A FILHA DO RENASCIMENTO.
O FILHO DA SEGUNDA CHANCE.
Os meses passaram como quem vira páginas de um livro escrito com carinho.
Eloise atravessou cada semana com o brilho de quem descobriu um novo propósito — e com uma tropa de amigas que não deixava ela ficar um minuto sem ser mimada.
Nathalia era a comandante da operação “deixa essa grávida descansando”.
Fazia listas, cronogramas, comprava vitaminas, colocava travesseiro extra na cadeira e brigava com Augusto quando ele “atrapalhava o descanso da gestante”.
Emma, depois da perda, encontrou em Eloise um porto seguro. As duas se aproximaram ainda mais — e Thiago nunca largou a mão dela.
Laís e Heitor continuavam… inexplicáveis.
Ora brigavam, ora implicavam, ora sumiam juntos.
Ninguém entendia aquele algo a mais — muito menos eles mesmos.
Ricardo e Nathalia tinham virado um casal informal.
Ele ajudava em tudo, mimava Eloise, carregava compras, ajeitava almofadas.
Nathalia fingia indeferença, mas olhava para ele como quem tenta disfarçar sentimento.
Sofia e Thomas, enfim, assumiram o namoro.
A química deles crescia na mesma intensidade que a barriga de Eloise.
Thomas se tornara mais leve, mais humano — Sofia dizia que ele era “namorado por contrato”, só que sem contrato nenhum.
E Augusto…
Augusto estava derretido.
O homem ogro? Desapareceu.
A cada consulta, ele segurava a mão de Eloise como se segurasse o mundo.
Falava com a bebê. Fazia carinho na barriga. Preparava o café.
E, quando Eloise completou 37 semanas, decretou:
— Trabalharei de casa. Não discuta.
Eloise não discutiu.
Ele passou a acompanhar cada passo — literalmente.
Eloise respirava fundo?
Augusto perguntava se era contração.
Eloise sentava?
Ele trazia água, almofada e fruta.
Fez até um grupo com Thiago, Heitor, Thomas e Ricardo chamado “Equipe Nascer da Cecília”.
E, na véspera de completar 41 semanas, a casa estava em silêncio.
O sol mal tinha subido quando Eloise levantou para tomar banho.
Augusto ainda estava sonolento, revendo relatórios na cama.
E então…
Um grito.
> — AUGUSTOOOOOO!
A voz dela veio forte, urgente, viva — como um raio dentro do quarto.
O coração dele disparou.
___
Em outro lugar…
A luz baixa, o cheiro de desinfetante e o silêncio tenso denunciavam que não era uma maternidade comum.
Era a ala médica do presídio.
Márcia e José chegaram às pressas, conduzidos por duas guardas.
O barulho de um choro miúdo cortou o ar — tão fraco, tão recente, tão vivo.
O médico do presídio apareceu, segurando um recém-nascido enrolado em um pano fino.
— Ele nasceu com 37 semanas. — informou. — Pouco peso, mas respirando bem. Será encaminhado imediatamente para o hospital.
Márcia levou a mão à boca.
José deu um passo à frente, o coração apertado ao ver aquela coisinha tão pequena, tão indefesa — tão distante da escuridão de onde veio.
— A mãe? — José perguntou.
O médico suspirou, como quem já tinha visto isso antes.
— Não quis tocar nele. Disse apenas que quer ir descansar.
Márcia fechou os olhos por um segundo, sentindo uma dor antiga e um futuro novo se encontrarem.
Ela aproximou-se do bebê e, com suavidade que o mundo não esperaria dela, ajeitou o pano que cobria o menino.
— Ele não tem culpa de nada… — murmurou, emocionada.
José engoliu seco.
— Vamos fazer o certo por ele, nosso Benjamim.
A equipe se preparou para a transferência.
Márcia entrou na ambulância.
José pegou o carro e seguiu logo atrás, sem desgrudar os olhos da pequena sirene vermelha no alto.
O telefone vibrou no painel.
Era Augusto.
José atendeu imediatamente.
— Oi, filho.
A voz de Augusto veio carregada de adrenalina, emoção e um sorriso perceptível até pelo telefone:
— Pai, estou levando a Eloise para o hospital.
Cecília está chegando.
José fechou os olhos por um segundo, o volante firme nas mãos.
— Que notícia boa. — respondeu, com a voz embargada. — Hoje… a nossa família inteira renasce.
Ele desligou.
A ambulância acelerou.
E o destino se dividiu em dois nascimentos — dois começos — na mesma madrugada.
___
No carro, Eloise segurava a barriga em silêncio enquanto outra contração vinha.
— Tá doendo muito? Quer que eu pare o carro? Quer respirar? Quer água? Quer—
— Quero chegar ao hospital, Augusto.
Ele assentiu, dirigindo como um senhor de 80 anos: devagar, concentrado, piscando cinco vezes antes de entrar em cada rua.
Quando chegaram, um pequeno raio de sol iluminou a entrada da maternidade.
Era o começo.
Assim que entrou no hospital, Eloise foi encaminhada para o quarto principal do setor de parto humanizado.
E então…
Um choro.
Um choro forte.
Um choro novo.
O som mais bonito que o mundo já tinha ouvido.
A médica ergueu o pequeno corpo, enrolado, quente, vivo.
— É Cecília.
— Ela é perfeita.
Eloise chorou. Augusto desabou.
— Meu Deus… meu Deus… amor, ela tá aqui… — ele repetia, sem conseguir parar de olhar.
A bebê foi colocada no peito de Eloise.
Pele com pele.
Coração com coração.
Cecília Nogueira Monteiro.
O recomeço da família.
O amor em forma de gente.
Augusto beijava a cabeça da bebê repetidas vezes.
— Oi, minha princesa… papai tá aqui…
Mais tarde, Augusto saiu até o corredor.
Os amigos e familiares estavam todos lá, colados no vidro, ansiosos.
Ele apareceu segurando Cecília no colo, com todo o cuidado do mundo, como se segurasse uma joia.
O corredor explodiu em emoção.
— MEU DEUS, OLHA ESSA PRINCESA! DINDA AMAR — Nathalia gritava.
— Ela é a cara da Eloise! — Emma.
— A cara do Augusto! — Heitor.
— A cara da própria perfeição — Laís completou.
Ricardo levou a mão à boca, emocionado, lembrado da sua pequena Emma.
Sofia chorava sem disfarçar.
Thomas, ao lado dela, apertou sua cintura num carinho silencioso.
José encostou as mãos no vidro, lágrimas escorrendo.
Carlos colocou a mão no ombro dele.
— Ela veio trazer luz… — murmurou.
Augusto ergueu Cecília um pouquinho mais.
— Essa é a minha filha. — disse com a voz trêmula. — Nosso milagre.
O corredor inteiro chorou junto.
Era amor demais para caber nas paredes. Era felicidade demais para se esconder nos olhos. Era o começo de tudo.
O futuro. A família. O recomeço.
E ali, naquele corredor banhado pela luz suave da maternidade…
A vida renascia.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Impossível de ler, vários capítulo não abrem só aparece o anúncio. Vou nem gastar dinheiro pq vou me arrepender...
Caraca vários capítulos não abrem. Muito ruim assim. mailto:[email protected]...
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...