O carro percorreu a orla em silêncio.
Mas era um silêncio cheio.
Silêncio que falava.
Quando o veículo parou, Sofia reconheceu o prédio espelhado à beira-mar.
Luxuoso. Discreto.
Um hotel caro, silencioso, com varanda voltada para o oceano.
Ele saiu primeiro, deu a volta e abriu a porta dela.
— Vem, ruivinha. — Não pedido. Convite carregado de decisão.
Sofia seguiu o homem que, mesmo quieto, parecia ocupar o corredor inteiro.
O elevador subiu devagar.
Ele ficou atrás dela, tão perto que ela sentia o calor da respiração dele na nuca.
Quando as portas abriram, Thomas a guiou até a suíte.
Entrou primeiro, acendeu apenas as luzes laterais — suaves, quentes — e deixou a vista para o mar ser o centro da cena.
Então ele virou para ela.
E Sofia sentiu o estômago cair.
Thomas tirou o blazer, colocou sobre a poltrona, dobrou as mangas da camisa e se aproximou devagar.
— Antes de qualquer coisa — ele começou — precisamos conversar.
Sofia engoliu seco.
Ele parou a poucos passos dela.
Não tocou.
Só a olhou. Como se enxergasse algo que ninguém mais via.
— Ontem… — ele disse — foi a sua primeira vez.
Eu sei o peso disso.
E sei que, se continuar conosco como foi, não vai ser uma relação comum.
Sofia apertou as mãos.
— Eu sei… — ela murmurou.
Thomas se aproximou mais — devagar, consciente do espaço dela.
Ele levantou a mão até tocar o queixo da ruiva, obrigando-a a olhar nos olhos dele.
— Sofia… eu sou dominante.
Não só na cama.
Na forma de conduzir.
Na forma de tocar.
Na forma de cuidar.
Sofia sentiu o ar sumir.
Ele continuou:
— Mas domínio não é controle.
E submissão não é fraqueza.
É entrega. Confiança. Consenso.
E nada, absolutamente nada, acontece sem o seu sim.
A mão dele desceu pelo braço dela com delicadeza.
— Se vamos entrar nisso e eu quero entrar… mas preciso saber até onde posso ir.
E você precisa confiar que eu nunca ultrapassarei o que você permitir.
Sofia estava tremendo. Não de medo.
De intensidade.
— Eu confio. — ela sussurrou.
Thomas sorriu de canto, satisfeito.
O sorriso de um homem que poderia destruir defesas com um único olhar.
— Ótimo.
Então vamos falar de regras.
Ele puxou uma cadeira, sentou-se, e apontou para o sofá diante dele.
— Senta. Quero te ver.
Ela sentou.
O mar batia forte lá fora, preenchendo a pausa entre as palavras.
— Primeira regra: segurança.
Você vai escolher uma palavra de segurança.
Quando disser, eu paro. Sem discussão. Sem demora.
Sofia assentiu.
— Segunda regra: comunicação.
Você fala se algo incomodar, se algo doer, se algo não te der prazer.
Eu não adivinho — eu ouço.
Os olhos dele queimavam nos dela.
— Terceira regra: tudo o que fizermos será para o seu prazer.
O meu vem depois.
Ela suspirou, o rosto corando inteiro.
Thomas inclinou-se na poltrona.
E parou diante dele.
Thomas levou a mão ao rosto dela, segurando o queixo com delicadeza.
— Antes de qualquer coisa… — ele disse, mantendo os olhos nos dela — eu preciso ouvir você de novo.
Ela engoliu seco.
— Ouvir o quê?
— Que está aqui porque quer.
Que não tá fazendo isso pra me agradar.
Que não se sente pressionada.
E que eu posso tocar você… só até onde você permitir.
As palavras caíram como um abraço inesperado.
Sofia sentiu o peito aquecer.
— Eu quero estar aqui, Thomas. — respondeu, firme, embora a voz estivesse trêmula.
— Eu quero isso com você.
Ele aproximou a testa da dela, respirou junto, como se sincronizasse o ar entre os dois.
— Palavra de segurança. — disse. — Escolhe uma.
Sofia pensou por um segundo.
— “Amêndoa”.
Thomas sorriu de lado, satisfeito.
— Boa menina.
A palavra percorreu o corpo dela inteira.
— Aqui tem regra. — continuou ele. — Você pode parar a qualquer momento. Você manda tanto quanto eu. E tudo que eu fizer hoje… vai ser pra você se sentir segura. Entendeu?
Ela assentiu.
Thomas pegou a mão dela e a levou até o peito dele.
— Sente isso? — perguntou.
O coração dele batia rápido.
Forte.
Quase desesperado.
— Não é só você que tá nervosa, ruivinha. — confessou, baixinho.
Sofia sorriu sem querer.
E o mundo pareceu entrar nos trilhos.
Thomas segurou a nuca dela e a guiou até o sofá do quarto — uma luz suave vindo da lateral.
— Hoje vai ser leve. — disse. — Só quero descobrir como seu corpo responde… e quero que você descubra como é confiar.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Impossível de ler, vários capítulo não abrem só aparece o anúncio. Vou nem gastar dinheiro pq vou me arrepender...
Caraca vários capítulos não abrem. Muito ruim assim. mailto:[email protected]...
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...