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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 270

SEGREDOS NA COPA

O dia começou com sol e mensagem no grupo das meninas.

Eloise:

Tenho novidades. Encontro vocês na copa.

Sofia:

… eu também tenho.

Nathalia:

MEU DEUS. SOFIA NÃO BRINCA COM A MINHA SAÚDE EMOCIONAL.

Lais e Emma responderam com emoji.

O clima já estava vivo antes mesmo da primeira xícara de café.

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Hall da MonteiroCorp

Emma e Thiago entraram de mãos dadas, sorrindo como dois adolescentes que acabaram de descobrir o amor.

— Eu quero que todas as safadas dessa empresa saibam que você tem dona. — Emma decretou, apertando a mão dele.

Thiago riu.

— Se quiser, eu uso coleira com seu nome.

Emma piscou, satisfeita.

— Boa ideia.

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No elevador da presidência, a porta abriu revelando Eloise e Augusto.

— Bom dia, Sofia. — Augusto cumprimentou.

Ele deu um beijo em Eloise, demorando um pouco mais do que o ambiente corporativo permitiria.

— Vou começar a trabalhar. Tem muita coisa pra colocar em ordem. Depois passa na minha sala para organizarmos a agenda. — ele disse.

Eloise assentiu.

— Entendido, senhor Monteiro.

Augusto se inclinou e sussurrou no ouvido dela, a voz baixa demais para ser inocente:

— Depois vou te mostrar o que o senhor Monteiro faz.

Eloise tentou não sorrir. Falhou miseravelmente.

Augusto caminhou em direção sua sala.

Sofia observava.

— Você está com um brilho diferente. — Eloise comentou.

As bochechas de Sofia ganharam cor de morango.

Eloise riu. Ali tinha segredo.

As portas do elevador abriram de novo, revelando Nathalia, Emma e Thiago.

— Bom dia. — Eloise sorriu. — Pela cara de vocês, dormiram muito bem.

Emma e Thiago se entreolharam com aquela expressão “não fazemos ideia do que é dormir”.

Thiago levantou a mão.

— Preciso ir, tenho reunião agora. — e saiu.

Nathalia seguiu logo atrás, falando algo sobre “respirar é opcional quando se tem cafeína”.

Pouco depois, Lais saiu de uma sala com cara de pós-guerra.

— Eu preciso de um café. — declarou.

— Então é Copa Time. — Eloise anunciou.

Na copa.

Nathalia tentava programar a máquina de café como se estivesse hackeando um satélite.

As outras já estavam sentadas à mesa.

Eloise inspirou fundo.

— Meninas… preciso da ajuda de vocês. — disse.

Todas olharam.

— Nós temos 8 semanas para organizar um casamento e um chá revelação.

As reações foram instantâneas.

Nathalia bateu a mão na mesa.

— OITO SEMANAS?!

VOCÊ QUER ME MATAR?

VOCÊ SABE QUE EU AMO FAZER FESTA MAS ISSO É UMA MISSÃO DE GUERRA.

Ela empurrou uma xícara para Eloise.

— Toma chá. Café tá proibido agora, dona grávida.

Eloise riu.

Emma bateu palminhas.

— Eu vou decorar mesa. Eu já tô vendo um tema. Eu já tô vendo arco, luzes, painel, foto 3D, almofada personalizada, confete biodegradável—

— Parou. — Lais interrompeu, rindo. — Primeiro: lugar. Já tem?

— Tem sim. — Eloise sorriu. — No jardim da nossa casa.

Todas suspiraram juntas.

Sofia segurou o peito.

— Isso vai ficar lindo.

Nathalia se virou para Sofia, arqueando a sobrancelha:

— Mas agora… você.

Qual é a sua novidade?

Sofia ficou rosa imediatamente.

Emma puxou Lais mais perto, como se fosse plateia.

— Gente, Lais ainda não sabe. — Emma sussurrou.

Lais piscou.

— Não sei o quê?

Nathalia abriu os braços, teatral:

— Sofia era virgem.

Emma arregalou os olhos.

— ERA?

Silêncio de meio segundo.

Sofia respirou fundo.

— Ontem… aconteceu.

Emma bateu na mesa:

— ALELUIA SENHOR, O ANJO DESCEU.

Nathalia abanou o rosto dela com uma revista:

— CARACA, RUIVINHA.

E AÍ??

Eloise inclinou o corpo para frente, rindo:

— Ele foi gentil?

Devagar?

Você se sentiu segura?

Sofia ficou vermelha até a alma, mas sorria, e um sorriso novo — cheio, confiante, bonito.

— Foi… tudo isso.

E mais.

Eu me senti… amada.

As meninas suspiraram ao mesmo tempo.

Lais bateu palmas.

— EU AMO QUANDO O DESTINO DÁ CERTO.

Nathalia limpou uma lágrima dramática que nem existia.

— Thomas. Quem diria. O homem-gelo.

Emma sorriu maliciosa.

— Agora é homem-vulcão.

Sofia escondeu o rosto nas mãos.

— Vocês são insuportáveis.

Mas ela ria. Feliz.

Eloise segurou a mão dela por um instante.

— Bem-vinda ao clube das que amam e são amadas.

Sofia apertou de volta.

— Obrigada por me acolherem meninas.

O mundo estava certo naquele momento.

A tempestade passou.

Agora era sobre florescer.

___

Os dias passaram como quem costura um tecido rasgado: ponto a ponto.

Thomas estava mergulhado nos inquéritos — papéis, depoimentos, audiências.

Antônio respondia por tudo.

Lorenzo também.

Thamires aguardava julgamento em cela separada.

Carla aguardava transferência federal; seu império caindo como prédio mal construído.

Thomas parecia cansado — mas havia algo diferente nele agora.

Algo que Sofia sabia reconhecer:

direção.

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No hospital

Márcia se recuperava.

José estava sempre lá — levando sopa, passando pomada, ajeitando travesseiro.

Às vezes ele lia para ela. Às vezes só ficava sentado. Mas sempre ficava.

Márcia sorria fraco, mas sorria. A vida voltava aos poucos.

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Carlos preparou um jantar simples, só para dois. Vinho. Música baixa. Guardanapos dobrados com cuidado.

— Cláudia… — ele disse, tremendo um pouco. — Acredito que poderíamos pular etapas. Eu amo você, e quero dívida a vida ao seu lado. Quer casar comigo?

Cláudia chorou. Disse sim. Sim como quem diz encontrei meu lugar de novo.

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As semanas passaram.

A barriga de Eloise ainda era só um segredo.

Mas o coração dela… já carregava um mundo.

Nathalia estava com um tablet na mão.

E um lápis atrás da orelha.

E expressão de general.

— Meninas, foco. — ela dizia, apontando com o tablet como se fosse espada. — Falta decidir paleta. A festa é no jardim. A luz do final da tarde precisa conversar com as flores. Precisamos de coerência estética.

Emma piscou.

— Eu trouxe três pastas. Uma boho, uma romântica e uma clássica-chique-princesa-com-ataque-de-surtos-de-noiva.

— Vamos na terceira. — Lais sugeriu, já rindo.

Heitor gritou da cozinha:

— SE TIVER COMIDA TÁ ÓTIMO!

— SOME, HEITOR. — todas responderam ao mesmo tempo.

Augusto saiu de dentro de casa, camisa dobrada no antebraço, segurando um copo d’água para Eloise.

Ele colocou na mão dela sem perguntar.

— Bebe. — disse suave.

Eloise sorriu.

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