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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 287

Três semanas se passaram como se alguém tivesse apertado o acelerador da vida.

As manhãs continuavam com o café apressado na MonteiroCorp.

As tardes, no escritório imponente de Dante Siqueira.

E as noites… com Thomas.

A rotina de Sofia mudou.

E ela mudou com ela.

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Ela já não chegava tímida ao escritório.

Agora entrava com pasta na mão, postura ereta e olhar firme, ouvindo Dante passar instruções rápidas enquanto caminhavam pelo corredor:

— Revisou o caso Carla Martins?

— Sim, doutor.

— Encontrou as inconsistências?

— Duas. Uma no depoimento dela e outra nas movimentações da offshore.

— Boa. — ele disse, sem esconder o sorriso. — Muito boa.

Sofia ainda se assustava com elogios, mas Dante… ele percebia tudo.

E gostava do que via.

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Às vezes, Thomas estacionava em frente ao escritório para buscar Sofia.

Sempre no mesmo horário.

Sempre com o mesmo olhar.

O olhar de quem dizia sem dizer:

“Eu tô orgulhoso de você.”

Ele nunca entrava.

Nunca atrapalhava.

Nunca invadia.

Mas quando ela saía…

— Como foi hoje? — ele perguntava, sincero.

E Sofia quase brilhava enquanto falava.

Thomas apenas ouvia.

E sorria de canto, discreto…

Mas Eloise, que já tinha percebido tudo, sempre dizia:

— Thomas fica bobo quando você fala Bobo mesmo.

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O dia do julgamento chegou.

Sofia estava no tribunal como estagiária — não protagonista.

Mas Dante fez questão de colocá-la ao lado dele, na mesa da defesa, em plena audiência.

O salão estava lotado.

Carla Martins.

Antônio Mello

Lorenzo Mello

E Thamires Santana.

Todos acusados.

Sofia ajeitou os papéis, respirou fundo e tentou não tremer.

Dante inclinou-se para ela antes da sessão começar.

— Nervosa?

— Bastante.

— Ótimo. — ele sorriu. — Gente boa sempre fica.

Ela riu, apesar do pânico.

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No meio da audiência, Dante abriu uma pasta e olhou para Sofia.

— A jurisprudência que mencionei…? — ele murmurou.

Sofia deslizou um documento para ele sem hesitar.

No ponto exato.

Na página exata.

Dante ergueu a sobrancelha, satisfeito.

— Tem gente que nasce pra isso, Sofia.

E você é uma delas.

O coração dela travou.

Ela só conseguiu sorrir.

E trabalhar.

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Horas depois, quando a audiência já se encaminhava para a conclusão, Sofia murmurou algo que Dante captou no ar:

— A pena dela tá leve demais…

Dante virou.

— Você percebeu isso também.

— Com base na lei, devia ser parecida a pena para os dois.

Dante apertou os olhos.

— Eu sei. E vou descobrir por quê.

Não gosto quando justiça tem preço.

Sofia assentiu, com aquela determinação nova brilhando nela.

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O fórum estava começando a esvaziar quando Sofia desceu os últimos degraus da escada, ainda segurando a pasta contra o peito.

Ela parou ao ver a cena lá embaixo:

Thomas.

Encostado na Hilux.

Camisa preta.

Crachá da polícia pendurado no bolso.

Braços cruzados.

Ar sério.

Aquele olhar de "policial em modo missão."

Mas ao lado Bruna. Eles conversando. Sozinhos. De perto.

Bruna estava com aquele uniforme impecável, postura elegante, rabo de cavalo alinhado, expressão focada.

Sofia sentiu o estômago apertar.

Intuição feminina não falha.

E a dela gritou tão alto que ela quase respondeu “o que foi?”.

Bruna riu de algo que Thomas disse.

Um riso curto.

Mas Sofia sentiu as bochechas pegarem fogo.

“Ótimo. Agora eu tenho concorrência uniformizada.”

Ela respirou fundo e desceu mais dois degraus.

Antes que ela chegasse ao último, Thomas virou ligeiramente a cabeça — e a viu.

E a expressão dele mudou na hora.

O olhar ficou quente.

Os ombros relaxaram.

A postura endurecida suavizou.

Ele sempre fazia isso quando via a Sofia.

— Ruivinha. — Thomas chamou, abrindo um pequeno sorriso de canto. — Vem cá.

CAPÍTULO 11 — Tribunal e Orgulho. 1

CAPÍTULO 11 — Tribunal e Orgulho. 2

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