Às 19h em ponto, o celular de Sofia vibrou.
> Thomas:
Cheguei, ruivinha.
O coração dela quase parou.
Sofia se olhou no espelho pela quinta vez.
E ainda assim, não parecia suficiente.
— Será que não tá sensual demais, Nathalia? — perguntou, ajeitando a alça fina do vestido.
Nathalia cruzou os braços, analisando Sofia como se fosse uma obra de arte recém-finalizada.
— So… — disse chamando pelo apelido carinhoso. — Você está perfeita. Sensual na medida. E, principalmente… — abriu um sorriso orgulhoso — você está parecendo a mulher que tá se tornando, não a menininha que você acha que ainda é.
Sofia desceu os olhos para o próprio corpo, apreensiva.
O vestido preto marcava as curvas com elegância:
a cintura fina, os quadris largos, o decote discreto que insinuava mais do que mostrava.
A fenda lateral revelava a coxa de um jeito perigoso — mas lindo.
O batom vermelho dava o tom exato do que ela queria transmitir:
mulher.
Os cabelos ruivos soltos em ondas.
Um brinco longo dourado.
E, finalmente… o perfume.
Não o docinho de sempre.
Hoje, ela passou um perfume quente, magnético, com fundo amadeirado.
O tipo de aroma que marcava presença.
A primeira vez que ela o usaria.
A primeira vez que Thomas sentiria Sofia… assim.
Nathalia bufou, impaciente.
— Vai logo, mulher. Ele vai te ver e desmaiar na calçada.
Sofia riu, mais nervosa do que queria admitir.
Pegou a bolsa. Respirou fundo.
E desceu.
Cada passo parecia uma eternidade.
Ela empurrou a porta do prédio… e congelou.
Thomas estava encostado numa Hilux preta, as mãos nos bolsos da calça social, uma postura que gritava poder.
Camisa preta.
Blazer preto.
Calça preta.
O relógio de couro no pulso.
O cabelo alinhado.
Só ele sabia fazer o “preto sobre preto” parecer pecado.
Mas o pior — ou melhor — foi o cheiro.
Aquele cheiro de homem, quente, selvagem, que misturava perfume caro com algo puramente dele.
O tipo de cheiro que faz uma mulher perder o eixo.
Sofia engoliu em seco.
O coração foi parar na garganta.
As pernas ficaram moles.
E por um segundo… ela esqueceu como se andava.
Thomas levantou o olhar devagar.
Devagar.
Quando os olhos dele encontraram a visão dela… o mundo parou.
Ele puxou o canto da boca num meio sorriso carregado de possessividade.
Sem disfarçar nada.
Sem se desculpar pelo que sentia.
— Boa noite, minha ruivinha. — disse baixo, a voz grave percorrendo o corpo dela como um toque.
Sofia respirou fundo.
Um único pensamento atravessou a mente dela, quente como um choque elétrico:
‘Esse homem é meu… nossa senhora.’”
E ela caminhou até ele —
sabendo que aquela noite mudaria tudo.
— Boa noite. — Sofia respondeu, tentando não parecer perdida nele.
Thomas abriu a porta do carro, oferecendo a mão.
— Vem.
Hoje eu quero você perto.
Ela entrou, sentindo o perfume preencher o espaço.
Thomas deu a volta, sentou ao volante e, antes mesmo de ligar o carro, olhou para ela como quem guarda um segredo.
— Você tá linda. — disse baixo.
Sofia desviou o olhar, tentando segurar o sorriso.
— Obrigada…
Ele ligou o carro.
— Não. — corrigiu, firme. — Você tá incrivelmente linda.
— Tão linda… que eu tô com dificuldade de lembrar o caminho.
Sofia riu, nervosa e encantada.
A noite só estava começando.
___
O restaurante escolhido por Thomas era elegante, com luz baixa e mesas afastadas.
Nada chamativo — exatamente o tipo de lugar onde homens que gostavam de controlar o ambiente preferiam estar.
O garçom os guiou até uma mesa com vista para o mar.
A brisa entrava leve, carregando o cheiro salgado misturado ao perfume do vinho.
Sofia ajeitou o vestido ao sentar.
Thomas não tirava os olhos dela.
— Você sempre vem aqui? — perguntou, tentando puxar assunto.
— Às vezes. — ele respondeu. — Mas nunca com alguém que eu realmente quisesse impressionar.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Caraca vários capítulos não abrem. Muito ruim assim. mailto:[email protected]...
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...