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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 269

AS NOITES QUE VIRAM FUTURO

A conversa fluía gostosa quando Thiago levantou:

— Gente, vou ali no banheiro rapidinho.

Nathalia levantou a sobrancelha.

—E precisa avisar. — comentou, tomando um gole da água.

Thiago só respondeu com um sorriso suspeito.

Quando voltou, estava diferente — tentando parecer normal, mas com um sorriso que não cabia na cara.

Emma, que conhecia cada microexpressão dele, franziu o cenho:

— Que foi?

Heitor não perdeu a oportunidade:

— Viu um passarinho no banheiro?

— Emma não saiu daqui. — Laís completou, rindo.

Thiago passou a mão no cabelo, fingindo indignação:

— Ô povo chato… não foi nada.

Eloise e Augusto compartilharam um olhar cúmplice:

— Foi. — os dois disseram ao mesmo tempo.

A mesa caiu na risada.

O garçom chegou para anotar os pedidos das sobremesas

Augusto: café forte.

Eloise: bolo de chocolate. Mas ela já sabendo que Augusto ia “roubar” metade.

Sofia: tiramisù.

Doce intenso, igual ao olhar de Thomas pra ela.

Thomas: café preto, sem açúcar.

Heitor: petit gateau com sorvete de pistache.

Laís: petit gateau também, mas com sorvete de baunilha.

— "Equilíbrio, né?" — ela disse, com um leve sorriso.

Ricardo: café duplo.

Nathalia: creme brulée.

Ricardo comentou

— Igual você com a casquinha dura e o interior doce.

Ela sentiu as bochechas queima, algo que não era normal dela.

Heitor bateu palmas. — Análise perfeita, meu amigo.

Thiago, porém, pediu: — Pra mim e pra Emma… a sobremesa especial.

Emma franziu o cenho. — Que sobremesa especial?

— Confia. — ele sorriu.

---

Quando as sobremesas chegaram, tudo parecia normal — até o garçom colocar um prato retangular no centro da mesa, bem em frente a Emma.

No prato:

Um coração feito com calda de chocolate.

No centro, uma caixinha pequena, aberta com um anel amostra.

E escrito ao redor:

Quer namorar comigo?

Silêncio.

Emma piscou.

Uma vez.

Duas.

Heitor foi o primeiro a reagir:

— MEU DEUS, ELE FEZ UM PEDIDO NA SOBREMESA.

— Brega… — ele completou dramaticamente. — Porém romântico.

Laís acertou um tapa no braço dele.

— Cala a boca, Heitor.

Nathalia bateu palmas baixinho, emocionada: — Eu vou chorar. Eu vou chorar. Eu vou choraaaaar.

Sofia cobriu a boca, rindo e chorando ao mesmo tempo.

Thomas apenas sorriu, aquele sorriso contido e orgulhoso.

Ricardo olhou para Emma, suave: — Ele fez bonito, filha.

Emma olhou para Thiago — olhos marejando, mas brilhando.

— Você tá me pedindo em namoro… com uma calda de chocolate? — perguntou, rindo e chorando ao mesmo tempo.

Thiago respirou fundo, nervoso:

— Eu sou péssimo falando. E você é minha calma. Minha bagunça boa. Minha casa.

— E eu… quero te chamar de minha. De verdade. Com nome.

— Quer namorar comigo?

Emma não esperou.

Pulou no colo dele, abraçando forte.

— É claro que eu quero, seu idiota.

A mesa explodiu em aplausos.

Heitor levantou a taça:

— AO AMOR!

Thiago abraçou forte Emma — e ela ria como quem finalmente pousou onde pertencia.

Eloise se virou para Augusto.

Ele estava olhando para tudo aquilo com a mesma expressão de quando ela disse estou grávida:

Certeza.

Pertencimento.

Família.

Augusto tocou a mão dela na mesa.

Eloise sorriu.

Aquela noite tinha um brilho que ninguém ali ia esquecer.

A noite terminou como deveria terminar.

Risadas.

Olhares cúmplices.

E ainda assim estaria completo.

___

A cidade dormia, mas o mundo deles não.

Thomas parou o carro em frente ao prédio de Sofia. O rádio ainda estava ligado, baixinho, tocando alguma música antiga que ninguém reconhecia.

Sofia tirou o cinto devagar. As mãos estavam calmas, mas o corpo… o corpo carregava uma chama nova.

Thomas olhou para ela — não como amigo.

Mas como homem.

— Quer que eu te acompanhe até lá? — ele perguntou, voz baixa.

Sofia não respondeu com palavras.

Só assentiu.

Os dois subiram em silêncio.

No corredor, ela parou na porta, a chave tremendo de leve entre os dedos.

— Thomas…

Ele tocou a mão dela.

Só isso.

E foi o suficiente.

Ela abriu a porta.

Ele entrou.

A porta se fechou atrás deles.

E o resto não precisava ser dito.

Só sentido.

Dois corpos entregue um ao outro, loucamente.

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Enquanto isso...

Thiago estacionava em frente ao prédio da Emma. O coração estava batendo no ritmo errado — e certo ao mesmo tempo.

Emma riu com aquele sorriso que desmontava qualquer defesa dele.

— Quer subir? — ela perguntou simples, leve, sem performance.

Thiago ergueu a sobrancelha.

— Eu? Subir? Assim? Sem drama? Sem discurso emocional?

Emma empurrou o ombro dele, rindo.

— Bobo. Só sobe.

Eles caminharam até o elevador. Thiago segurou a mão dela — sem pensar. Emma apertou de volta — sem medo.

No apartamento, antes de acender a luz, Emma puxou ele pela camisa e encostou o rosto no dele.

— Boa noite. — ela sussurrou.

— Boa noite, amor. — ele respondeu antes de perceber que tinha dito amor.

Emma sorriu.

E foi isso.

Eles fecharam a porta.

E o mundo lá fora deixou de existir por um tempo.

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