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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 549

Enzo voltou poucos minutos depois segurando pessoalmente o primeiro prato da noite. Assim que o viu aproximar-se da mesa, Alana ergueu os olhos automaticamente e precisou admitir para si mesma uma verdade inconveniente: aquilo deveria ser ilegal.

Porque além de bonito, arrogante e perigosamente charmoso, o homem ainda cozinhava bem.

Enzo apoiou o prato cuidadosamente diante dela antes de puxar a cadeira à frente por alguns segundos.

— Entrada da noite — explicou com um pequeno sorriso no canto dos lábios. — Camarões ao molho cítrico com creme de limão siciliano.

Alana observou o prato impressionada. Além de bonito, parecia sofisticado demais para ela ter coragem de estragar mexendo nele.

Enzo apoiou os braços na mesa discretamente enquanto continuava a explicação:

— Elegante, leve e refrescante. O camarão combina com o molho cremoso de forma equilibrada… e dizem que frutos do mar também têm um efeito afrodisíaco interessante.

Alana ergueu os olhos lentamente para ele, sentindo o sorriso divertido surgir imediatamente.

— Isso foi uma explicação culinária ou uma ameaça?

Enzo soltou uma risada baixa.

— Talvez os dois.

Ela balançou a cabeça tentando esconder o quanto aquele homem era absurdamente perigoso. Principalmente porque fazia charme parecer algo natural.

Alana experimentou a primeira garfada e fechou os olhos automaticamente por dois segundos. Enzo percebeu. Claro que percebeu.

— Muito bom? — perguntou com diversão evidente.

Ela abriu os olhos devagar.

— Infelizmente sim. Odeio quando homens convencidos realmente têm talento.

O sorriso satisfeito apareceu imediatamente no rosto dele antes de se afastar novamente.

Durante o restante do jantar, Enzo apareceu várias vezes na mesa trazendo os pratos pessoalmente. Sempre explicando ingredientes, combinações e sabores como se, sem perceber, estivesse mostrando pequenos pedaços de si mesmo.

E Alana percebeu outra coisa perigosamente rápido:

Enzo Rocha ficava ainda mais bonito falando sobre aquilo que amava.

Quando trouxe o prato principal, inclinou-se levemente na direção dela.

— Esse aqui exige mais atenção.

— Estou começando a perceber que você trata comida como relacionamento sério.

Enzo riu baixo.

— E você parece estar analisando tudo como uma advogada preparando um julgamento.

— Talvez eu esteja.

Ele sustentou o olhar dela por alguns segundos antes de sorrir outra vez.

— Então espero estar ganhando o caso.

Alana tentou não sorrir.

Falhou miseravelmente.

Algum tempo depois, Enzo recolheu os pratos vazios antes de fitá-la por alguns segundos.

— A sobremesa vai demorar um pouco mais.

Ela arqueou uma sobrancelha.

— Isso faz parte da experiência do chef?

Enzo aproximou-se ligeiramente. Perto demais.

— Vou deixar você descobrir sozinha.

Então lançou uma piscadela provocadora antes de voltar para a cozinha.

Alana acompanhou ele se afastar por tempo demais.

Ridículo.

Perigosamente ridículo.

Tentando recuperar a própria dignidade emocional, pegou a taça sobre a mesa e desviou a atenção para o restaurante ao redor.

Pouco a pouco o movimento começou a diminuir. As mesas foram ficando vazias, os garçons recolhiam as últimas taças e algumas luzes do salão diminuíram suavemente, deixando o ambiente ainda mais intimista.

E conforme o restaurante ficava silencioso, Alana percebeu exatamente o que aquilo significava.

Em breve, ficariam sozinhos.

O pensamento fez seu coração acelerar de forma perigosamente feminina.

Tentando disfarçar a ansiedade, mexeu no celular, tomou mais dois drinks e fingiu normalidade enquanto esperava.

Quando o relógio passou das onze da noite, ela viu Enzo caminhando em sua direção. Rapidamente digitou uma mensagem antes que ele chegasse perto demais e bloqueou o celular imediatamente.

Enzo caminhou até o freezer e voltou logo depois com dois potes de sorvete. Serviu uma bola generosa em cada prato antes de entregar uma pequena colher para ela.

— Espero que esteja do seu agrado.

Alana segurou a colher sorrindo.

— Se não estiver, prometo fingir muito bem.

Enzo soltou uma risada baixa.

— O mínimo que espero.

Ela experimentou a primeira colherada e fechou os olhos automaticamente.

— Meu Deus… isso está maravilhoso.

Enzo experimentou também antes de apontar para si mesmo com falsa modéstia.

— O chef arrasou.

Alana começou a rir.

E ele percebeu naquele instante que gostava absurdamente daquele som.

Os dois continuaram comendo juntos, roubando pequenas colheradas do prato um do outro em um momento íntimo demais para parecer casual.

Foi quando Alana acabou sujando discretamente o canto da boca com chocolate.

Enzo percebeu imediatamente.

E dessa vez, não queria ignorar.

Ele aproximou-se devagar, perto demais. Os olhos dela desceram automaticamente para a boca dele enquanto a respiração dos dois parecia presa em algum lugar no meio do caminho.

E quando Enzo finalmente inclinou o rosto na direção dela—

O celular de Alana começou a tocar.

Os dois se afastaram no mesmo instante.

Silêncio.

Enzo fechou os olhos lentamente antes de soltar uma risada nasal incrédula.

— Eu odeio tecnologia.

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