cercada por jabuticabeiras e lírios brancos refletia a luz do sol.

O ar tinha cheiro de terra fresca e flores.

— Uau… — suspirou Sofia, os olhos brilhando. — Isso aqui é um paraíso.

A fachada da casa misturava o moderno e o clássico: paredes em tom off-white, janelas amplas com molduras pretas e uma varanda com colunas delicadas.

Por dentro, o encanto era ainda maior.

O hall de entrada exibia um lustre de cristal que pendia de um teto com pé-direito duplo, e a escada curva de mármore branco parecia saída de um palácio.

O piso de carvalho contrastava com os tapetes claros, e o aroma de ambiente novo pairava no ar.

— Meu Deus, olha essa sala! — disse Nathalia, girando no meio do cômodo. — Eu moraria aqui fácil!

Emma sorria, satisfeita com o disfarce perfeito.

A cozinha era ampla, com bancada de quartzo e janelas que davam vista para o quintal.

A suíte principal tinha um closet enorme e um banheiro com banheira esculpida em pedra clara.

Mas o que realmente tirou o fôlego de Eloise foi a varanda do quarto.

Dali, era possível ver todo o jardim — e bem ao centro, uma estrutura de ferro estava sendo montada, coberta por flores vermelhas e brancas.

— Estão construindo algo ali? — perguntou ela, curiosa.

Joyce sorriu de leve. — Um pergolado. Projeto novo do proprietário. Dizem que vai ser o ponto mais bonito da casa.

Eloise encostou no parapeito, observando o cenário.

O vento leve bagunçou seus cabelos, e por um instante, ela sentiu uma estranha familiaridade com aquele lugar.

Como se o jardim a chamasse.

— Essa casa é… perfeita. — murmurou, sem perceber que as outras a observavam com sorrisos cúmplices.

Sofia riu. — Acho que encontramos a escolhida.

Emma deu um passo à frente, olhando para Joyce. — Eu não quero ver mais nenhuma. Essa é a casa.

Joyce assentiu, profissional e eficiente. — Perfeito. Posso enviar os detalhes por e-mail, então?

— Pode sim. — respondeu Emma, fingindo naturalidade. — Fechamos por aqui.

As meninas se despediram da corretora, que se afastou com um aceno.

Assim que ela entrou no carro, Eloise não resistiu:

— Emma, você não vai me enganar. Essa casa é pra você... ou pra alguém?

Emma deu uma risada nervosa. — Digamos que estou ajudando um amigo muito exigente.

Todas se olharam e já sabia quem era o amigo.

-Esse amigo está na sua Emma - Eloise brincou e todas riam

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No caminho de volta, o assunto foi leve — planos, sonhos, risadas.

Mas nenhuma delas percebeu o quanto o destino já estava cuidadosamente alinhando cada passo.

Eloise, distraída, encostou a cabeça no vidro do carro, observando o céu azul.

Sem saber que, naquele mesmo instante, Augusto Monteiro está tramado uma grande surpresa que iria amolecer de vez seu coração.

O fim da tarde trouxe o vento frio de outubro, misturado ao som abafado das folhas que caíam no pátio do hospital.

As meninas caminhavam lado a lado pelo corredor iluminado — as risadas baixas e o som dos saltos ecoavam no chão encerado..

— Será que o Carlão já recebeu alta? — perguntou Emma, equilibrando um buquê de flores nas mãos.

— Quase. — respondeu Eloise, sorrindo. — O médico disse que se tudo continuar bem, mais uns dias e ele volta pra casa.

— Já tô vendo ele na cozinha preparando o famoso Strogonoff, Não aguento mais Eloise falando e eu não ter provado — comentou Sofia, arrancando risadas do grupo.

— Nem todo mundo faz, Augusto. — respondeu ela, sincera.

Por um instante, o mundo pareceu se calar.

O olhar dele se prendeu no dela — firme, caloroso, e ao mesmo tempo cheio de algo que Eloise não sabia nomear.

Cláudia percebeu a troca de olhares e sorriu de leve, quebrando o momento antes que o silêncio se tornasse suspeito.

— Eu também preciso ir. Prometi à equipe que revisaria alguns relatórios ainda hoje. — disse, ajustando a bolsa no ombro.

Eloise assentiu, recuperando o tom cordial.

— Claro, Cláudia. Pode ficar à vontade para vir sempre que conseguir.

— Obrigada, Eloise. — disse Cláudia, com um sorriso gentil antes de se voltar para o homem na cama. — Tchau, Carlos. Se precisar, me liga. — acrescentou com um sorriso. — Vou te deixar em ótimas companhias agora.

O tom soava natural, mas havia algo no olhar dela — um brilho cúmplice que Eloise não soube decifrar.

As meninas ficaram ali no quarto, mostraram as flores e abrindo conversa com Carlos, que sorria de orelha a orelha ao ver o pequeno alvoroço.

Enquanto isso, Cláudia e Augusto caminharam juntos até o final do corredor.

Quando a distância era segura, ela comentou em voz baixa:

— A cada dia, ela se entrega mais. Vai dar certo, Augusto.

Ele respirou fundo, os olhos fixos no horizonte.

— Falta pouco. Só quero que seja perfeito.

Cláudia sorriu, cúmplice. — Está quase tudo pronto.

Augusto cruzou os braços, um brilho decidido no olhar.

— Falta pouco para ela se surpreender.

Eles se despediram ali mesmo — cúmplices de um segredo que, em breve, mudaria tudo.

De longe, Eloise os observava, com uma pontada de curiosidade e o pressentimento de que havia algo maior acontecendo.

Mas decidiu ignorar.

Nem tudo precisa de explicação imediata — algumas respostas florescem sozinhas, no tempo certo.

E o dela… estava prestes a desabrochar.

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