Emma acordou sobressaltada.
Estendeu a mão para o lado da cama.
Vazio.
O coração deu um pequeno salto antes mesmo de ela pensar qualquer coisa.
Sentou-se devagar, pegou o robe de seda e o vestiu ainda sonolenta.
Ao sair do quarto, foi envolvida por dois sons inesperados.
Thiago cantava baixinho.
E o cheiro de café fresco preenchia o corredor.
Ela seguiu o som até a cozinha.
Encontrou-o de costas, concentrado, mexendo algo no fogão, completamente fora do cenário habitual das manhãs apressadas.
— Achei que você já tinha ido pra empresa. — disse, encostando no batente da porta.
Thiago virou-se com um sorriso tranquilo.
— Eu li que você precisa se alimentar bem. — respondeu, simples. — Então fiz café da manhã.
Apontou para a mesa já posta.
— Depois a gente vai pros exames… e só então eu vou trabalhar.
Aproximou-se dela, beijou-lhe a testa com cuidado.
— Isso, claro, se você estiver se sentindo bem. — completou. — Se não, a gente volta pra casa.
Emma respirou fundo.
— Amor… não precisa disso tudo. — disse com suavidade. — Não quero essa preocupação toda em cima de mim. Nem você ficando lendo essas coisas.
Thiago inclinou a cabeça, sério pela primeira vez.
— Emma Rocha… — disse com firmeza. — Isso é meu dever como seu marido.
Ela riu, quebrando a tensão que tinha se instalado no ar.
— Você ainda não é meu marido.
Thiago deu dois passos à frente, segurou-a pela cintura e a puxou para perto, colando os corpos.
— Não por muito tempo. — murmurou, a voz baixa, segura.
Encostou a testa na dela.
— Eu te amo, linda. — disse. — E eu tô com você pra tudo.
O beijo veio lento.
Sem pressa.
Cheio de cuidado.
Não como promessa.
Mas como certeza.
Emma estava decidida a fingir.
Fingir que era só mais um dia.
Fingir que o estômago não estava embrulhado.
Fingir que o coração não batia rápido demais.
Thiago serviu duas xícaras.
Emma passou manteiga no pão como se aquilo exigisse concentração absoluta.
— Obrigado, tudo está ótimo. — disse, mordendo o pão sem vontade.
Sorriu pequeno, treinado.
Thiago observava em silêncio.
— Coma mais, você precisa se alimentar bem e fazer todas as refeições certas. — disse
Eles conversam sobre qualquer coisa.
O trânsito.
Uma reunião qualquer.
O tempo fechado.
Nenhum dos dois trocou no assunto que martelava na cabeça deles.
Emma levantou dizendo que ia se trocar.
No quarto, fechou a porta com cuidado.
Abriu o guarda-roupa e ficou parada por alguns segundos, olhando as roupas como se nenhuma fizesse sentido.
Escolheu algo simples.
Nada justo demais.
Nada claro demais.
As mãos tremiam levemente ao fechar o zíper.
Ela respirou fundo.
Uma.
Duas.
Três vezes.
Firme. Você precisa estar firme.
Quando Thiago entrou no quarto, ela já estava com a bolsa na mão.
— Vamos, amor? — ele perguntou, suave.
Emma apenas balançou a cabeça.
Não confiava na própria voz.
Saíram juntos.
No carro, o silêncio era diferente do de casa.
Mais denso.
Mais carregado.
Thiago dirigia com atenção.
Uma mão no volante.
A outra, em alguns momentos, encontrava a dela no console.
Emma não olhava pela janela.
O olhar estava fixo à frente, perdido.
No laboratório, o cheiro forte de antisséptico a fez engolir em seco.
A enfermeira sorriu profissional.
— Pode entrar, senhorita Emma.
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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...