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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 273

O AMOR, A LUZ E A VIDA

O sol começava a se esconder atrás das colinas quando o jardim Monteiro se transformou.

Flores brancas e douradas contornavam o caminho até o altar.

O vento dançava leve, tocando as cortinas translúcidas presas aos arcos floridos.

O ar tinha cheiro de flor e promessa.

A música começou.

Os convidados se levantaram.

Primeiro vieram as madrinhas e padrinhos — cada par um retrato perfeito do amor em suas diferentes formas.

Ricardo entrou com Nathalia, que estava deslumbrante, o olhar cúmplice e o sorriso que derretia qualquer resistência.

Sofia e Thomas, lado a lado, carregavam uma química que o mundo inteiro podia ver — o começo de outra história.

Emma e Thiago, de mãos dadas, rindo um do outro, leves.

Laís e Heitor, os dois palhaços da turma, fizeram todos rirem quando ele fingiu tropeçar no tapete e ela o puxou pelo braço.

Mas, quando o violino trocou de tom… o mundo pareceu parar.

Todos se voltaram.

Eloise entrou.

De braço dado com Carlos, o pai.

Ele estava emocionado — e pela primeira vez em muito tempo, parecia completo.

Atrás deles, o céu dourado refletia no vestido branco de Eloise.

O véu flutuava com o vento.

Os olhos dela estavam marejados, mas firmes — ela caminhava para o amor da vida dela, sem medo, sem passado.

Augusto esperava no altar, terno, sorriso sereno e o olhar cheio de tudo que não cabia em palavras.

Quando Carlos entregou a mão da filha, disse apenas:

— Cuide dela, mas deixe ela voar.

Augusto sorriu e respondeu:

— É o que eu faço de melhor.

O celebrante começou a falar, mas ninguém ouvia de verdade.

O que enchia o ar era o som das respirações presas, das lágrimas contidas e dos corações em paz.

As alianças vieram em uma pequena caixinha branca, trazida por Laís, que fingiu tropeçar só para aliviar a emoção da turma.

Risos baixinhos.

Eloise e Augusto trocaram votos simples — e sinceros.

> — Você me mostrou o que é recomeçar. — Eloise disse.

— E você me ensinou o que é casa. — Augusto respondeu.

Quando o “sim” ecoou, os convidados aplaudiram.

O beijo foi leve, bonito e cheio de promessas.

O pôr do sol os envolveu como um quadro.

O jantar aconteceu dentro da oficialmente mansão Monteiro.

As mesas estavam postas com elegância, velas acesas, luz baixa.

Os garçons serviam champanhe e drinks coloridos — e, claro, drinks sem álcool para a noiva, que se divertia com uma taça de suco de maçã disfarçada de espumante.

Perto da escada principal, uma decoração delicada chamava atenção:

ursos brancos, fitas douradas, balões translúcidos.

Um grande letreiro dizia:

> “O amor cresce em nós.”

Nathalia, com o peito inflado de orgulho, se aproximou.

— Gostou, amiga? — perguntou, enxugando uma lágrima antes mesmo da resposta.

Eloise sorriu, os olhos marejados.

— Está perfeito, amiga.

— Eu fiz com todo amor do mundo pra vocês. — Nathalia respondeu, já chorando também.

As duas se abraçaram — e, claro, Emma chegou logo em seguida, enfiando-se no meio do abraço.

— Feliz por você, amiga. — disse com a voz embargada. — Você merece muito. E ver o Augusto tão feliz, tão leve... é a coisa mais linda.

Laís e Sofia se aproximaram, curiosas.

— E aí, qual é a fofoca? — Laís perguntou, rindo.

Emma ergueu as sobrancelhas.

— Eu tenho uma! Um passarinho me contou que Thomas está caidinho por uma certa ruivinha...

Nathalia soltou uma gargalhada.

— Ah, conta outra! Essa fofoca aí é velha! Todo mundo vê o Thomas babando na Sofia!

Todas riram, enquanto Sofia, com as bochechas coradas, tentava disfarçar.

— Parem, meninas… — murmurou, rindo de nervoso.

O clima estava leve, divertido, cheio de carinho.

A energia da noite era de amor e pertencimento.

E então chegou a grande hora da revelação.

Nathalia pegou o microfone com a empolgação de sempre.

— Atenção, senhores e senhoras Monteiro e agregados! — brincou. — Eu tenho aqui o segredo mais bem guardado do ano! E… eu tô quase explodindo!

Risos.

Augusto abraçou Eloise pela cintura, as mãos sobre a barriga.

— Preparada, amor?

Eloise assentiu, os olhos brilhando.

Uma das funcionárias trouxe uma caixa grande decorada em branco e dourado, posicionando-a em frente à mesa principal, cercada de flores e ursos brancos.

— Eloise e Augusto, podem se posicionar aqui do lado. — disse Nathalia.

Augusto beijou Eloise na testa.

— Agora temos tudo.

Eloise sorriu, entre lágrimas e risos.

— Tudo… e mais um pouco.

O riso tomou conta da noite.

E entre taças, promessas e dança sob luz dourada, uma nova história começava.

A dos Monteiro.

Quando o barulho diminuiu, Eloise pediu o microfone.

— Eu já agradeci… mas quero agradecer de novo. — disse, com a voz trêmula. — Às meninas, por fazerem tudo com tanto amor. Aos nossos pais, por estarem aqui. E a Deus, por me dar uma nova chance de ser feliz.

Ela respirou fundo, olhou para Augusto e sorriu.

— Amor, você não sabe disso ainda… — disse rindo, entre lágrimas — não conversamos, não decidimos juntos… mas eu já escolhi.

Augusto a olhou curioso, o sorriso voltando.

Eloise colocou a mão sobre a barriga e continuou:

— Nossa menininha vai carregar o nome de alguém muito especial…

De um ser de luz que amou, cuidou e partiu cedo demais.

As lágrimas desceram antes que ela terminasse.

— Seja bem-vinda, Cecília Monteiro. Seu papai está te esperando.

O silêncio foi instantâneo — seguido de um soluço.

Augusto levou a mão ao rosto, chorando sem vergonha.

Abraçou Eloise com força.

— Obrigado, meu amor… eu te amo.

Depois ajoelhou-se, encostou os lábios na barriga dela e sussurrou:

— E eu te amo também, Cecília Nogueira Monteiro.

José aproximou-se, com os olhos marejados.

Abraçou Eloise com ternura.

— Obrigado, minha nora… não só por dar o nome da minha Cecília à nossa menininha, mas por devolver à nossa família tudo o que tínhamos perdido.

Eloise sorriu, com a voz embargada.

— A família Monteiro merecia recomeçar sogro.

Entre lágrimas, o som das risadas voltou.

Música, luzes, alegria.

A mansão Monteiro respirava amor.

Naquela noite — entre abraços, promessas e lágrimas felizes —

Eloise e Augusto selaram o recomeço da família que construíram juntos.

E, em algum canto do jardim, Sofia olhava para Thomas — e o futuro começava a se escrever de novo.

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