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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 280

O carro percorreu a orla em silêncio.

Mas era um silêncio cheio.

Silêncio que falava.

Quando o veículo parou, Sofia reconheceu o prédio espelhado à beira-mar.

Luxuoso. Discreto.

Um hotel caro, silencioso, com varanda voltada para o oceano.

Ele saiu primeiro, deu a volta e abriu a porta dela.

— Vem, ruivinha. — Não pedido. Convite carregado de decisão.

Sofia seguiu o homem que, mesmo quieto, parecia ocupar o corredor inteiro.

O elevador subiu devagar.

Ele ficou atrás dela, tão perto que ela sentia o calor da respiração dele na nuca.

Quando as portas abriram, Thomas a guiou até a suíte.

Entrou primeiro, acendeu apenas as luzes laterais — suaves, quentes — e deixou a vista para o mar ser o centro da cena.

Então ele virou para ela.

E Sofia sentiu o estômago cair.

Thomas tirou o blazer, colocou sobre a poltrona, dobrou as mangas da camisa e se aproximou devagar.

— Antes de qualquer coisa — ele começou — precisamos conversar.

Sofia engoliu seco.

Ele parou a poucos passos dela.

Não tocou.

Só a olhou. Como se enxergasse algo que ninguém mais via.

— Ontem… — ele disse — foi a sua primeira vez.

Eu sei o peso disso.

E sei que, se continuar conosco como foi, não vai ser uma relação comum.

Sofia apertou as mãos.

— Eu sei… — ela murmurou.

Thomas se aproximou mais — devagar, consciente do espaço dela.

Ele levantou a mão até tocar o queixo da ruiva, obrigando-a a olhar nos olhos dele.

— Sofia… eu sou dominante.

Não só na cama.

Na forma de conduzir.

Na forma de tocar.

Na forma de cuidar.

Sofia sentiu o ar sumir.

Ele continuou:

— Mas domínio não é controle.

E submissão não é fraqueza.

É entrega. Confiança. Consenso.

E nada, absolutamente nada, acontece sem o seu sim.

A mão dele desceu pelo braço dela com delicadeza.

— Se vamos entrar nisso e eu quero entrar… mas preciso saber até onde posso ir.

E você precisa confiar que eu nunca ultrapassarei o que você permitir.

Sofia estava tremendo. Não de medo.

De intensidade.

— Eu confio. — ela sussurrou.

Thomas sorriu de canto, satisfeito.

O sorriso de um homem que poderia destruir defesas com um único olhar.

— Ótimo.

Então vamos falar de regras.

Ele puxou uma cadeira, sentou-se, e apontou para o sofá diante dele.

— Senta. Quero te ver.

Ela sentou.

O mar batia forte lá fora, preenchendo a pausa entre as palavras.

— Primeira regra: segurança.

Você vai escolher uma palavra de segurança.

Quando disser, eu paro. Sem discussão. Sem demora.

Sofia assentiu.

— Segunda regra: comunicação.

Você fala se algo incomodar, se algo doer, se algo não te der prazer.

Eu não adivinho — eu ouço.

Os olhos dele queimavam nos dela.

— Terceira regra: tudo o que fizermos será para o seu prazer.

O meu vem depois.

Ela suspirou, o rosto corando inteiro.

Thomas inclinou-se na poltrona.

E parou diante dele.

Thomas levou a mão ao rosto dela, segurando o queixo com delicadeza.

— Antes de qualquer coisa… — ele disse, mantendo os olhos nos dela — eu preciso ouvir você de novo.

Ela engoliu seco.

— Ouvir o quê?

— Que está aqui porque quer.

Que não tá fazendo isso pra me agradar.

Que não se sente pressionada.

E que eu posso tocar você… só até onde você permitir.

As palavras caíram como um abraço inesperado.

Sofia sentiu o peito aquecer.

— Eu quero estar aqui, Thomas. — respondeu, firme, embora a voz estivesse trêmula.

— Eu quero isso com você.

Ele aproximou a testa da dela, respirou junto, como se sincronizasse o ar entre os dois.

— Palavra de segurança. — disse. — Escolhe uma.

Sofia pensou por um segundo.

— “Amêndoa”.

Thomas sorriu de lado, satisfeito.

— Boa menina.

A palavra percorreu o corpo dela inteira.

— Aqui tem regra. — continuou ele. — Você pode parar a qualquer momento. Você manda tanto quanto eu. E tudo que eu fizer hoje… vai ser pra você se sentir segura. Entendeu?

Ela assentiu.

Thomas pegou a mão dela e a levou até o peito dele.

— Sente isso? — perguntou.

O coração dele batia rápido.

Forte.

Quase desesperado.

— Não é só você que tá nervosa, ruivinha. — confessou, baixinho.

Sofia sorriu sem querer.

E o mundo pareceu entrar nos trilhos.

Thomas segurou a nuca dela e a guiou até o sofá do quarto — uma luz suave vindo da lateral.

— Hoje vai ser leve. — disse. — Só quero descobrir como seu corpo responde… e quero que você descubra como é confiar.

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