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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 275

A FILHA DO RENASCIMENTO.

O FILHO DA SEGUNDA CHANCE.

Os meses passaram como quem vira páginas de um livro escrito com carinho.

Eloise atravessou cada semana com o brilho de quem descobriu um novo propósito — e com uma tropa de amigas que não deixava ela ficar um minuto sem ser mimada.

Nathalia era a comandante da operação “deixa essa grávida descansando”.

Fazia listas, cronogramas, comprava vitaminas, colocava travesseiro extra na cadeira e brigava com Augusto quando ele “atrapalhava o descanso da gestante”.

Emma, depois da perda, encontrou em Eloise um porto seguro. As duas se aproximaram ainda mais — e Thiago nunca largou a mão dela.

Laís e Heitor continuavam… inexplicáveis.

Ora brigavam, ora implicavam, ora sumiam juntos.

Ninguém entendia aquele algo a mais — muito menos eles mesmos.

Ricardo e Nathalia tinham virado um casal informal.

Ele ajudava em tudo, mimava Eloise, carregava compras, ajeitava almofadas.

Nathalia fingia indeferença, mas olhava para ele como quem tenta disfarçar sentimento.

Sofia e Thomas, enfim, assumiram o namoro.

A química deles crescia na mesma intensidade que a barriga de Eloise.

Thomas se tornara mais leve, mais humano — Sofia dizia que ele era “namorado por contrato”, só que sem contrato nenhum.

E Augusto…

Augusto estava derretido.

O homem ogro? Desapareceu.

A cada consulta, ele segurava a mão de Eloise como se segurasse o mundo.

Falava com a bebê. Fazia carinho na barriga. Preparava o café.

E, quando Eloise completou 37 semanas, decretou:

— Trabalharei de casa. Não discuta.

Eloise não discutiu.

Ele passou a acompanhar cada passo — literalmente.

Eloise respirava fundo?

Augusto perguntava se era contração.

Eloise sentava?

Ele trazia água, almofada e fruta.

Fez até um grupo com Thiago, Heitor, Thomas e Ricardo chamado “Equipe Nascer da Cecília”.

E, na véspera de completar 41 semanas, a casa estava em silêncio.

O sol mal tinha subido quando Eloise levantou para tomar banho.

Augusto ainda estava sonolento, revendo relatórios na cama.

E então…

Um grito.

> — AUGUSTOOOOOO!

A voz dela veio forte, urgente, viva — como um raio dentro do quarto.

O coração dele disparou.

___

Em outro lugar…

A luz baixa, o cheiro de desinfetante e o silêncio tenso denunciavam que não era uma maternidade comum.

Era a ala médica do presídio.

Márcia e José chegaram às pressas, conduzidos por duas guardas.

O barulho de um choro miúdo cortou o ar — tão fraco, tão recente, tão vivo.

O médico do presídio apareceu, segurando um recém-nascido enrolado em um pano fino.

— Ele nasceu com 37 semanas. — informou. — Pouco peso, mas respirando bem. Será encaminhado imediatamente para o hospital.

Márcia levou a mão à boca.

José deu um passo à frente, o coração apertado ao ver aquela coisinha tão pequena, tão indefesa — tão distante da escuridão de onde veio.

— A mãe? — José perguntou.

O médico suspirou, como quem já tinha visto isso antes.

— Não quis tocar nele. Disse apenas que quer ir descansar.

Márcia fechou os olhos por um segundo, sentindo uma dor antiga e um futuro novo se encontrarem.

Ela aproximou-se do bebê e, com suavidade que o mundo não esperaria dela, ajeitou o pano que cobria o menino.

— Ele não tem culpa de nada… — murmurou, emocionada.

José engoliu seco.

— Vamos fazer o certo por ele, nosso Benjamim.

A equipe se preparou para a transferência.

Márcia entrou na ambulância.

José pegou o carro e seguiu logo atrás, sem desgrudar os olhos da pequena sirene vermelha no alto.

O telefone vibrou no painel.

Era Augusto.

José atendeu imediatamente.

— Oi, filho.

A voz de Augusto veio carregada de adrenalina, emoção e um sorriso perceptível até pelo telefone:

— Pai, estou levando a Eloise para o hospital.

Cecília está chegando.

José fechou os olhos por um segundo, o volante firme nas mãos.

— Que notícia boa. — respondeu, com a voz embargada. — Hoje… a nossa família inteira renasce.

Ele desligou.

A ambulância acelerou.

E o destino se dividiu em dois nascimentos — dois começos — na mesma madrugada.

___

No carro, Eloise segurava a barriga em silêncio enquanto outra contração vinha.

— Tá doendo muito? Quer que eu pare o carro? Quer respirar? Quer água? Quer—

— Quero chegar ao hospital, Augusto.

Ele assentiu, dirigindo como um senhor de 80 anos: devagar, concentrado, piscando cinco vezes antes de entrar em cada rua.

Quando chegaram, um pequeno raio de sol iluminou a entrada da maternidade.

Era o começo.

Assim que entrou no hospital, Eloise foi encaminhada para o quarto principal do setor de parto humanizado.

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