AS NOITES QUE VIRAM FUTURO
A conversa fluía gostosa quando Thiago levantou:
— Gente, vou ali no banheiro rapidinho.
Nathalia levantou a sobrancelha.
—E precisa avisar. — comentou, tomando um gole da água.
Thiago só respondeu com um sorriso suspeito.
Quando voltou, estava diferente — tentando parecer normal, mas com um sorriso que não cabia na cara.
Emma, que conhecia cada microexpressão dele, franziu o cenho:
— Que foi?
Heitor não perdeu a oportunidade:
— Viu um passarinho no banheiro?
— Emma não saiu daqui. — Laís completou, rindo.
Thiago passou a mão no cabelo, fingindo indignação:
— Ô povo chato… não foi nada.
Eloise e Augusto compartilharam um olhar cúmplice:
— Foi. — os dois disseram ao mesmo tempo.
A mesa caiu na risada.
O garçom chegou para anotar os pedidos das sobremesas
Augusto: café forte.
Eloise: bolo de chocolate. Mas ela já sabendo que Augusto ia “roubar” metade.
Sofia: tiramisù.
Doce intenso, igual ao olhar de Thomas pra ela.
Thomas: café preto, sem açúcar.
Heitor: petit gateau com sorvete de pistache.
Laís: petit gateau também, mas com sorvete de baunilha.
— "Equilíbrio, né?" — ela disse, com um leve sorriso.
Ricardo: café duplo.
Nathalia: creme brulée.
Ricardo comentou
— Igual você com a casquinha dura e o interior doce.
Ela sentiu as bochechas queima, algo que não era normal dela.
Heitor bateu palmas. — Análise perfeita, meu amigo.
Thiago, porém, pediu: — Pra mim e pra Emma… a sobremesa especial.
Emma franziu o cenho. — Que sobremesa especial?
— Confia. — ele sorriu.
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Quando as sobremesas chegaram, tudo parecia normal — até o garçom colocar um prato retangular no centro da mesa, bem em frente a Emma.
No prato:
Um coração feito com calda de chocolate.
No centro, uma caixinha pequena, aberta com um anel amostra.
E escrito ao redor:
Quer namorar comigo?
Silêncio.
Emma piscou.
Uma vez.
Duas.
Heitor foi o primeiro a reagir:
— MEU DEUS, ELE FEZ UM PEDIDO NA SOBREMESA.
— Brega… — ele completou dramaticamente. — Porém romântico.
Laís acertou um tapa no braço dele.
— Cala a boca, Heitor.
Nathalia bateu palmas baixinho, emocionada: — Eu vou chorar. Eu vou chorar. Eu vou choraaaaar.
Sofia cobriu a boca, rindo e chorando ao mesmo tempo.
Thomas apenas sorriu, aquele sorriso contido e orgulhoso.
Ricardo olhou para Emma, suave: — Ele fez bonito, filha.
Emma olhou para Thiago — olhos marejando, mas brilhando.
— Você tá me pedindo em namoro… com uma calda de chocolate? — perguntou, rindo e chorando ao mesmo tempo.
Thiago respirou fundo, nervoso:
— Eu sou péssimo falando. E você é minha calma. Minha bagunça boa. Minha casa.
— E eu… quero te chamar de minha. De verdade. Com nome.
— Quer namorar comigo?
Emma não esperou.
Pulou no colo dele, abraçando forte.
— É claro que eu quero, seu idiota.
A mesa explodiu em aplausos.
Heitor levantou a taça:
— AO AMOR!
Thiago abraçou forte Emma — e ela ria como quem finalmente pousou onde pertencia.
Eloise se virou para Augusto.
Ele estava olhando para tudo aquilo com a mesma expressão de quando ela disse estou grávida:
Certeza.
Pertencimento.
Família.
Augusto tocou a mão dela na mesa.
Eloise sorriu.
Aquela noite tinha um brilho que ninguém ali ia esquecer.
A noite terminou como deveria terminar.
Risadas.
Olhares cúmplices.
E ainda assim estaria completo.
___
A cidade dormia, mas o mundo deles não.
Thomas parou o carro em frente ao prédio de Sofia. O rádio ainda estava ligado, baixinho, tocando alguma música antiga que ninguém reconhecia.
Sofia tirou o cinto devagar. As mãos estavam calmas, mas o corpo… o corpo carregava uma chama nova.
Thomas olhou para ela — não como amigo.
Mas como homem.
— Quer que eu te acompanhe até lá? — ele perguntou, voz baixa.
Sofia não respondeu com palavras.
Só assentiu.
Os dois subiram em silêncio.
No corredor, ela parou na porta, a chave tremendo de leve entre os dedos.
— Thomas…
Ele tocou a mão dela.
Só isso.
E foi o suficiente.
Ela abriu a porta.
Ele entrou.
A porta se fechou atrás deles.
E o resto não precisava ser dito.
Só sentido.
Dois corpos entregue um ao outro, loucamente.
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Enquanto isso...
Thiago estacionava em frente ao prédio da Emma. O coração estava batendo no ritmo errado — e certo ao mesmo tempo.
Emma riu com aquele sorriso que desmontava qualquer defesa dele.
— Quer subir? — ela perguntou simples, leve, sem performance.
Thiago ergueu a sobrancelha.
— Eu? Subir? Assim? Sem drama? Sem discurso emocional?
Emma empurrou o ombro dele, rindo.
— Bobo. Só sobe.
Eles caminharam até o elevador. Thiago segurou a mão dela — sem pensar. Emma apertou de volta — sem medo.
No apartamento, antes de acender a luz, Emma puxou ele pela camisa e encostou o rosto no dele.
— Boa noite. — ela sussurrou.
— Boa noite, amor. — ele respondeu antes de perceber que tinha dito amor.
Emma sorriu.
E foi isso.
Eles fecharam a porta.
E o mundo lá fora deixou de existir por um tempo.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Caraca vários capítulos não abrem. Muito ruim assim. mailto:[email protected]...
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...