O quarto ainda estava meio escuro quando Sofia abriu os olhos.
A primeira coisa que sentiu foi calor.
O calor do peito dele.
Thomas estava deitado de lado, um braço pesado envolvendo a cintura dela, como se o corpo dela tivesse sido feito para encaixar ali.
Por um instante, Sofia não soube se aquilo era sonho ou realidade.
Mas então, ele deslizou a mão nos cabelos dela devagar, traçando a raiz dos fios ruivos até a nuca.
— Bom dia, ruivinha. — a voz dele saiu rouca, sonolenta, quente.
Sofia fechou os olhos de novo.
Ela nunca tinha ouvido alguém dizer “bom dia” daquele jeito.
Como se fosse íntimo.
Como se fosse deles.
Ela virou o rosto até encontrar o ombro dele.
— Não quero levantar. — murmurou.
Thomas sorriu contra a testa dela.
— Eu sei. Eu também não quero deixar você ir.
Ela ergueu os olhos, estudando o rosto dele na meia-luz.
Tinha suavidade, mas também aquela força constante que parecia seguir cada movimento dele.
— Thomas? — ela chamou baixinho.
— Hum?
— Nunca me senti tão segura como ontem à noite.
Ele abriu os olhos devagar, como se aquelas palavras tivessem empurrado o sono para longe.
— Eu também não. — respondeu sem desviar o olhar.
Ele levou a mão ao rosto dela, o polegar passando na bochecha rosada.
Um silêncio cheio caiu entre os dois.
Aquele silêncio que abraçava, não pesava.
Thomas respirou fundo, como quem sabia que precisava falar de algo importante.
— Sofia… posso perguntar uma coisa?
Ela ergueu o olhar, curiosa.
— Pode.
— Você não tá tomando nada, né? Anticoncepcional?
Sofia piscou, surpresa pela honestidade direta.
— Não… não tomo.
Thomas manteve os olhos nos dela, sério.
— Você tem ginecologista?
— Não. — confessou. — Ainda não marquei.
O maxilar dele apertou.
— Eu vou resolver isso.
Sofia riu e empurrou o peito dele de leve.
— Não, Thomas. Eu resolvo.
— Eu vou falar com a médica da Eloise e marcar uma consulta. Prometo.
Ele ficou alguns segundos em silêncio, avaliando ela.
— Tem certeza?
— Tenho. — ela sorriu. — Eu cuido disso.
Thomas finalmente relaxou um pouco. A mão dele deslizou devagar pela cintura dela, puxando-a mais para perto.
— Eu só cuido do que é meu, ruivinha. — murmurou contra a testa dela.
O coração de Sofia disparou… e ele viu.
Ele sempre via.
Por isso, quando falou de novo, a voz veio mais baixa, mas firme:
— Hoje você vai trabalhar. — disse, traçando o polegar na bochecha dela. — E eu vou te deixar em casa e depois levar você até a empresa.
Nada de ônibus. Nada de metrô. Nada de você andando sozinha depois do que a gente viveu ontem.
Sofia riu, corando.
— Thomas…
— Não discute. — ele inclinou o rosto perto do dela, quase roçando os lábios. — Já falei que cuido do que é meu.

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Caraca vários capítulos não abrem. Muito ruim assim. mailto:[email protected]...
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...