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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 197

Entre Risos e Parceria.

O relógio já se aproximava das sete quando o grupo começou a se reunir no endereço que Emma havia mandado mais cedo. O restaurante era aconchegante, decorado com luzes pendentes e mesas de madeira rústica, o tipo de lugar que misturava elegância com conforto. As quatro chegaram quase juntas — risadas, abraços, e o som familiar de vozes femininas que, quando se encontravam, enchiam o ar de vida.

— Estou morrendo de fome e preocupação, Sofia — disse Nathalia, pendurando a bolsa na cadeira.

— Também. — concordou Emma, fazendo sinal para o garçom. — Meninas, fique à vontade.

Sofia sorriu, mas o olhar dela denunciava um certo nervosismo.

—Então meninas...— a voz dela saiu baixa, quase um sussurro.

O grupo se calou por um instante, todas se inclinando um pouco à frente.

— Meus pais vão se mudar pro Sul — começou ela, mexendo no guardanapo. — Eles querem que eu vá junto, mas… eu não quero. Falta só um ano pra eu me formar, e eu lutei tanto pra chegar até aqui.

Eloise a olhou com empatia. — E eles não apoiam você fica na cidade?

Sofia balançou a cabeça, triste. — Não. E disseram que não vão me ajudar financeiramente se eu ficar. Eu… tô meio perdida. Eu queria... se vocês puderem. Tenho que procurar um emprego e preciso de lugar pra ficar, pelo menos por um tempo.

O silêncio que se seguiu durou só alguns segundos antes de Emma bater a mão na mesa.

— Emprego? Isso é fácil! — disse com convicção. — A MonteiroCorp tá abrindo novas vagas pro setor de suporte e jurídico. Eu posso te indicar.

— Sério? — perguntou Sofia, surpresa.

— Sério! — confirmou Emma. — E se depender de mim, você começa segunda-feira.

Nathalia, sem nem pensar, completou:

— E pode ficar comigo. Eu não vou deixar você sozinha, de jeito nenhum.

Sofia arregalou os olhos, emocionada. — Eu não sei nem o que dizer…

Eloise sorriu. — Diz ‘obrigada’ e pronto.

Nathalia piscou. — Além do mais, a Elô vai me abandonar, alguém tem que ocupar o lugar de melhor companhia de café da manhã.

Emma e Sofia trocaram um olhar rápido — uma fagulha de pânico cúmplice — temendo que Nathalia tivesse deixado escapar mais do que devia.

— A Elô vai te abanador? — perguntou Sofia, disfarçando a curiosidade.

Eloise riu, sem perceber o desconforto das outras.

— Amanhã o papai recebe alta. E volto para casa com o papai. — anunciou, e o brilho no olhar dela iluminou toda a mesa.

As três aplaudiram, vibrando juntas.

— Finalmente, Elô! — disse Emma, emocionada. — Ele merece esse recomeço.

— E você também — completou Nathalia, apertando a mão da amiga. — Agora sim tudo volta pro lugar.

— Então tá decidido — Emma ergueu a taça. — A nossa mascote não vai a lugar nenhum. Nem pro Sul, nem pro fim do mundo.

— Exato. — completou Eloise, rindo. — E com sorte, essa nova fase vai ser leve pra todas nós.

As taças se tocaram com um tilintar suave, e o som das risadas preencheu o ar.

Por alguns minutos, entre o sabor do vinho, o cheiro da comida e as promessas de amizade, parecia que nada poderia dar errado.

Mas, entre olhares cúmplices e sorrisos que escondiam segredos, apenas Emma, Sofia e Nathalia sabiam: o verdadeiro motivo daquele jantar não era apenas celebrar — era preparar o coração de Eloise para algo muito maior que a esperava.

O jantar seguiu leve e animado, cheio de histórias e risadas que ecoavam pelo restaurante elegante. As meninas falavam todas ao mesmo tempo — planos, sonhos, promessas de novas fases — Eloise se sentia em paz.

Deu um passo pra trás, tentando escapar do olhar dele, mas antes que conseguisse, Ricardo deu um passo à frente.

— Nathalia — chamou, a voz baixa. — Posso falar com você um minuto?

Ela congelou. O coração acelerou de um jeito que ela odiava admitir.

Olhou para Emma, depois de volta para Ricardo. — Acho melhor não. Precisamos ir agora, o Uber já chegou.

Emma observava a cena em silêncio, os olhos atentos, avaliando o clima tenso.

Ricardo forçou um sorriso, mas o olhar dizia mais do que qualquer palavra.

— Tudo bem… outro dia, então.

Nathalia apenas assentiu, sem responder.

Eloise percebeu o desconforto e a puxou pelo braço, rompendo o silêncio que começava a pesar.

— Vamos, Nath. — disse suave, mas firme.

As quatro se despediram apressadas, Sofia, Nathalia e Eloise seguiram em direção ao Uber.

Emma observou elas indo embora, enquanto Ricardo permanecia parado na calçada, acompanhando-as com o olhar até que o carro desapareceu na esquina.

O sorriso ainda estava nos lábios, mas os olhos… os olhos tinham algo de escuro, profundo, impossível de decifrar.

E por um instante, sob a luz fria do poste, Emma teve um mau pressentimento — daqueles que arrepiam até a alma,

como se o ar tivesse ficado pesado demais para uma noite tão bonita.

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