Entrar Via

Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 279

Às 19h em ponto, o celular de Sofia vibrou.

> Thomas:

Cheguei, ruivinha.

O coração dela quase parou.

Sofia se olhou no espelho pela quinta vez.

E ainda assim, não parecia suficiente.

— Será que não tá sensual demais, Nathalia? — perguntou, ajeitando a alça fina do vestido.

Nathalia cruzou os braços, analisando Sofia como se fosse uma obra de arte recém-finalizada.

— So… — disse chamando pelo apelido carinhoso. — Você está perfeita. Sensual na medida. E, principalmente… — abriu um sorriso orgulhoso — você está parecendo a mulher que tá se tornando, não a menininha que você acha que ainda é.

Sofia desceu os olhos para o próprio corpo, apreensiva.

O vestido preto marcava as curvas com elegância:

a cintura fina, os quadris largos, o decote discreto que insinuava mais do que mostrava.

A fenda lateral revelava a coxa de um jeito perigoso — mas lindo.

O batom vermelho dava o tom exato do que ela queria transmitir:

mulher.

Os cabelos ruivos soltos em ondas.

Um brinco longo dourado.

E, finalmente… o perfume.

Não o docinho de sempre.

Hoje, ela passou um perfume quente, magnético, com fundo amadeirado.

O tipo de aroma que marcava presença.

A primeira vez que ela o usaria.

A primeira vez que Thomas sentiria Sofia… assim.

Nathalia bufou, impaciente.

— Vai logo, mulher. Ele vai te ver e desmaiar na calçada.

Sofia riu, mais nervosa do que queria admitir.

Pegou a bolsa. Respirou fundo.

E desceu.

Cada passo parecia uma eternidade.

Ela empurrou a porta do prédio… e congelou.

Thomas estava encostado numa Hilux preta, as mãos nos bolsos da calça social, uma postura que gritava poder.

Camisa preta.

Blazer preto.

Calça preta.

O relógio de couro no pulso.

O cabelo alinhado.

Só ele sabia fazer o “preto sobre preto” parecer pecado.

Mas o pior — ou melhor — foi o cheiro.

Aquele cheiro de homem, quente, selvagem, que misturava perfume caro com algo puramente dele.

O tipo de cheiro que faz uma mulher perder o eixo.

Sofia engoliu em seco.

O coração foi parar na garganta.

As pernas ficaram moles.

E por um segundo… ela esqueceu como se andava.

Thomas levantou o olhar devagar.

Devagar.

Quando os olhos dele encontraram a visão dela… o mundo parou.

Ele puxou o canto da boca num meio sorriso carregado de possessividade.

Sem disfarçar nada.

Sem se desculpar pelo que sentia.

— Boa noite, minha ruivinha. — disse baixo, a voz grave percorrendo o corpo dela como um toque.

Sofia respirou fundo.

Um único pensamento atravessou a mente dela, quente como um choque elétrico:

‘Esse homem é meu… nossa senhora.’”

E ela caminhou até ele —

sabendo que aquela noite mudaria tudo.

— Boa noite. — Sofia respondeu, tentando não parecer perdida nele.

Thomas abriu a porta do carro, oferecendo a mão.

— Vem.

Hoje eu quero você perto.

Ela entrou, sentindo o perfume preencher o espaço.

Thomas deu a volta, sentou ao volante e, antes mesmo de ligar o carro, olhou para ela como quem guarda um segredo.

— Você tá linda. — disse baixo.

Sofia desviou o olhar, tentando segurar o sorriso.

— Obrigada…

Ele ligou o carro.

— Não. — corrigiu, firme. — Você tá incrivelmente linda.

— Tão linda… que eu tô com dificuldade de lembrar o caminho.

Sofia riu, nervosa e encantada.

A noite só estava começando.

___

O restaurante escolhido por Thomas era elegante, com luz baixa e mesas afastadas.

Nada chamativo — exatamente o tipo de lugar onde homens que gostavam de controlar o ambiente preferiam estar.

O garçom os guiou até uma mesa com vista para o mar.

A brisa entrava leve, carregando o cheiro salgado misturado ao perfume do vinho.

Sofia ajeitou o vestido ao sentar.

Thomas não tirava os olhos dela.

— Você sempre vem aqui? — perguntou, tentando puxar assunto.

— Às vezes. — ele respondeu. — Mas nunca com alguém que eu realmente quisesse impressionar.

— Claro. — O garçom anotou e se afastou.

Assim que ele deu três passos, Thomas se inclinou devagar sobre a mesa, aproximando-se dela com aquela firmeza controlada que fazia a pele de Sofia arrepiar.

A mão dele pousou na dela — quente, grande, dominante.

— Ruivinha… — A voz dele veio baixa, grave, como um segredo proibido.

Os olhos dele percorreram a boca dela antes de voltar para seus olhos. — A única sobremesa que eu quero provar hoje...

Ele aproximou ainda mais, quase tocando o rosto dela.

— …é você.

O coração dela errou o compasso.

Sofia sentiu o ar sumir do pulmão, as pernas fraquejaram por baixo do vestido.

E Thomas sorriu de leve.

Não um sorriso gentil.

Um sorriso de homem que sabia exatamente o efeito que provocava.

Sofia ainda estava terminando a sobremesa quando Thomas levantou.

— Licença um minuto. — disse, ajeitando a camisa antes de seguir para o toalete.

Ela continuou comendo devagar, tentando ignorar o frio na barriga que ele deixava no ar.

Quando Thomas voltou, vinha com aquele andar seguro, passos firmes, olhar decidido.

Ele parou ao lado da cadeira dela, sem sequer tocar no assento.

Thomas inclinou-se levemente, a mão estendida para ela — não como convite.

Como decisão.

Sofia levantou os olhos, surpresa.

— Vamos, ruivinha. — a voz baixa, firme, daquele jeito que arrepiava. — Temos um assunto pra resolver.

O coração dela disparou.

Ele ofereceu a mão.

E ela pegou sem pensar.

Porque, no fundo, sabia exatamente qual era o assunto.

E queria resolver tanto quanto ele.

Nem o vento do estacionamento conseguiu diminuir o calor entre eles.

Thomas abriu a porta do carro.

Quando ela entrou, ele sussurrou próximo ao ouvido:

— Hoje eu quero você inteira, Sofia.

Mas antes… — ele fechou a porta com cuidado — nós vamos conversar.

A voz dele tinha promessa.

E perigo.

E cuidado.

E ela sabia exatamente aonde aquilo ia levar.

Mas não tinha medo.

Só desejo.

E uma certeza queimando dentro do peito:

Era ele.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário