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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 2

O toque insistente do celular quebrou o silêncio confortável do quarto.

Thomas abriu os olhos primeiro.

Sofia ainda dormia, o corpo enroscado no peito dele, quente e rendida, como se o mundo lá fora não existisse.

Ele pegou o celular na mesa de cabeceira.

— Fala. — a voz rouca de sono, mas firme.

Sofia só sentiu o movimento dele se levantar.

O ar frio da manhã tomou o lugar onde o corpo dele estava segundos antes.

Era um colega da delegacia.

O dever chamava.

Thomas vestiu a calça sem fazer barulho, passou a camiseta por cima da cabeça e, antes de sair, inclinou-se sobre ela.

— Tem compromisso à noite? — perguntou com aquele tom firme que sempre fazia a pele dela arrepiar.

Sofia piscou devagar, ainda meio sonolenta.

— Não…

— Às dezenove horas passo aqui.

— afirmou como quem dá uma ordem, não um pedido.

Sofia assentiu sem pensar.

Thomas deu um beijo rápido nos lábios dela e saiu.

No corredor, mal fechou a porta e deu de cara com Natália chegando com as chaves na mão.

— Mas olha aí o policial. — ela provocou, levantando a sobrancelha.

Thomas soltou um riso curto.

— Chegando essa hora e nem trouxe o pão. — passou por ela com um aceno e seguiu para o elevador.

Natália ficou plantada na porta por dois segundos.

E então:

— SOFIAAAAAA! — o grito ecoou pelo apartamento.

Sofia surgiu no corredor de roupão, amarrando o cinto e tentando parecer séria, apesar das bochechas ainda coradas.

— Nathalia… que bonito chegar a essa hora, hein? — falou com tom de bronca, como se isso fosse esconder alguma coisa.

Natália cruzou os braços, um sorriso perigoso nos lábios.

— Você não escapa das minhas perguntas, viu?

Mas agora eu tenho cinco minutos pra tomar banho ou nós duas vamos chegar atrasadas na empresa.

Sofia bufou, rindo.

— Vai logo, vai. Depois a gente conversa.

Natália correu para o banheiro.

Sofia foi para a cozinha, ainda sentindo a boca formigar do beijo dele, ainda com o cheiro de Thomas preso na pele.

Ligou a cafeteira, encostou as mãos na pia e deixou um sorriso surgir sem controle nenhum.

A noite passada ainda pulsava nela.

E o relógio ainda marcava… 08h12.

Sofia mexia o café na xícara, tentando não sorrir sozinha.

A colher batia no porcelanato num ritmo lento, quase hipnotizada.

O quarto ainda tinha o cheiro dele.

A pele dela ainda queimava onde ele tocou.

E a imagem de Thomas parado na porta, olhando pra ela como se fosse dele, continuava presa na cabeça.

Ela apoiou as mãos na bancada, respirou fundo e fechou os olhos.

— Meu Deus… — murmurou, rindo baixo. — O que eu fiz da minha vida?

Mas ela sabia exatamente o que tinha feito.

Escolheu ele.

Escolheu sentir.

E aquilo não parecia errado nem por um segundo.

Do banheiro, Natália gritou:

— O café tá pronto, mulher?! Eu tô voando aqui!

Sofia revirou os olhos, tentando parecer normal, mesmo sozinha.

— Tá quase! — gritou de volta.

Mas a verdade era…

Nada estava “normal”.

Ela estava diferente.

Mais leve.

Mais viva.

Mais dela mesma.

E Thomas tinha sido o responsável por isso — por apertar o mundo ao redor e fazer parecer que só os dois existiam naquela madrugada.

O dia estava só começando.

___

A MonteiroCorp estava em seu ritmo normal.

Mas para Sofia… nada estava normal.

Depois de muita fofoca, risada e café na copa, ela voltou ao escritório — tentando agir como se não tivesse vivido a melhor noite da sua vida.

Mas era impossível.

Sempre que alguém passava perto, ela tinha certeza de que encaravam por um segundo a mais.

Como se lessem no rosto dela que algo tinha mudado.

E tinha.

Ela.

E ele.

Sofia sentou-se, respirou fundo, abriu o computador.

Tentou focar.

Ler uma linha.

Voltar.

Ler de novo.

Nada ficava na cabeça.

O corpo dela ainda lembrava o toque dele.

O peso do corpo dele sobre o dela.

Apagou.

Digitou de novo.

Apagou.

No fim, escreveu:

> Sofia:

Você quer que eu use algo específico?

A resposta veio instantaneamente.

> Thomas:

Sim.

Algo que eu possa tirar devagar.

Sofia bateu o celular na mesa e o virou com a tela para baixo.

— Meu Deus. Chegar.

Ela abanou o rosto, vermelha até o couro cabeludo.

---

Na delegacia, do outro lado da cidade, Thomas estava sentado à mesa, relatórios abertos — ignorados.

O distintivo brilhava ao lado do notebook.

Mas os olhos dele estavam presos a outra tela.

O celular.

A foto dela.

A mensagem dela.

A lembrança dela adormecendo no peito dele ainda queimava no corpo dele.

Um colega passou atrás e deu um tapa no ombro dele.

— Tá apaixonado, Alves?

Thomas nem levantou o olhar.

— Vai trabalhar, Gustavo.

— Opa. — Gustavo riu. — Quando fica grosso assim é porque tá com saudade.

Thomas só ergueu uma sobrancelha.

— Se não tem trabalho, eu arrumo pra você rapidinho

— Tá bom, tá bom. — Gustavo saiu ainda rindo, levantando as mãos.

Thomas soltou um pequeno sorriso — raro, discreto, mas verdadeiro.

Ele tentou voltar para o caso, mas cada detalhe o levava de volta a ela:

A boca vermelha.

O corpo tremendo sob o dele.

O suspiro que ela soltou quando ele sussurrou “relaxa pra mim, ruivinha”.

Thomas fechou o notebook.

Precisava trabalhar.

Precisava focar.

Mas às 19h… nada — absolutamente nada — iria impedi-lo de voltar pra ela.

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